Capítulo 2

1878 Palavras
Acordo às 10 horas da manhã, ainda meio-sonolenta levanto-me da cama, o que é bem difícil fazer devo salientar aqui, já de pé vou diretamente para o banheiro fazer minha higiene, feito, seco meu rosto e sigo para a cozinha, me servindo de um forte café. — Meu Deus! _Siliba a Ruthy, espantada. — Que cara é essa? _Pergunta tendo então meus olhos se voltado para ela. Esfrego meus olhos, acordando-me e a dou língua. — Não enche garota! _Me sento na cadeira do lado dela. Seus olhos são atentos em mim. — Pelo visto o encontro não foi agradável, proveitoso e nada desse tipo. _Franziu a testa em questionando, seu tom era mais do que curioso. Beberico um gole de café quente, sentindo-o esquentar minha garganta e espantar todos os males, em seguida, prendo os meus cabelos ruivos num coque certamente bem m*l feito. — Fracasso total. _ Confidencio, após pingar umas três gotinhas de adoçante dentro da minha xícara, pego uma colherzinha e mexo os líquidos juntos, misturando. — Me conta como ele era? _Ela tava toda entusiasmo. E só de lembrar daquele cara e do fiasco que foi minha noite dar-me um embrulho no estômago. De pé, procuro o meu celular na bolsa que usei ontem e que se encontrava no móvel na sala e regresso a cozinha. — Olha aqui a foto dele. _ A entrego meu celular. — Ele é dono de uma rede de comércios dos mais variados produtos, não foi difícil encontrá-lo visto que seu sobrenome o entregava, inclusive o varejo aqui perto é dele. Sua boca se moldava em um ó escandalizado. — Meu Deus! que deus grego é esse? eu dava com certeza até a minha orelha para ele colocar o que quisesse dentro. Reviro os olhos. Sentando-me novamente e pegando na bandeja um pãozinho de queijo. — A beleza dele é a porta para a nossa infelicidade. _Ela me olha, uma sobrancelha erguida denotando não entender. — você acredita que o cara é m*l-educado, não puxou nem a cadeira para eu sentar, não mostrou interesse algum por mim e nem me perguntou nada sobre a minha pessoa? _Eu contava nos dedos sua deselegância para comigo. — E para piorar, é um pão duro desgraçado, ô carinha mão de vaca dos infernos! _ É realmente lamentável. Não sei o que a Ruthy ver, mas muda toda a cor do seu rosto e uma batida estrondosa, de repente na mesa me assusta. — Custava ter sido mais educada ontem, sua vagaba... _Engoli em seco. — Eu disse que tinha dinheiro na jogada, muito dinheiro. _ Dedos automaticamente entravam em meus cabelos e os puxava fortemente fazendo-me levantar. — Tá querendo morrer sua vaca? _ Cospe praticamente as palavras em minha boca. Trinco os dentes, levando por impulso as mãos para tentar distanciar as deles que me machucava, meus olhos ardiam muito e eu espremia-os com força para afastar as lágrimas. — Porque pediu comida como se fosse um cavalo faminto e nós não a alimentasse? ...e ainda teve o descaradamente de comer com as mãos. _ Seu tom era áspero, cortante e com um ódio mortal uma mão dele descia para o meu pescoço, vindo a sufocar-me. Nessa altura eu chorava irradiada por um misto de emoções, especialmente ódio, nunca desejei tão amargamente m***r alguém como quero agora. A Ruthy ficava também de pé, o seu semblante era desesperado, mas ela sabia que o bom não era interferir. — Senhor, está machucando ela e creio que não seria bom ela chegar amanhã no segundo encontro com hematomas espalhados pelo corpo. _Falou a Ruthy e eu soltando um último gemido de dor antes do desgraçado me empurrar. Eu a encarei furiosa. Ela não pode se meter. — c****a, ouça bem, mais uma queixa sua e eu te mando para o cemitério. Tá me ouvindo? _ Ameaça apontando o dedo em meu rosto. Eu esquivava-me deixando que a lágrimas demonstrasse o meu desprezo. — Eu não quero nenhum desses infelizes. _ Revelo e apavorada com seu olhar assassino, dou um passo para trás. — Mais um deles te quer e enquanto não sabemos quem é trate todos bem. _ Avisa. Dando-me as costas. — p*****a incompetente. _ Me insulta ao sair da cozinha. Solto o ar entalado, esfregando as costas da minha mão por meu rosto, limpando as lágrimas. — Que inferno, maldição! _ Praguejo. Recolhendo a xícara que eu tomava café e a jogando bruscamente contra o chão. — Eu sinto muito, Bella. _ Dito isso em voz baixa, ela agachava e recolhia os cacos de vidro. De uma vez peguei em seu braço e a puxei para que ficasse de pé e me olhasse. — Nunca mais faça o que fez. Não se meta, não esqueça que você tem os seus próprios problemas, gente depende de você. _ Lembro-a. Eu jamais entraria numa discussão entre a Ruthy e o infeliz do dono daqui, espero que ela aprenda a fazer o mesmo. — Me desculpa. A solto. Ela voltando a recolher os cacos. — As vezes eu tenho uma vontade enorme de m***r esse homem... não se surpreenda se qualquer dia ele acordar com formigas na boca. _ A cada piscada era uma morte dolosa, lenta e c***l que eu o submetia. Eu faria isso se não saísse daqui o quanto antes. — Não diga bobagem, Bella, talvez em um desses encontros encontre o amor e consiga ir embora daqui. _Fala triste e me olha. A Ruthy tem 26 anos e está na casa há mais de 9 anos e desde quando chegou faz programa. Ela entrou aqui por falta de oportunidade, é uma mulher inteligente e fácil de lidar, sem contar que tem um coração incrível. Tá aí algo que eu não concordo, pois para mim pessoas boas não deveriam passar por isso nunca, eu não a julgo, ela fez o que pode e as circunstâncias a obrigava. Como eu disse... Pessoas depende dela para sobreviver, digo isso por que conheço a sua história. Vendo ela jogar os cacos na lixeira, lavar as mãos e voltar para sentar na mesa, antes a abraço e recebo um aperto por sua parte. Foi um ato involuntário e quando percebi vi necessidade de abraçá-la. Minutos depois sentamos. — O amor não existe Ruthy, eu, de um instante para o outro me tornei uma mercadoria que eles pagam para mim ver... e agora, também para me comer. _Não tem ânimo algum além da minha ironia que é o meu destino espinhoso. — Ontem, quando você saiu eu ouvi que alguém irá te substituir nos dias que terá encontro. _ Confessa. Sem apetite, atiro o pão de queijo no prato e afasto a xícara. — Façam como quiser, quero mais é que todos se dane e peguem fogo nessa maldita espelunca. _Digo raivosa. — Você comeu com as mãos? É sério isso? _Pergunta, caindo na gargalhada. — E não é só isso. Pretendo a cada encontro fazer todos se arrependerem. _ Declaro convicta. Ô se vão. Ou não me chamo Cibely. — Bella... Bella... o nosso chefe pode não concorda com isso. _Me reprova. Eu a encaro. — Ruthy, você ainda não entendeu. Eu quero mesmo é que todos se fod*. Acha mesmo que eu estou preocupada se ele vai me m***r ou não? quem vai perder é ele, pelo que eu vi agora pouco se eu não entregar a minha virgindade a quem está o pagando não terá negócios nenhum. _ Sorrio, me levantando. A Ruthy balança a cabeça em negação enquanto mastigava. — Vou para o quarto. _Pego meu celular e vago para o corredor estreito, entro no segundo quarto a direita, encosto a porta e sigo até minha cama, jogando-me ali. Meu celular vibra, avisando que mensagem acabará de chegar. Desbloqueio e trago a tela para mais perto e avalio. É de um... Imediatamente, clico abrindo-a curiosa mais do que qualquer outra coisa. Desconhecido: deveria ser mais educada e não ficar cuspindo no rosto dos outros. Msg:11:30. Como é ? Arregalo meus olhos, incrédula. Que i*****l é esse e como se atreve a me mandar essa m*rda? cuspir é pouco da próxima vez será uma catarrada, quer dizer... não existirá próxima vez. Calma Cibely, você sabe ao menos quem é? Certeza que sim e por isso começo a digitar e enviar a resposta. Cibely: olha aqui seu escroto, vai tomar no seu orifício, você é um trouxa e até hoje não acredito que estão me obrigando a sair com miseráveis do seu tipinho. Msg: 11:34. Sim, não hesitaria em retribuir o seu gesto de volta, o celular em minha mão volta a vibrar. Abro. Desconhecido: estou decepcionado com o seu linguajar, quem disse que eu sou o i****a com quem você jantou ontem? Msg:11:36. Rapidamente me sento na cama, olhando para os lados. Tá vai, agora o negócio ficou sério com quem eu estou falando? Respondo ou não? Respondo sim por que eu não sou de ficar calada com uma barbaridade dessas. Cibely: como conseguiu o meu número? Msg: 11:37. Envio, deixando o celular já desbloqueado. Desconhecido: digamos que eu tenho uma ficha detalhada e completa sobre você... Cibely Gutenberg, é difícil te acompanhar "menina" você não para. Msg:11:39. Fico impressionada, estaria eu falando com o maldito dono da boate? Cibely: faz uma chamada por vídeo e vamos fazer uma brincadeirinha. Safadeza virtual, já ouviu falar? Msg:11:41. Trinco os dentes, cruzando as pernas, um riso no canto da minha boca ameaçando alargar. Isso está começando a me agradar. Desconhecido: não precisamos fazer isso, você, logo estará na minha cama e eu te mostrarei o quão honrado fiquei quando tiver me tornando o seu primeiro homem. Msg:11:43. Abro a boca, horrorizada. O que? Como ele sabe? Espera, esse não é o tal Claus e tão pouco o dono dessa espelunca. Cibely: quantos centímetros você tem? Msg:11:44. Mordo os lábios ao enviar a mensagem. Desconhecido: verá, minha querida. Msg:11:45. Fico decepcionada. Isso é visível que é alguém me passando trote. Cibely: ridículo isso que você está fazendo, deveria ao menos mandar-me uma foto sua, você é só mais um i*****l desses malditos clientes dessa espelunca querendo o que outros 12 querem. Msg: 11:47. Desconhecido: Cibely, minha ruiva viciada em filmes eróticos. Quem pode te afirmar que eu não sou um dos 11 que ainda está por vir? Boa tarde, tenho uma reunião importante. Msg: 11:50. Leio atenta toda a conversa e a pergunta que não quer calar é... O que foi isso? Corro atrás da Ruthy, mostrando todas as mensagens a ela. Ela me encara. — Talvez seja um namorico seu de infância. _ Supõe. Arqueio uma sobrancelha, por que ela sabe que eu nunca namorei. — Ele disse que eu sou viciada em filmes eróticos e é um fato. Será que tem câmeras espalhadas por todo esse local? _Olho para o teto, tendo a sensação de estar a ser observada. — Tá usando que tipo de d***a? c******s, Haxixe ou Skank? Se a polícia descobre o que rola aqui vamos todos para a cadeira, Bella. Então não, não tem câmera. Pego meu celular da sua mão e a dou as costas. — Onde vai? _Quis saber. — Assistir um filme adulto e me tocar até meus dedos ficarem dormentes. _Digo.
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