Capítulo 3

605 Palavras
Gabriel Saí do hospital me sentindo um tanto inquieto. Não sei, mas parece que algo mudou dentro de mim. Eu sinto isso. Não sei como, mas essa garota de alguma forma me mudou. Penso em como ela parecia abatida e infeliz quando entrei. Parecia como se estivesse à espera da morte ou coisa assim. Tenho que confessar que a primeira vez que olhei de verdade aqueles olhos tristes, tive vontade de embalá-la nos meus braços. De cuidar dela, como se ela fosse uma criança ferida e assustada, que precisa de amor e companhia. Droga! Passo a mão pelos cabelos. Não sei o que eu vou fazer agora. De alguma forma essa garota está sob minha pele, não sei como ela conseguiu isso. O que ela fez apenas, foi cair nos meus braços num momento de agonia e implorar para que eu não a deixasse. O que devo fazer? Estou tão confuso. Estávamos até tendo uma ótima conversa, mas aí ela mudou quando eu disse seu nome. Como se ele fosse sinônimo de miséria e tristeza. Seu olhar ficou vazio, distante. Uma sombra passou pelo seu rosto, mas logo se foi, assim que me expliquei. A coisa mais impressionante que eu vi, foi quando ela ficou envergonhada, só porque foi rude comigo. Aquilo me aqueceu de uma forma diferente. Definitivamente. Foi como se alguma coisa acalmasse em meu peito. Eu não queria deixá-la, mas eu tinha que ir para casa. Só porque eu não ia trabalhar, não queria dizer nada. Eu precisava dormir. Os últimos dias tem sido difíceis. Dirijo para casa, pensando se devo ir vê-la amanhã. Chego exausto, não tinha me dado conta do quanto eu estava cansado. Também, com o dia que eu tive hoje, juntou meus problemas com os recentes acontecimentos da noite e Bam! Sinto como se uma bomba tivesse explodido em cima de mim. Não tenho vontade de comer. Estou tão cansado que só consigo pensar em tomar banho e dormir. E é o que eu faço. Termino meu banho e me arrasto para minha cama. Acho que se minha casa pegar fogo eu provavelmente morreria dormindo, e feliz. Pelo menos ninguém mais ia me incomodar. Caio em um sono exausto e sem sonhos, muito bem-vindo. A manhã chega antes que eu possa perceber. Infelizmente, esse fato resultou no assassinato do meu despertador. d***a. Agora vou ter que comprar outro, ah, depois eu compro. Estou tendo um ótimo sonho, quando ouço um som ao longe. Ainda um pouco desligado, me viro para o outro lado, mas o som infernal não desiste. Depois percebo que se trata do meu celular. Quem será a essa hora em pleno sábado? Mesmo com a morte do meu despertador tive que levantar, de qualquer forma. Que beleza! Atendo o celular, eu deveria colocar essa coisa no silencioso, mas sempre esqueço. - Oi? – atendo. - Oh, olá. Aqui é do hospital, é o Sr. Trenton? – pergunta. - Sim. Do que se trata? – pergunto curioso. - Só ligamos para avisar que sua namorada vai ter alta mais cedo do que imaginávamos, então ligamos para avisar. Já que o Senhor disse para avisarmos sobre qualquer coisa. – diz a voz no outro lado. - Certo. Obrigado por me avisar. – finalizo a ligação. Eu não sou exatamente uma pessoa alegre e dócil de manhã. Vou tomar um banho e sair, posso comer qualquer porcaria na rua. Tenho que chegar ao hospital a tempo para pegar Elizabeth. Talvez assim eu possa saber algo mais a respeito dessa criatura tão intrigante e encantadora. Eu preciso saber mais. Eu sou curioso. E eu não gosto de ficar curioso.
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