Era só um passeio rápido, coisa de meia hora no máximo. Mas pra mim, parecia que a gente ia cruzar o país com um recém-nascido no colo. Passei a manhã toda arrumando a bolsinha dele com fralda, paninho de boca, troca de roupa, pomada, lenço umedecido, álcool gel, mais uma troca de roupa, uma manta, um brinquedinho (mesmo ele ainda não ligando pra isso), e claro, a carteirinha de vacinação, “só por precaução”. — Tá levando tudo pra mudar de casa? — JL perguntou, encostado no batente da porta com o Vicente nos braços, todo enroladinho no macacão azul claro. — Não sei o que ele vai precisar, João! Vai que dá uma cólica, vai que vomita, vai que chove, vai que… — eu falava, afoita, enquanto ajeitava a alça da bolsa no ombro. — Amor… é só um passeio na praça. Dez minutos daqui. — Ele sorriu,

