96. Luna

1024 Palavras

Acordei com o peso do braço dele em cima da minha cintura e o corpo quente colado no meu. Por uns segundos, fiquei parada, só respirando, tentando entender onde eu tava e por quê meu coração não tava em alerta. A sala ainda tinha cheiro da gente. Sexo, suor, noite m*l dormida. A televisão desligada, o colchão jogado de qualquer jeito, roupa espalhada pelo chão. Tudo errado. Tudo certo. Dante dormia pesado. Não era um sono tranquilo — o maxilar tava travado, a testa franzida, como se até dormindo ele tivesse pronto pra atacar o mundo inteiro por mim. O dono do morro, o homem mais temido daquela p***a toda, deitado ali, largado, comigo encaixada nele. E o anel ainda tava no meu dedo. Levantei devagar, com cuidado pra não acordar. Peguei uma camisa dele no chão e vesti. Ficou enorme em mi

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