Capítulo 35
Atibaia narrando
Castro nem os vapores ainda voltaram, a carga vinha d elonge mas chegabam ainda no final da tarde.
Eu saio pelo morro e vejo Persefone vendendo algo para os moradores, estreito os olhos e fico observando, mas não consigo ver o que ela estava vendendo, mas Ursula se aproxima.
— Não entendo porque essa garota está aqui ainda – ela fala
— Já disse que não quero confusão.
— Já entendi Atibaia – ela fala e sai.
Eu a encaro andando e rebolando e abro um sorriso, ela era carne de pescoço, mas ficava linda brava, mas volto o meu olhar para procurar Persefone mas não encontro mais, eu me aproximo de uma senhora e ela me olha com os olhos arregalados.
— Ati – ela fala guaguejando – baia.
— Oi, o que a senhora comprou?
— É – ela fala e vejo embrulhadoe m um papel alumínio
— O que aquela garota estava vendendo? – eu pergunto para ela eela me encara
— É só isso – ela fala nervosa se tremendo por inteiro
— E o que é só isso? Anda me fala o que essa garota está vendendo?
— Bolo gelado – ela fala me olhando toda encolhida após eu gritar com ela – vopc~E quer? Eu não quero mais!
— Pode comer – eu fallo para ela esaio. – espera – eu olho para ela – cuidado, ela tem costume de colocar d***a nos bolos. – A senhora me olha com os olhos arregalado e com a boca cheia de bolo já.
Eu saio andando e vou até o bar da Olivia, ela me encara.
— Mandou Persefone embora? – eu pergunto me aproximando dela e ela me encara
— Não quero mais problemas – ela fala me olhando – acho que foi melhor assim.
— E ela vai para onde, você sabe?
— Não sei – ela fala – mas ela não tem para onde ir. Você poderia arrumar algo para ela fazer aqui dentro.
— Sou caridade não dona Olivia e nem mesmo agencia de emprego – eu falo para ela.
— Mandei ela embora para evitar problemas com você ecom Castro – ela fala.
— Você fez o certo – eu falo para ela. – você fez o certo – eu repito.
Capítulo 36
Alice | Yasmin narrando
Eu mando uma mensagem avisando da carga que estava para chegar, tinha escutado Ursula falando sobre.
Eu estava andando no morro quando sem querer esbarro em Joé, ele me encara.
— Oi – ele fala – tudo bem?
— Sim – eu respondo meio receosa ainda de falar com ele – eu ainda estou meio perdida por aqui.
— Quer ir para onde?
— Eu acho que me perdi, quero retornar para ong.
— É por ali – ele fala
— Obrigada.
Eu siao andando mas quando me afasto nem 50m deles, começo a escutar tiros, tiros bem forte.
Eu paraliso no meio da boca e não ando nem para frente nem para trás, algo me faz ficar ali paralisada, eu respiro fundo, e os tiros começam a ficar mais fortes e o barulho mais perto, eu estava no começo do morro e isso me deixa com medo.
— Vem – Joé fala me puxando pelo braço
— Me solta – eu falo gritando – Me solta, agora! – eu grito e ele me joga para dentro de um barraco
— Cala boca garota, você está ficando louca? – ele pergunta – estou te ajudando! Quer levar um tiro no meio da testa?
Quando eu ia responder ele, sentimos vozes e barulho do lado de fora, ele coloca a mão sobre a minha boca e eu fico nervosa, em pânico, lembrando daquela noite, me passando milhões de coisa na cabeça.
— Não respira – ele fala – nem faça barulho – ele fala me olhando nos olhos, ele me joga atrás de um armário e se deita por cima de mim. – eu não vou te machucar – ele sussurra em meu ouvido.
Escutamos passos pela casa toda.
— Se tiver alguém nesse lugar mete bala – escutamos e eu arregalo o olho para ele. Joé estava ainda com as mãos sobre a minha boca e por cima de mim, sua respiração estava bem perto de mim.
Escutamos passos para tudo que é lado, mas logo alguém chama o policial.
— Venha – ele fala –
— O lugar parece limpo
— Precisamos encontrar Atibaia.
Logo escutamos eles saindo e a porta se fechando, Joé tira a mão da minha boca e eu o encaro com a respiração pesada e ainda me tremendo por inteiro.
— Você está bem Yasmin? – ele pergunta e nesse momento eu olho para ele sem entender quem era Yasmin.