— Tava te procurando, sabia? — continuou, andando na minha direção. — Sumi, né? Mas tô com saudade. Vamo resolver aquele programa que ficou pendente? Olhei em volta, os olhos procurando um buraco pra enfiar minha cara. Alguns pais e mães da escola já estavam olhando. — Rogério... agora não. — Falei baixo, puxando a Clara mais pra perto. Ele não se tocou. Pelo contrário, deu mais um passo, invadindo meu espaço, olhando pra Clara com a cara mais cínica do mundo. — Relaxa, vai ser rapidinho. Você sabe como eu gosto de você. — abaixou a voz, mas o tom nojento não mudou. — Dou um troco bom. A vergonha queimou meu rosto. Meu sangue começou a ferver. — Some daqui, Rogério. — Cuspi, com a voz embargada de ódio. Ele abriu a boca pra responder, mas nem teve tempo. O ronco de uma moto cortou o

