Capítulo 4

1160 Palavras
Narrado por Larissa Martins Naquele dia, depois que tomei meu café da manhã, tomei uma pílula do dia seguinte que estava num saquinho de papel junto com a bandeja de café da manhã, na verdade eu imagino que tinha sido uma pílula do dia seguinte, Rico não havia me deixado instruções, então apenas deduzi. Depois do café tomei um banho e fui embora. Desde aquele dia passei a tomar anticoncepcional sobre a indicação de Rico, eu sabia que ele ia querer fazer mais vezes, que ele iria querer repetir o que tínhamos feito. Eu não sabia o que éramos, não sabia qual rótulo a nossa relação tinha, mas sabia que não conseguíamos ficar longe um do outro, pelo menos era isso que eu sentia e ele também demonstrava sentir e sendo bem sincera, estar com ele já era mais do que suficiente então não era necessário que ele me falasse nada. Os dias foram passando, logo os dias viraram semanas, que virou um mês, ele sempre ia me encontrar depois que eu terminava meus afazeres de manhã para ir pra aula ou depois quando eu terminava meu expediente já no final da tarde, trocávamos beijos, conversávamos... E também nos encontrávamos no apartamento dele para fazer amor, Rico me fazia sentir coisas diferentes, coisas que eu nunca imaginei que sentiria, ele me tomava com desejo, com paixão, me olhava como se eu fosse a mulher mais linda do mundo e isso fazia com que eu me entregasse a ele por completo. Eu tinha certeza que ele estava começando a me amar. Recentemente, Ricardo havia me chamado para passar um final de semana na casa de praia dele, em Malibu, umas das praias aqui de Los Angeles. Confesso que o convite me pegou desprevenida, de início achei que ele ia me levar pra um final de semana em família, que ia me apresentar a família dele, mas foi pura ilusão minha, meu argumento caiu por terra quando fomos conversando ao decorrer da semana e ele falou de forma bem explícita que seria um final de semana só entre nós dois. Fazia tempo que eu não ia pra praia, na verdade só fui uma vez, não tenho tempo e muito menos dinheiro para viajar, mas eu tava com vontade de passar um final de semana com ele então aceitei, além de ficar com ele eu ia poder me divertir, afinal ninguém é de ferro. Com o pouco do dinheiro que eu tinha, comprei dois biquínis pra mim e organizei minhas coisas. Rico me buscou no fim da tarde de sexta-feira, pedi pra sair mais cedo do meu expediente na faculdade e deixaram, não sei se ele tava por trás disso e também não iria perguntar. Desci do prédio com a única mochila que eu tinha nas costas, tentando disfarçar o meu nervosismo. Dessa vez ele tava num carro grande, uma SUV preta de luxo, ele deveria ter vários carros. O contraste do carro dele com o meu bairro de pobre era gritante, mas aquela era a realidade que eu vivia, a minha realidade. Querendo ou não, o carro dele chamava atenção das pessoas que estavam ao redor, enquanto eu me aproximava do carro sentia os olhares curiosos. Ele estava encostado no carro e conforme me aproximei ele abriu a porta pra mim. --- Demorei? --- Ele perguntou, com aquele sorriso no canto da boca que sempre mexia comigo. Apenas neguei com a cabeça com um sorriso nos lábios e entrei no carro. O cheiro dele estava impregnado por todo o carro, o carro por dentro era de luxo, todo de couro e só reforçava o quanto os nossos mundos eram diferentes, sempre me perguntava o que o Rico via em mim, não entendia o porquê dele estar comigo, mas também não tinha coragem de perguntar a ele. Assim que Rico ligou o carro suas mãos foram em direção a minha cocha e assim permaneceu, eu já estava entretida vendo a paisagem pela janela do carro quando senti sua mão subindo lentamente pelo meu vestido em direção a minha i********e. O olhei na mesma hora, ele não estava me olhando, mas pude ver um sorriso divertido nos lábios dele. Safado! --- Ricardo... --- O chamei num tom de repreensão mas ele não nem me olhou, seu dedo continuou subindo até está sobre a minha v****a. Continuei olhando pra ele não acreditando em tamanho atrevimento, ele me olhou com um olhar divertido e sorriu tirando a mão me fazendo dar uma risada que foi seguida pela dele. A viagem foi longa, mas tranquila. Conversamos sobre coisas bobas, rimos, escutamos música e às vezes ficávamos em silêncio, mas um silêncio agradável. Quando chegamos na casa já era de noite, a casa era uma mansão com uma vista linda pro mar. Tudo ali gritava riqueza, Rico já acostumado não esboçava nenhuma reação, mas pra mim... Era impossível mostrar costume. --- Fica à vontade. --- ele disse, largando as chaves sobre uma mesinha que tinha um abajur na sala e subiu a escada levando as nossas mochilas. Fiz o que ele mandou, andei pela sala, observei tudo, e abri a porta de vidro de uma espécie de varanda, que dava acesso a uma piscina de borda infinita e mais pra frente ao mar. Fiquei ali apreciando a vista e sentindo a brisa no mar. Pouco tempo depois senti o seu corpo encostar no meu, suas mãos me puxaram pela cintura para mais perto dele como se ele quisesse me lembrar que eu era só dele, mas não precisa me lembrar. Ricardo foi o meu primeiro homem e para mim seria o único, se assim ele quisesse. Na cozinha os armários estavam todos abastecidos, fiz um macarrão com queijo pra gente e depois fomos para o quarto. O quarto estava todo arrumado, tinha alguns objetos decorativos e porta-retratos do Rico dando um toque mais pessoal ao local, a cama no centro do quarto era enorme, meu estômago embrulhou de ansiedade sabendo que nós dois iríamos dormir juntinhos. Meus pensamentos foram interrompidos com o Rico parando na minha frente me olhando, seu olhar já estava mais sério, mais negros, sabia o que aquele olhar significava, sabia o que ele queria. --- Você é a coisa mais linda que eu já vi, sabia? --- Toda vez que ele falava assim comigo eu me desmontava toda. --- Você também é lindo! --- Disse o abraçando, seus braços se enroscaram na minha cintura retribuindo o abraço, mas logo senti sua mão apertar a minha b***a com força e foi impossível segurar o sorriso enquanto o abraçava. Ricardo logo me tomou, o sexo com ele era maravilhoso, ele sabia onde tocar, como tocar, o que fazer e como fazer. Quando terminamos meu corpo estava quente, minha respiração estava sôfrega. Rico tirou a camisinha e foi ao banheiro jogá-la, quando voltou ficamos na cama abraçados com a janela aberta. Ele mexia distraidamente no meu cabelo enquanto eu encarava a janela do quarto à nossa frente.
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