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O Beijo Roubado

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Sinopse

Eu só queria me vingar do meu ex-namorado.Um beijo. Era só isso.Um beijo impulsivo, sem pensar nas consequências.Mas, em vez de beijar o homem que partiu meu coração, acabei roubando o beijo do homem errado.Ou talvez do homem certo.Dante Moretti é poderoso, intimidador e o tipo de homem que faz qualquer pessoa abrir caminho quando ele entra em uma sala. No instante em que meus lábios tocaram os dele, alguma coisa mudou.Para nós dois.Agora ele me olha como se eu fosse dele.Como se minhas inseguranças não existissem.Como se cada curva do meu corpo fosse perfeita.Eu deveria fugir. Deveria correr na direção oposta e esquecer aquele beijo estúpido.Mas é difícil fugir de um homem que já decidiu que eu sou sua.E impossível ignorar a maneira como ele me faz sentir quando sussurra promessas ao meu ouvido e me olha como se eu fosse a única mulher no mundo.Tudo por causa de um beijo roubado.Um beijo que mudou a minha vida para sempre.

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Capítulo 1
Larissa Eu odeio casamentos. Não por causa do amor. Nem dos vestidos. Nem das flores. Eu odeio casamentos porque eles me lembram de tudo o que eu nunca tive. Enquanto observo os casais dançando pelo salão iluminado, aperto a taça de espumante entre os dedos e tento ignorar o aperto no peito. Todo mundo parece feliz. Todo mundo parece apaixonado. Menos eu. Principalmente porque o homem que passou dois anos me fazendo acreditar que me amava está do outro lado do salão... agarrado em outra mulher. — Filho da mãe... — murmuro. Minha melhor amiga, Júlia, acompanha meu olhar. — Ainda dá tempo de jogar vinho nele. Solto uma risada. — Tentador. — Eu estou falando sério. — Eu sei. Ela cruza os braços. — Larissa, aquele i****a não merece nem um segundo da sua atenção. Talvez ela tenha razão. Mas dói. Dói porque eu me esforcei. Dói porque tentei ser suficiente. Dói porque passei anos ouvindo comentários sobre meu corpo. "Você seria tão linda se emagrecesse." "Tem um rosto bonito." "Você precisa se cuidar." "Homem nenhum gosta de mulher gorda." E no final das contas... Até o meu ex me trocou por uma mulher completamente diferente de mim. Alta. Magra. Perfeita. Ou pelo menos perfeita aos olhos dele. Engulo em seco. Não. Chega. Hoje eu não vou chorar. Hoje eu vou esquecer esse i****a. — Você sabe do que precisa? — Júlia pergunta. — De terapia? — Além disso. Dou uma gargalhada. — Então me ilumine. Ela sorri. Aquele sorriso perigoso. O tipo de sorriso que sempre termina em problema. — Você precisa beijar alguém. Quase engasgo com a bebida. — O quê? — Você ouviu. — Não. — Sim. — Absolutamente não. — Absolutamente sim. Reviro os olhos. — Você enlouqueceu. — Talvez. Ela aponta discretamente para meu ex. — Mas imagine a cara dele. Meu olhar acompanha o gesto. O desgraçado está rindo. Rindo. Como se nunca tivesse partido meu coração. Como se eu não tivesse passado noites chorando. Uma raiva irracional toma conta de mim. — Um beijo não vai mudar nada. — Vai machucar o ego dele. Isso é verdade. E a ideia é perigosamente atraente. — Júlia... — Só um beijo. — Você está me incentivando a cometer um crime. — Eu estou incentivando você a viver. Pior que faz sentido. Talvez pela primeira vez em meses eu queira fazer algo impulsivo. Algo louco. Algo que não envolva ficar em casa assistindo séries românticas enquanto como brigadeiro. — Tá bom. Os olhos dela brilham. — Tá bom? — Tá bom. — Meu Deus, isso está acontecendo! — Não faz eu me arrepender. Ela segura meus ombros. — Escolha um alvo. — Você fala como se fosse uma missão secreta. — Porque é. Começo a observar o salão. Casais. Senhores. Adolescentes. Ninguém. Até que vejo alguém. Ou melhor... Vejo um homem. Alto. Muito alto. O tipo de homem que parece ocupar espaço demais. Terno preto. Ombros largos. Cabelos escuros. Mandíbula forte. E uma expressão tão séria que chega a ser intimidadora. Ele está sozinho. Observando tudo. Como um predador. — Aquele. Júlia acompanha meu olhar. — Uau. — O quê? — Você tem bom gosto. Meu coração dispara. Talvez isso seja uma péssima ideia. Definitivamente é uma péssima ideia. Mas antes que eu possa mudar de ideia... Meus pés começam a andar. Passo após passo. Direto na direção dele. Meu estômago está completamente embrulhado. Meu cérebro está gritando para eu voltar. Mas continuo. Porque já cheguei longe demais. Quando finalmente paro diante dele... O homem me encara. E Deus. Os olhos dele. São escuros. Intensos. Perigosos. Por um segundo esqueço completamente o que vim fazer. — Posso ajudá-la? — ele pergunta. A voz. Meu Deus. A voz. Grave. Profunda. Sexy demais para o meu bem. Minha coragem desaparece. Mas então vejo meu ex olhando em nossa direção. Perfeito. É agora. Ou nunca. Antes que meu cérebro consiga me impedir... Seguro a lapela do terno dele. E o beijo. O mundo inteiro para. Porque eu esperava um homem surpreso. Talvez confuso. Talvez indignado. Mas não isso. Não a mão grande segurando minha cintura. Não os dedos se fechando possessivamente contra meu corpo. Não o calor que explode entre nós. Por um segundo ele fica imóvel. Apenas um segundo. Depois... Ele toma o controle. Uma mão sobe para minha nuca. A outra me puxa para mais perto. Muito mais perto. Um arrepio percorre minha pele. Meu coração ameaça sair pela boca. E quando finalmente me afasto... Estou sem ar. Completamente sem ar. O salão inteiro parece ter desaparecido. Existe apenas eu. E ele. Os olhos escuros descem para minha boca. Como se ainda estivesse pensando no beijo. Como se quisesse outro. Meu Deus. O que eu fiz? — Eu... As palavras não saem. Pela primeira vez, o homem sorri. E aquele sorriso é ainda mais perigoso. — Interessante. Engulo em seco. — Foi um engano. Mentira. — Não foi. — Foi sim. — Não. O jeito como ele fala faz meu coração acelerar. Como se ele já soubesse. Como se enxergasse tudo. Até minhas mentiras. Dou um passo para trás. Ele não. Ele continua exatamente onde está. Imponente. Confiante. Assustadoramente calmo. — Acho que preciso ir. — Não. Meu coração falha uma batida. — Não? — Não. — Você não pode simplesmente dizer não. — Acabei de dizer. Abro a boca. Fecho. Abro novamente. Ele parece divertido. Muito divertido. — Quem é você? — pergunto. — Dante Moretti. O nome não significa nada para mim. Mas a reação das pessoas ao redor... Significa. Algumas estão olhando. Outras cochichando. E, pela primeira vez, percebo que algo está errado. Muito errado. Dante segura meu queixo. Delicadamente. Mas firme. Como se já tivesse o direito. — E você? — Larissa. Ele repete meu nome lentamente. Como se estivesse experimentando cada sílaba. — Larissa. Um arrepio percorre minha coluna. Então ele sorri. E diz as palavras que mudam minha vida. Para sempre. — Prazer em conhecê-la, futura esposa. E eu tenho certeza absoluta... De que enlouqueci.

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