Capítulo 3

1798 Palavras
Segunda 21h:30m Lá estava a minha pessoa andado em direção a mais um b***a, com mil e umas ideias na cabeça para acabar com o sorriso largo do homem, ele está sentado, me observando de cima abaixo como se eu fosse um pedaço suculento de um bife acebolado, daqueles bem gostosos, eu diria. Nada mais justo salientar aqui que é o mínimo de olhar que eu mereço. Esse, ao contrário do outro abre dois botões da camisa e levanta-se, puxando a cadeira da frente para mim, sorrio em agradecimento, mas devo dizer que não faz tanta diferença assim. Todos são uns ordinários procurando uma caverna quente para passar o frio. Analisando os seus traços, atentamente posso afirmar: ele parece ser mais jovem que o homem do primeiro encontro. Os seus olhos verdes são igualzinhos a água de uma cachoeira corrente e os seus cabelos pretos igualmente as vestes de luto, é um homem sombriamente bonito. Colocando a minha bolsa na cadeira vazia ao lado sigo o olhar por todo o ambiente. Um restaurante quieto e escuro, acolhedor, no entanto, não consigo declarar que tipo de animais eles matam aqui. — Me chamo Bruno, o mais novo presidente da… _Antes que ele terminasse o que ia dizer o corto, gesticulando para que ele se cale e então, sento-me. — Eu não quero saber o que faz, quem é ou que tipo de pacto fez com o d***o, senhor Bruno. _ Elevo uma sobrancelha, realmente desinteressada, definitivamente não desejo saber nada desse infeliz. Me encarando, semblante duplamente surpreso, ele senta-se e tamborila a mesa, um tanto decepcionado. Pobre animal abatido. — Te vi na boate dançando e não me lembrava de como você é linda. _Quebra o terrível silêncio, bebericando alguma bebida que já tomava. Arqueio uma sobrancelha e o avalio pensativa. — Já imaginou que não viu a minha beleza porque... Talvez estivesse concentrado na minha vagin*, pensando em como seria a sensação de estar lá dentro. _Suponho uma verdade, não é difícil saber que a grande maioria dos homens pensam nisso. Esperando uma distração dele troco as nossas taças já servidas de água, nunca se deve confiar em ninguém, aprendi graças ao meu trabalho. Bebo a água olhando para os lados, evitando o ser ao meu lado que, aliás me causa agonia, esse é o tipinho que acha que só porque tem grana nós nos submeteríamos aos seus caprichos. Por mais insana que eu fosse, eu tenho lá os meus limites, apesar de achar que eles não têm fim. — Senhores. _Saúda uma moça que nos entrega o cardápio. Meneio a cabeça e recolho, passando o olhar entre as opções ao abrir. Hoje, com certeza irei fazer diferente. — Uma saladinha com um suco verde, o mais Detox, por favor. _ Faço o pedido, a cabeça arquitetando um plano mirabolante. Tenho o tal Bruno voltando os seus olhos curiosos para mim. — Cordeiro ao ponto, caviar e um vinho, o melhor que tiver, por favor. _Fala e entrega o cardápio. Eca! Caviar, qual a graça de comer aquilo? Ah, claro, ricos sendo medíocres, não estão a comer porque gostam ou porque é saboroso e sim porque é caro. Ainda dizem que a sociedade não impõe ou interfere na nossa maneira de viver. — Tem certeza de que só deseja uma salada? _Perguntou. Assinto, positivamente e entrego o cardápio para a moça que o pega toda atrapalhada e sai logo rapidamente, antes de nos dar licença. Quanta formalidade, não? — Achei que você fosse mais desenvolta. _Admitiu perante o meu silêncio. Meu sorriso é imperceptível e um pouco irônico. Credo! não posso mais nem fazer a egípcia. Deus me livre! — O que esperava? Que só por ficar nua onde trabalho iria entrar debaixo da mesa e c****r o seu m****o sem que ninguém perceba? _Questiono, revirando os olhos. Ele franziu a testa, parecia surpreso com a minha declaração. E eu queria mesmo era dar um sumiço daqui. — Você não consegue formular duas frases sem que uma seja peculiar? _Perguntou aparentemente com desprezo. Definitivamente, balanço a cabeça em negação. Ele é só outro que está provavelmente envergonhado. — Se importa tanto com isso? _ Questiono e o fito seriamente. Na esperança de que ele me mandasse embora por falta de educação. — Olha, eu não estou nem ai, mas você é uma moça muito bonita, os seus cabelos têm a cor do fogo e umas curvas bem delineadas, é visível o quanto chama atenção. É f**o ouvi-la usar palavras de baixo calão e também tem o fato de ser virgem. _Argumentou, bebendo a sua bebida de novo. Espantada, jogo os meus cabelos para trás e é nítido, não consigo disfarçar o ranço desse homem. Será que não vai vir um roludo que preste. Só desastre! — Então... Quer dizer que por eu ser virgem devo comportar-me como tal? Poupe-me, cresce um pouco, por favor. Eu fico nua a noite em uma boate decadente, esperava o quê? Que eu chegasse toda recatada e me comportasse timidamente esperando você me apresentar seu lar? _Sorrio ligeiramente, é uma graça a forma enigmática que o seu semblante ganhava enquanto me escutava. — Eu estou praticamente com uma p********a virgem. _Seu tom de voz era ácido. Se eu deveria chutar suas bolas? Sim, mas é uma pena por que isso ele nem deve ter. Então, nada mais justo que gargalhar. — Que bobinho. _ Sou sarcástica. Sobretudo, escondo o meu desgosto por ouvir a "Comparação" vinda dele e dita com tanto desprezo e nojo. Engolindo em seco, sirvo-me de água e imediatamente bebo. — Eu poderia lhe proporcionar viagens caras, joias, de todo um luxo. O que quisesse se fosse uma boa jovem. _Revela, colando as costas na cadeira. Incrédula, semicerro os olhos e os ergo para ele ao depositar a taça na mesa. — Eu não vou mudar quem sou para se tornar uma p********a exclusivamente sua… _ Dou impulso, para que ele me ouça perfeitamente e emendo. — Além disso, você não é o tipo que merece essa regalia. Você nem sequer deve saber c****r uma vagin*. _ Dito isso sentei-me no meu assento, cruzo as minhas pernas e pisco o olho para ele, passando o dedo na borda da taça e mordendo o lábio inferior. Não demora muito e segundos depois nossos pedidos chegam. Meu "mato", ou melhor, salada é posto primeiro na minha frente, me servindo e a minha vontade é cuspir no chão quando provo, estava h******l, sem tempero e o suco coincidentemente eu compararia com água de esgoto. Uma tremenda porcaria. O arrependimento de ter pedido isso é assustador da minha parte. Acreditem, estou para sair correndo daqui com medo da comida desse lugar. Me inclino, levantando-me um pouco e com o meu garfo dou uma espetada no cordeiro do prato do Bruno e volto ao meu lugar, me servindo-me. É nítido enquanto devoro o alimento o olhar indignado. Era como se eu estivesse cometido um assassinato e comido a própria vítima com gosto. Uma distração dele e eu novamente pego também a sua taça de vinho da sua mão e bebo fazendo careta devido ao álcool, me esforçando para que um arroto saísse. Tive que travar uma guerra para não gargalhar esganiçada, pois o estrondo atraiu olhares e para chamar mais atenção recolhi dessa vez o seu prato inteiro e o pousei acima do meu, o comendo com tamanha fome. As pessoas nos olhavam e eu pouco me importava, só era preciso dar mais um pouco de emoção. — Estou quase tendo um o****m* aqui, esse cordeiro está divino, minha calcinha está encharcada. _Confidencio alto, fechando os olhos e gemendo. Abrindo os olhos um pouquinho, posso presenciar a reação do Bruninho, o vejo olhando para os lados e de repente, levantando-se da cadeira, tirando sua carteira do bolso. Solto no prato o garfo com um pedaço farto da carne de cordeiro e pego o guardanapo para limpar o canto da minha boca. Algumas notas de cem foram jogadas na mesa. O olhando, avistei sua raiva. Ele guardava já a carteira no bolso e fechava os botões abertos do terno. — Sua virgindade nem vale tudo isso, sua vac*. _Explanou a ofensa e saiu como o d***o foge da cruz. Minha vontade era subir na mesa e começar a dançar um tuts tuts Esse caiu por terra, falta só 10. Jogo o guardanapo na mesa e respiro, muito aliviada, afastando o prato, rindo não atoa ao lembrar do VAC*, intencionalmente toco o meu peito, essa doeu... na vac*, é claro, ser comparada comigo não é boa coisa. Peço a conta, chegando, percebo que o dinheiro que o metido deixou ainda dava para pagar o táxi. Pego minha bolsa e me retiro do restaurante, abaixando o vestido curto que a Ruthy me fez colocar. Paro as passadas e espero por algum táxi. Não chegando, resolvo andar mais adiante. Meu celular vibrava no bolso da bolsa que encostava na minha perna por estar a ser segurada nas mãos e não no ombro. Paro um instante e o tiro, a luz na tela me revelando o que eu já suspeitava, desbloqueio e abro a caixa de mensagem. Desconhecido: não deveria andar sozinha a noite, é perigoso. Msg:22:50. Leio e tenho os meus olhos medonhos examinando a rua, o meu coração batia desesperadamente. Quem pode esta me mandando essas coisas? Sou incitada a seguir o caminho em passos firmes e ouço barulho de carro. Olho para trás, vejo um carro totalmente preto, escuro e os vidros fechados, parecia igual a uns de filme de ação que assisti e eram a prova de balas, blindado. Achando ser um ladrão, guardo o celular rapidamente na bolsa e apresso os passos até algum ponto onde aparecesse um táxi ou ônibus. Nem passou pela minha cabeça respondê-lo, eu só queria estar longe, desaparecer, pois, temia o pior. Finalmente, o primeiro veículo a surgir foi um táxi, acenei e corri em disparate para dentro. — Rua principal, por favor. _Digo rápido demais, tentando não me perder com as palavras e olho para trás, vendo o carro escuro parado. Suspiro. Aprendi que nunca devemos confiar em nada, sempre desconfiar até do confiável. O táxi era colocado em movimento, eu arrumava-me no banco quando os meus pensamentos iam a 360 por hora. Espera… a mensagem do desconhecido me salvou ou era ele no carro? Essa era a pergunta que não queria calar, a mensagem certamente era um alerta... Meu celular vibra, receosa o pego. Desconhecido: boa noite, Bella. Msg:23:02. Idiota. Desligo o celular e observo a estrada enquanto partia para o meu matadouro, esperando profundamente que o Bruno não fizesse nenhuma queixa ao meu respeito para o infeliz dono da boate. Eu poderia fugir, mas o desgraçado me encontraria e em um piscar de olho me mataria.
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