Apaixonante

977 Palavras

O fim de semana chegou como um respiro. A loja já tinha fechado mais cedo, os moleques estavam cada um no seu corre, e o morro tava, por milagre, num daqueles raros momentos de calmaria. Eu fiquei enrolando na loja, fingindo que tava revendo umas contas, mas a verdade é que só pensava nela. Em Ayla. Desde o beijo no mirante, nada tinha sido igual. A gente se falava todos os dias, trocava mensagem toda hora, se via quando dava — e quando não dava, a saudade pesava. Era como se ela tivesse invadido meu mundo devagar, e agora eu nem conseguia mais imaginar como era antes dela. Ela tinha virado meu descanso. E naquela noite, eu precisava descansar. Mandei mensagem: — Tá em casa? Tô pensando em aparecer aí. Ela respondeu na hora: — Vem. Já tô com saudade. Respirei fundo. Peguei a chave

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