Acordei com o som do choro baixinho do Vicente. O céu do lado de fora da janela estava cinza, o tipo de manhã que parece pedir silêncio. Me levantei devagar, com os músculos ainda doloridos do estresse dos últimos dias. A camisola larga escorregou pelo ombro, e fui direto pro berço portátil ao lado da cama. — Oi, meu amor… já tá com fome, né? Peguei ele no colo com cuidado. O rostinho amarrotado, o cheiro de leite e recém-nascido. Beijei sua testa e me sentei na poltrona, ajeitando ele no peito. Enquanto ele mamava, meus olhos foram pro lado da cama. João ainda dormia, profundamente. O braço jogado por cima do lençol, a respiração pesada. As olheiras dele rivalizavam com as minhas. Ele tinha voltado só na manhã anterior, destruído. Com o corpo sujo de pólvora e os olhos pesados demais p

