O silêncio da madrugada em Palermo era cortado apenas pelo tilintar suave dos copos de cristal nas mãos tensas dos aliados reunidos na sala de reuniões da mansão de Alessandro. Isabella caminhava de um lado a outro, com os braços cruzados e os olhos fixos no chão, enquanto Alessandro analisava uma série de documentos com expressão carregada. Desde a emboscada frustrada de Sofia em Nápoles, a tensão não dera trégua — mas agora havia algo novo. Algo mais profundo. — Temos um traidor — disse Alessandro por fim, a voz firme, mas baixa. — Alguém está alimentando Sofia com detalhes de nossos planos, e não se trata de espionagem comum. São informações íntimas… que apenas poucos aqui dentro sabem. Isabella parou imediatamente, voltando-se para ele. — Você está falando de alguém da nossa mesa? Um

