89. Luna

1147 Palavras

Acordei com o estômago embrulhado. Nem consegui comer direito, e a Clara, percebendo meu nervosismo, ficou mais quieta do que o normal. Vesti ela com uma calça de moletom limpa, coloquei um casaco quentinho e penteei o cabelo dela com cuidado. O cheiro do creme dela, misturado com a colônia infantil, me fez engolir o choro umas três vezes. Dante ficou o tempo todo calado. Vestiu uma camisa preta, encostou na parede da sala com os braços cruzados e não disse uma palavra enquanto eu calçava o tênis da Clara. — Vai dar tudo certo — ele disse, sem expressão, só quando estávamos saindo. Eu assenti com a cabeça, mesmo sem acreditar muito. Deixamos a Clara numa das salas com a coordenadora. Ela ficou meio assustada, mas se distraiu com um joguinho no celular da mulher. Eu respirei fundo umas

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