Narrado por Ricardo Monteiro Alves Já era quase de noite quando decidi ir até ela naquele bairro de pobre que ela mora, pelo menos já sei o endereço de cor. No geral eu não me incomodava de ir lá, eu não morava lá mesmo, mas não vou mentir, eu não gostava de pobre no geral, odiava essa raça. Estava chovendo muito quando cheguei no prédio dela, era um prédio velho de cinco andares que não tinha nem elevador, mas felizmente ela morava no segundo andar então já me adiantava muita coisa. Bati na porta e esperei ela abrir, como não abriu bati de novo, sabia que ela tava em casa, ela era órfã, não tinha ninguém a quem pudesse correr e pedir ajuda. Quando Larissa abriu a porta, seu rosto estava pálido como se soubesse que era eu, sua rosto também denunciava seu cansaço, suas mãos passaram na

