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995 Palavras
Capítulo 29 Atibaia narrando Eu estava na boca e Ursula entra e me encara. — O que está fazendo aqui? — Você não fez nada com aquela garota. — Isos não é da sua conta Ursula. — Olha o que ela fez comigo – ela fala – não acrddito que você vai deixar isso assim, sem tomar providencia nenhuma, o que vão achar do seu morro? — Sabe o que estão dizendo por ai? – eu falo para ela – é que você derrubou de proposito. — Isso é mentira — Mas é o que geral está comentando. — Vai acreditar neles? — A voz do povo é a voz de Deus e aqui dentro do meu morro o meu povo tem voz e eu dou uma atenção a eles, tu entendeu? — Tu tá ficando louco, eu jamais faria aquilo. — Você faria sim, eu te conheço como ninguém Ursula muito mais do que você imagina – ela me encara – eu vou te dar um recado, o fato da gente t*****r de vez enquanto, não te faz nada aqui dentro, você é moradora , uma mera moradora como a Persefone é também. — Está gostando de defender ela, não é mesmo? Tá pegando ela Atibaia? — Isso não é problema teu, o problema é que te dei moral de mais para você achar que se pode criar para cima de mim, vou te dar um aviso, quem manda no morro sou eu e não você, agora vaza e ver se não aparece na minha frente tão cedo. — Vai me jogar para escanteio só porque tem ela agora? — Se eu ver você fazendo a vida dela um inferno, tu tá ferrada - ela sai furiosa. Eu volto a fazer o que eu estava fazendo, queria briga delas por causa de mim não, queria manter meu morro na paz e continuar fazendo o que eu sempre fiz, essa ideia de ficarem brigando por causa de mim, era coisa passada. — Já viu a entrevista do João Ferraz hoje mais cedo? – Castro fala — O que tem nessa entrevista? — Tua foto está estampada em tudo que é lugar – ele fala – tá virando alvo de todo mundo. Eu pego o celular quando ele me mostra e não acredito no que estava vendo, esse filho da p**a queria briga e era isso que ele ia ter. Capítulo 30 Alicia | Yasmin narrando Eu entro na casa junto com Marta e ela começa a me mostrar tudo ali dentro, vejo as fotos dela com Joé. — Mora só vocês dois aqui? – eu pergunto para ela. — Sim, nossos pais morreram – ela fala — Meus sentimentos. — Aqui a gente sabe que vamos morrer cedo – ela fala – se não for de doença, será em uma invasão. — Não deveria pensar assim. — Essa é a nossa realidade – ela fala – somos felizes, muito felizes, somos. A gente é uma grande família, mas não temos nem saneamento básico direito sabe. A policia vive invadindo, e não quer nem saber se você é morador ou bandido, mete a bala direto. — Eu sei que seu irmão é do movimento – eu falo para ela – mas ele é bandido. — Aqui a gente tem as nossas regras e o morro funciona muito bem, aqui e********r não se cria, homem que bate em mulher menos ainda, não se ver roubo , porque se roubar é morte na certa, e o morro funciona, muito melhor que o asfalto. — Eu tenho certeza que sim – euf alo para ela – você acha que a Persefone vai ficar bem? — Ela é meio doida,mas é gente boa – ela fala – mas pela pouca idade que tem ela ainda é bem madura. — Ela mora sozinha? — Nunca teve pais, quer dizer, te rela teve – Marta fala – mas a gente não conheceu eles, ela foi abandonada ainda recém nascida aqui no morro, foi criada por um por outro, só Deus sabe o que essa menina já passou na vida. A vida que ela conhece é essa aqui, mundo da malandragem, bandidagem e prostituição. — Ela se prostitui? — Muito – Marta responde – muito mais do que a gente imagina. — Que horror – euf alo — Mas Persefone ela nunca teve alguém para dizer a ela, que ela deveria trabalhar, que ela deveria fazer uma faxina. Ela cresceu levando d***a para um, para outro e ganhando trocados. Os homens passando as mãos na perna delas, beijando seus pescoços e dando doces. É difícil a gente escutar e até mesmo eu falar isso, mas o que eu poderia fazer para ajudar ela quando ela era mais nova? Eu tinha um pouco mais que a idade dela, ainda não conhecia o mundo da maldade. — Ela foi abusada quando criança? — Persefone tem 17 anos – ela fala – uma menina, que teve que conhecer o pior lado da vida muito cedo. Ela não fala nada para ninguém, mas leva com ela magoas enorme. Eu engulo seco tudo que ela disse, Marta sobe para torcar de roupa e eu fico ali, é quando Joé entra na sala e a gente se encara, eu olho para ele e naquele momento vem a cena em que ele me amarra, eu levo um susto e me levanto rapidamente. — O que está fazendo aqui? – ele pergunta – na minha casa. — Sua irmã me convidou – eu falo e ele me encara — Entendi Yasmin – ele fala Seu olhar em mim era penetrante, mas quando Marta desce, logo olha para o irmão. — Chegou cedo – ela fala — Você sabe que não gosto de ninguém na nossa casa, ainda mais pessoas estranha – ele fala me encarando e sobe para cima, eu encaroele subindo — NÕ DE BOLA PARA ELE – ela fala – é um rabugento que só. Mas é gente boa.
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