Atena Oliveira 12/05 | Barcelona, ES Uma semana. Sete dias. Cento e sessenta e oito horas. E nenhum sinal de Vicente. Eu tentava agir como se isso não significasse absolutamente nada… mas significava. Droga, como significava. Minha cabeça parecia uma zona de guerra entre a parte racional — que dizia que homens ricos, bonitos e ocupados simplesmente desapareciam às vezes — e a parte emocional, que insistia em imaginar ele morto numa vala. Cheguei mais cedo na academia naquele dia. Era como se o silêncio dele tivesse acelerado minha ansiedade e, ao mesmo tempo, colocado uma pedra no meu estômago. Ele não faltava aula. Nunca. Sempre aparecia com aquele sorriso irônico, aquela postura arrogante e aquele perfume que parecia um ataque pessoal planejado contra minha sanidade. Mas fazi

