Capítulo 39
Persefone narrando
— Mão na parede – ele fala com a arma apontada na minha cabeça.
— Sou apenas moradora, por favor sou apenas moradora – eu falo repetindo nervosa e ele me vira a força me fazendo encostar na parede.
— Abre as pernas, anda – ele fala – você tem arma?
— Sou apenas moradora – falo chorando
— Como é seu nome? – ele pergunta
— Persefone – eu respondo – Persefone.
— O que tem no pote? – ele pergunta
— Bolo, bolo – eu falo
— Porque tem bolo no pote p***a? – ele pergunta
— Eu vendo – eu falo – vendo, é somente bolo gelado.
— Abre o pote – ele fala.
Eu me viro lentamente e pego o pote abrindo ele joga os bolos no chão e pisoteia em cima, eu encaro ele com os olhos arregalados, os tiros ficam mais rígidos e mais fortes.
— Estou com uma moradora – ele fala no rádio – Persefone o novo, o que eu faço João ? – quando ele fala esse nome e eu arregalo os olhos.
— Mantenha ela ai – ele fala – você já sabe qual é a ordem – eu encaro – matou policial, matou morador.
— Por favor não – eu falo chorando e ele com a arma na minha cabeça.
— Cala boca sua v*******a – ele fala me encarando.
Um tiro vem de trás e ele se vira, no que ele se vira, eu saio correndo, eu começo a correr, mas a policia estava subindo, os vapores atirando com tudo, eu acabo caindo e me escondo, em um beco mas o policial chega em mim.
— Te encontrei sua v***a, você pediu para que eu atirasse em você – ele fala destravando a arma – vai conhecer o inferno e virar exemplo para esses filhos da p**a.
— Eu acho que não é bem ela que vai morrer – Atibaia coloca a arma na cabeça dele – é você seu filho da p**a.
Ele atira no cara e ele cai morto no chão, o sangue dele espirra em mim, Atibaia me encara e eu encaro ele.
— O que está esperando para vazar? – ele pergunta – anda, vaza daqui garota! Antes que eu mesmo meta um tiro na tua cabeça.
Eu saio tropicando mas saio correndo, me escondendo entre os becos, quando eu estava quase chegando na casa de Sara, eu dou de cara com outro policial, mas reconheço os seus olhos.
— Você – ele fala me olhando
— Por favor – quando eu ia terminar de falar um tiro passa perto de nós e ele se vira para atirar em quem atirou nele.
Eu aproveito e saio correndo, entrando na casa de Sara e encontrando ela escondida e me escondendo com ela.
Capítulo 40
Atibaia narrando
Eu vejo ela correndo que nem uma louca no meio do tiroteio e tomo rumo dentro do morro, começo atirar nos policiais e mando ordem para os vapores irem para cima deles
O que eles estão achando que vão entrar no meu morro e vão fazer o que eles querem? Não mesmo!
Aqui é chumbo grosso.
— Quem está no comando dessa p***a?
— João Ferraz – Joé fala – vapores dosseram que viram ele.
Eu saio pelo morro matando os policiais que vejo mas queria encontrar ele, queria m***r ele com as minhas próprias mãos, mas logo quando perceberam que foram eliminados em massa , eles começam a evacuar e eu não consigo nem ao menos encontrar com esse filho da p**a.
Ao mesmo tempo Castro avisa que subiu o morro pela parte de trás e que o carregamento tinha chegado em segurança.
— Tem x9 aqui p***a – Joé fala chegando
— Como iam saber que bem hoje chegava o carregamento – Castro fala
— Alguém escutou e explanou – eu falo – isso que eu mandei ser tudo na surdina.
— Mas foi – Castro fala nervoso – ninguém saiu falando nada p***a.
— As paredes aqui tudo tem ouvido c*****o e vocês sabem disso – eu falo olhando para eles – a gente precisa cuidar o que falamos e quando falamos, vocês entenderam? – ambos assentes – a gente vai ter que pensar em algo para descobrir quem é essa p***a do x9
— E como vamos fazer isso?
— Vou pensar em algo – eu falo – agora é levar o carregamento para o laboratório, preciso de tudo pronto para ontem.
— Vou fazer isso – Joé fala
Joé se aproxima do caminhão e Castro vem em minha direção.
— Quem estava no comando? – ele pergunta
— Aquele filho da p**a do João Ferraz – eu falo para ele – precisamos encontrar ele e o m***r.
— Podemos pegar ele fora de uma operação – Castro fala
— ]E perder o gosto de ver ele implorando pela vida dele? Não mesmo – eu falo para ele – o que é dele está guardado.
— Acho bom você saber oq uee stá falando – Castro fala
— Eu sei e muito bem! – afirmo para ele que me encara.