Persefone, [29/03/2024 01:48]
Capítulo 47
Atibaia narrando
Eu estava rolando para ver o que a policia estava falando sobre a operação e João Ferraz disse que mesmo com as mortes que aconteceram, a operação tinha sido um sucesso porque tinham coletado muitas informações. Abro o vídeo da reportagem que ele deu.
— Recentemente em uma confraternização da delegacia, uma garota misteriosa entrou – ele fala – durante a operação descobrimos que essa garota infiltrada era nada menos que uma moradora do morro, ainda não temos muito sobre ela, somente que seu nome é Mariana. Ela foi infikltrada por Atibaia para se envolver com um dos policiais e m***r ele, e tem gente que ainda defende vagabundos, homens inocentes, pais de famílias, maridos e filhos faleceram durante essa invasão. Atibaia tem sangue inocente escorrendo pelas ruas e pelas mãos do dono do morro.
Eu paro de prestar atenção na reportagem quando uma confusão se torna no lado de fora.
— Você não pode entrar – Um vapor fala quando Persefone entra
— O que está acontecendo?
— Eu disse que ela não podia entrar.
— Eu fui roubada! – ela afirma com a mochila aberta – eu fui roubada dentro do seu morro, isso não é crime?
Eu encaro aquela garota sem acreditar no que estava acontecendo, que ela iria vir até aqui me trazer ainda mais problemas.
— O que aconteceu? – Joé pergunta entrando e Castro vem atrás.
— Eu fui roubada, roubaram todo meu dinheiro enquanto dormia.
— Roubaram onde? Dentro da casa? – Castro pergunta
— No beco 74 – ela fala – estava dormindo lá.
— No beco? – Castro pergunta e ela me encara
— Isso não vem ao caso – ela fala – me roubaram, me roubaram dentro do morro, meu dinheiro todo, isso é injusto! É Lei no morro não de pode ter roubo – ela me encara – agora só porque sou eu, isso naõ vai ter importância?
— Ninguém disse isso – eu respondo para ela – Castro, coloca os vapores atrás do ladrão, olhem as câmeras e quando encontrarem traga ele.
— E eu? – Persefone pergunta
— Fique na volta, quando acharem o ladrão a gente te chama – eu falo
— E se não acharem? Como eu fico?
— Se a gente achar, a gente pune e pega a tua grana de volta – eu falo
— E se não achar? – ela pergunta de novo e ela me encara
— Espera lá fora Persefone – Joé fala – nos vamos atrás.
Ela me olha e eu a encaro.
Era impossível agora ainda ter que lidar com erssa garota mimada, ela sai de dentro da boca, Castro sai para fora e eu encaro Joé.
— Joé preciso que tu faça outra coisa para mim – eu falo para ele
— O que?
— João Ferraz falou de um nome
— A tal Mariana? Acabei de ver – ele fala
— Vai atrás, olha as câmeras de segurança – eu falo – e ver se tu ver algum policial falando com alguma garota e me manda na mesma hora, puxa também todas as Marianas que moram no morro, quero desenrolar essa história direitinho.
— Pode deixar – ele fala saindo.
Persefone, [05/04/2024 17:08]
Capítulo 48
Persefone narrando
Era noite e aqueles p*u no cu nao resolveram nada do meu dinheiro roubado! Como era para mim a lei não funcionava, só funcionava quando eles queriam me cobrar a dívida!!
Começa uma chuva muito forte e eu me encolho em um canto e fico pensando em tudo que estava acontecendo na minha vida e que tudo era culpa minha, na teimosia de querer ser mais do que eu era e no final não ser nada.
A chuva aumenta e começa um vento horrivel, eu me encolho ainda mais com medo que acontecesse algo comigo
— Ei - A voz dele soa e eu olho para o lado vendo ele todo molhado tambem - Vem saia da chuva.
— Não tenho para onde ir
— Estou te oferecendo ajuda - Ele fala - Não vai querer? - Eu o encaro e fico em silêncio - Prefere ficar ai na chuva? Se prefere, fica aí então! - Ele se vira
— Não espera - Eu falo - Eu aceito a sua ajuda! - Ele me encara e eu vou atr ele
- Vamos - Ele fala
Ele me coloca de baixo do guarda chuva e andamos até a sua casa, quando entramos ambos molhados.
— No final do corredor tem um quarto com banheiro, vai la toma um banho e coloca uma roupa seca, se não vai ficar doente - Ele fala sem nem olhar para min
- Porque está me ajudando?
- Prefere que eu tivesse o que garota? - Ele pergunta
- Obrigada - Eu respondo e ele me olha
Persefone, [06/04/2024 19:21]
Capítulo 49
Clarissa narrando
Eu deixo Bella na escola e depois deixo João na delegacia.
— Preciso te buscar? – falo sorrindo para ele
— Não precisa naõ – ele fala – vou pegar meun carro mais tarde na oficina assim que sair.
— Ok – eu respondo – será que você vai se aventurar em alguma operação e me deixar nervosa?
— Não se preocupe meu amor – ele responde – volto cedo para casa.
— Ta bom – falo sorrindo para ele
— Eu amo você.
— Também te amo – respondo sorrindo.
João desce e buzino para ele antes de sair, vou até o meu consultório, estaciono o carro e quando estou descendo, um homem se aproxima.
— Clarissa – ele me chama e eu o encaro, o reconhecendo
— O que o senhor está fazendo aqui? – eu pergunto para ele
— Preciso de dinheiro – ele fala – estou devendo grana dentro do morro, preciso pagar minhas dividas.
— Não tenho dinheiro para te ajudar – eu respondo para ele
— Você tem dinheiro – ele fala – seu marido tem um cargo importante, você é uma medica de sucesso.
— Já disse que não vou gastar meu dinheiro pagando as suas dividas – eu respondo para ele. – o senhor me tirou de casa quando eu tinha 14 anos de idade porque tirei minha virgindade e agora o senhor quer que eu te ajude com algo? Você me escurraçou!
— Eu sou seu pai!
— Você não pensou nisso quando me expulsou quando eu ainda era uma adolescente – eu falo para ele – me deixe em paz, meu dinheiro o senhor não terá.
— Eles vão me m***r – ele fala me encarando – eles me deram um prazo e se eu não pagar, eles vão me m***r. O seu namoradinho vai me m***r.
— Meu marido é João Ferraz – eu falo para ele – é com ele que sou casada e com ele que eu tive uma filha, estou casada com ele há quase 13 anos – eu olho para ele – já disse, esqueça que sou sua filha!
— Você vai deixar eles me matarem? – ele pergunta – vai deixar eles me matarem? – ele fala nervoso. – você não pensa enm mesmo em sua irmã.
— Me deixe em paz! – eu afirmo e saio andando – não deixe aquele homem entrar – falo para os seguranças e eles assentem com a cabeça.
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