Dom Castilla 12/05| Barcelona, ES Estacionei o carro diante do prédio e desliguei o motor. O silêncio que tomou o interior do veículo não foi nem um pouco acolhedor. Era aquele tipo de silêncio que cutuca as feridas, que obriga a mente a revisitar memórias recentes e doloridas. Um silêncio que lembrava que eu ainda estava vivo — e machucado. Minhas costelas reclamaram quando me recostei no banco. Cada respiração profunda ardia como se uma lâmina estivesse presa ali, cutucando de dentro para fora. Reflexo da briga em Valência — uma mulher francesa com punhos rápidos e mira malditamente boa. Eu consegui fazer os invasores recuarem, mas recebi lembranças físicas o suficiente para não esquecer daquele encontro tão cedo. Eu precisava de uma cama. De duas noites inteiras de sono. Ou talvez

