Capítulo 3

1973 Palavras
Narrado por Larissa Martins Três semanas, três semanas foram o suficiente para aquele quase beijo na biblioteca se transformar no agora. Ricardo depois daquele dia passou a sempre estar ao meu redor, mas de forma discreta, não éramos namorados, ele não havia nem tocado nesse assunto e muito menos eu. Porém, por mais que ele se mantivesse discreto, o boato na universidade já estava espalhado, todos já sabiam ou imaginavam que a gente tinha algo e realmente tínhamos de certa forma. Ricardo não parecia interessado no boato, não falava sobre isso comigo, seus amigos assim como outros alunos que antes nem me olhavam, agora pareciam me analisar toda vez que me viam, talvez imaginando o que o Rico havia visto em mim e na verdade eu também não sabia. Às piadas e o bullying também aumentaram, não era num nível que envolvia violência física, mas eu era chamada de tudo que era nome . Rico me mandava mensagens no w******p, aparecia antes das aulas começarem enquanto eu limpava a faculdade e às vezes ficávamos juntos conversando nas salas, às vezes também trocávamos beijos. Mas hoje era diferente, era o nosso primeiro encontro oficial e ele escolheu que fosse aqui, no apartamento dele para termos mais privacidade. Ele disse que mora aqui, sozinho, desde que entrou na faculdade, o pai mandou ele escolher e ele escolheu, simples assim, ser rico deve ser maravilhoso. Ele morava simplesmente na cobertura de um dos maiores e mais luxuosos prédios da capital. Minhas mãos tremiam no meu colo, me perguntava se eu realmente deveria estar ali, se eu realmente estava fazendo a coisa certa. Rico nunca disse que me amava ou coisa do tipo, mas me tratava muito bem, me olhava pelo que eu realmente era e não pela minha conta bancária. Ele também começou a me dar alguns presentes, me deu um perfume, um colar simples e um vestido vermelho, vestido esse que estou usando hoje. Ele disse que eram presentes casuais, para eu saber que ele lembrava de mim e que eu era especial, pra mim que nunca ganhei nada de ninguém, não sei se gosto muito disso, mas Rico não gosta muito de receber nãos, então apenas aceito e agradeço. Estava sentada no sofá de couro branco na sala enorme do apartamento dele, tudo aqui era muito chique, caro, grande, uma outra realidade. Eu fazia de tudo para não me iludir com nada daquilo, não era nada meu, era dele. Para conter o nervosismo eu tentava focar minha atenção na chuva fina que batia contra os vidros das enormes janelas, mas não tava dando muito certo. --- Relaxa Larissa. --- A voz dele veio do bar que ficava na outra sala, parecia que ele lia minha mente. --- Ninguém vai aparecer aqui, não vou fazer nada que você não queira, não precisa ficar assim. --- Escutei o tilintar das taças se chocando. Eu sabia que eu deveria ter dito não quando ele me convidou, sabia que ele tinha vergonha de mim, afinal ele era ele e eu era só eu, sabia o que ele queria com aquele encontro na casa dele, eu sabia de tudo isso. Mas eu simplesmente tive que ir, era uma atração que eu sentia por ele, uma atração que parecia que me puxava feito um ímã. Eu passava noites em claro pensando nos olhos deles, na voz, na boca... --- Eu não devia ter vindo. --- Sabe quando você quer muito algo, mas quando faz começa a ficar com tanto medo, tanta ansiedade que começa a se arrepender? Eu estava me sentindo exatamente assim. Rico surgiu na minha frente, segurando duas taças e uma garrafa de vinho, seu rosto continha um sorriso, um sorriso diferente, de vitória, de quem sabe que conseguiu o que queria. --- Mas veio. --- Ele me entregou uma das taças, não perdendo a chance de dar uma olhada nos meus p****s no leve decote do vestido. --- E não foi por causa do meu carisma amor. --- Ele serviu o vinho pra mim e pra ele, eu nunca havia bebido na minha vida, mas eu não ia dizer isso pra ele. Tomei um gole devagar, o vinho tinha um gosto amargo, dava pra ver que era caro, muito caro, como tudo na vida dele. --- Não sei porque você me chamou pra vir aqui, por que me trata assim tão bem. Seus amigos me chamam de pobretona interesseira. --- Soltei a frase de forma sincera, mas também queria ver a sua reação, ver como ele ia se portar, sua resposta. Contrariando tudo que eu imaginei, ele simplesmente riu, uma gargalhada na verdade. Ele se aproximou ainda mais de mim, se sentando ainda mais perto, bem perto. --- E você acha que eu me importo com o que eles pensam ou falam? Larissa, meu amor, eu tô pouco me fod3ndo. --- Seu dedo traçou a alça fina do meu vestido, ele a pegou entre seus dedos e a colocou de lado expondo o meu ombro, seu olhar estava atento ao que fazia, depois subiu e me encarou. --- Eu gosto de ouvir quando você fala sobre Peter Drucker com mais propriedade que metade da faculdade, gosto de ver como você é esforçada, inteligente, bonita, simples, verdadeira. --- Seu rosto foi se aproximando do meu ombro exposto a cada palavra dita, seus elogios faziam meu estômago embrulhar. Era assim com ele, ele sempre tinha uma resposta que fazia meu corpo queimar por dentro. --- Gostosa... --- Quando ele falou o último adjetivo, ele deu um chupão no meu ombro seguido de uma leve mordida. Arfei sobre o seu toque. O primeiro beijo começou lento e profundo. A língua dele entrou na minha boca sem pressa, encontrando a minha num movimento suave, quase preguiçoso, como se dançassem juntas. Ele alternava entre explorar e recuar, provocando, enquanto mordia de leve meu lábio inferior, só o suficiente para me fazer suspirar, era diferente de tudo que eu já vivi ou imaginei. Ele não deixava dúvidas, ele estava me tomando pra ele. Rico tirou a taça das minhas mãos sem pressa, antes de me inclinar contra o sofá e vir logo por cima. --- Eu quero você. --- Ele disse e mordeu meu lábio inferior, me fazendo soltar um gemido que saiu sem a minha permissão me deixando com vergonha. Seu olhos estavam intensos, perigosos, me demoravam --- Mas só se você disser que me quer também. Você quer Larissa? --- Aquilo era uma mentira, eu sabia, ele sabia, mas quando as mãos deles encontraram o zíper do vestido ao lado do meu corpo, eu não protestei. Eu não consegui respondier, apenas fechei meus olhos e deixei que ele me possuísse. O quarto cheirava a limpeza e algo masculino, o cheiro de Ricardo. Rico tirou meu vestido por completo, numa paciência de dar inveja e isso me deixava louca. Cada pedaço do meu corpo que era exposto era recebido por um beijo ou mordida que me fazia arquejar. --- Nunca fez isso antes. Serei o primeiro. --- Ele não perguntou, ele afirmou como quem já sabia, e de fato era verdade. Eu não sabia como reagir quando Rico ficou em pé enquanto observava meu corpo nu apenas de lingerie. Eu havia comprado uma lingerie nova, uma simples e barata que cabia no meu orçamento, achei que ele ia gostar, mas vendo ele me olhando assim, a vergonha me tomou e eu senti vontade de me esconder, tentei tampar o corpo com o lençol, mas ele foi mais rápido e falou mais uma vez como se me lesse. --- Não se esconda de mim, nunca. --- A boca dele foi de encontro a minha barriga onde ele passou a língua lambendo lentamente até chegar ao cós da minha calcinha. Ele não parou por aí, seu nariz desceu para a minha i********e, senti ele aspirar o cheiro, meu cheiro e em seguida ele deu uma mordida leve na minha i********e ainda por cima da peça de pano. Sacudiu minha cabeça envergonhada, mas Rico não parecia se importar, ele estava me tomando pra si e só isso importava. As mãos de Rico tiraram o meu sutiã com precisão e rapidamente ele abocanhou o meu seio direito, gemi na mesma hora, como aquilo era bom. Ele mamava o meu peito enquanto sua mão beliscava o mamilo do meu seio esquerdo. --- Rico... --- Gemi sem saber exatamente o que estava pedindo, o que eu queria, mas só sei que eu precisava sentir ele. --- Vou te comer tão gostoso Larissa que você vai lembrar desse dia pro resto da sua vida. --- Ele disse se levantando e tirando sua cueca fazendo seu p@u saltar e que p@u, era grande, cheio de veias e com a cabeça rosada. Ricardo se posicionou no meio das minhas pernas e rasgou a minha calcinha barata com a maior facilidade do mundo, senti meu mel escorrer, eu estava muito molhada, a forma que ele olhava pra minha bucet@ era com desejo, com fome, seu olhar era de predador. Ele passou um dedo pela minha f***a, senti seu dedo ir até o meu buraquinho virgem, gemi e vi ele fechar os olhos quando seus dedos encontraram a barreira da minha virgindade. Ele tirou o dedo que voltou molhado com meu mel e ele o levou pra boca chupando todo o meu gosto, eu estava hipnotizada, ele me lançou um olhar escuro e seu p@u foi de encontro e minha entrada. --- E o preservativo? --- Essa foi a única coisa que eu consegui dizer, minha voz saiu sôfrega, mas era muito importante esse detalhe. --- Hoje não, hoje vai ser no pelo amor. --- Rico respondeu apressado e antes mesmo que eu pudesse falar algo ele entrou de uma vez. A dor foi breve, Rico não foi gentil, mas tampouco foi c***l, ele apenas foi de uma vez. Seu corpo me invadiu com uma posse que fez minhas unhas curtas cravarem nas suas costas, e sua boca engoliu a minha num beijo. Seus movimentos eram precisos, a dor logo deu lugar ao prazer, prazer esse que eu nunca imaginei que eu iria sentir, minhas pernas o prenderam e puxaram mais para mim, Rico gemeu quando foi ainda mais fundo numa estocada e eu também. --- Toda minha agora, só minha. --- Ele sussurrou contra o meu pescoço, aumentando o ritmo. Quando o orgasmo me atingiu, meu corpo inteiro tremeu, meu corpo ficou fraco, meu corpo começou a dar espasmos, fechei meus olhos aproveitando a sensação enquanto a única coisa que eu conseguia fazer era gemer, gemer seu nome. Rico me seguiu logo depois, enterrando seu rosto ainda mais no meu pescoço com um gemido rouco. Ficamos deitados assim por um tempo, ele por cima de mim com seu p@u ainda dentro da minha bucet@, nossos corpos entrelaçados. Ricardo levantou sua cabeça e me olhou, meu coração estava acelerado, ele me deu um beijo na testa, um gesto terno que foi inesperado. --- Tá se sentindo bem? --- Indagou com a voz rouca. Apenas assinei não confiando na minha voz. Ricardo saiu de dentro de mim com cuidado, se deitando ao meu lado e me puxou para ele. Ficamos assim abraçados, cada um escutando a respiração do outro e eu acabei adormecendo. A luz da manhã me encontrou sozinha na cama, ele não estava do meu lado, mas quando me sentei na cama pude ver a mancha de sangue, não era nada muito chamativo, mas não me impediu de me deixar envergonhada. No travesseiro ao lado tinha um buquê de flores todo colorido e um cartão. " Obrigado pela noite Larissa. Precisei sair cedo, tome seu café da manhã. " Na mesinha de controle no quarto havia uma bandeja com várias comidas, era fofo e ao mesmo tempo triste, ele havia ido sem se despedir e não me pediu nem sequer para esperá-lo.
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