Ecos de Palermo

1191 Palavras

A fumaça ainda pairava no ar como um manto pesado sobre Palermo. As ruas da cidade estavam silenciosas demais para uma noite comum. O ataque surpresa à base intermediária de Alessandro havia deixado feridas abertas — tanto nos corpos quanto nas almas. Isabella observava, da sacada do hotel-fortaleza onde haviam se refugiado, as luzes vermelhas e azuis piscando ao longe. Não era apenas mais uma jogada de poder. Aquilo havia sido pessoal. Sofia voltara — e agora sem máscaras. — Ela está de volta — disse Alessandro, surgindo atrás de Isabella, a voz baixa e tensa, como se ele mesmo não quisesse acreditar. — E veio para terminar o que começou. Isabella não respondeu de imediato. O calor do corpo de Alessandro às suas costas era a única coisa que ainda a mantinha centrada, depois do caos da

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR