Fica Esperto, Malandro

1414 Palavras

A gente ficou ali, no sofá, sem pressa. A Ayla se ajeitou mais perto de mim, as pernas dela cruzadas de lado, o rosto meio deitado no meu ombro. Eu não sabia nem o que fazer com as mãos, então deixei uma repousada no encosto do sofá, meio atrás dela, só de leve. Vênus se jogou no tapete da sala, do jeitinho todo desengonçado dele, e soltou aquele suspiro de quem tá satisfeito com a vida. Quase ri da cena. — Seu cachorro parece mais gente que muito ser humano por aí — comentei, tentando disfarçar o quanto eu tava derretendo por dentro com a cena toda. — Ele sente tudo, acredita? Quando eu tô triste, ele deita do meu lado. Quando eu tô feliz, ele fica pulando, latindo… parece que entende cada emoção minha. — É tipo um anjo peludo — falei, olhando pro bicho com respeito. — Um anjo que baba

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR