11. Luna

1057 Palavras

O dia tava abafado. O tipo de calor que gruda na pele e não te deixa respirar direito. Eu passei a manhã fingindo normalidade. Lavei roupa, varri o chão da sala, troquei os lençóis da cama da Clara. Coisas simples, rotinas pequenas que me davam uma falsa sensação de controle. Mas no fundo, eu sabia. Sabia que a qualquer hora ia acontecer. Que ele não ia deixar passar o que eu tinha feito. As batidas na porta vieram no meio da tarde. Três socos secos, fortes, pesados. Meu coração disparou antes mesmo de eu chegar na porta. Não precisava ver pra saber. Era ele. Girei a maçaneta com a mão tremendo e lá estava Dante. Parado na soleira, com aquele olhar de sempre, de quem já entrou antes mesmo de pedir. Ele não disse oi. Não perguntou se podia entrar. Só passou por mim, empurrando a porta c

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR