Capítulo 16 - Controle perdido.

1370 Palavras
Dom Castilla 05/05| Barcelona, ES Enquanto dirigia, meu olhar insistia em se desviar na direção de Atena. Tentei focar na estrada, mas era inútil. Ela estava em silêncio, encostada no vidro da janela aberta, enquanto o vento da noite varria seus cabelos ainda úmidos. Havia um pequeno sorriso nos lábios dela, leve, quase imperceptível, mas capaz de desestruturar qualquer homem com o mínimo de sanidade. A cena parecia saída de uma pintura, uma daquelas que você vê em museus e fica parado, tentando decifrar o que o artista sentiu ao criá-la. E, pela primeira vez em muito tempo, percebi que eu mesmo não sabia decifrar o que estava sentindo. Quando me dei conta, percebi que não estava conduzindo o carro em direção a um dos meus hotéis. Não, eu estava indo para minha casa. Minha casa. Onde ninguém entrava. Onde eu nunca recebia mulheres. Onde minha vida real começava e terminava, longe de qualquer fachada cuidadosamente construída. Mas ali estava eu, parado diante do portão, como se cada fibra do meu corpo tivesse ignorado minha ordem mental de frear. — Uau… Essa é sua casa? — Atena perguntou, inclinando-se um pouco para a janela, observando a fachada iluminada. — Sim — respondi, porque era tudo o que minha mente bloqueada permitiu. O pensamento martelava na minha cabeça, ríspido, incômodo, insistente: Ela não deveria estar aqui. Isso é um erro. Dos grandes. Mas eu não virei o carro. Não dei meia-volta. E, pior, não queria fazer nenhuma dessas coisas. Estacionei e descemos. Atena admirava o jardim como se fosse um pequeno paraíso particular — e talvez fosse mesmo, mas nunca me importei o bastante para reparar nisso antes de vê-lo refletido nos olhos dela. — Seu jardim é um espetáculo — comentou, e eu apenas sorri em agradecimento. “Ela não deveria ver tanto de você”, minha consciência insistia. E, ainda assim, eu abri a porta para ela entrar. — Aposto que vai gostar ainda mais da área interna — brinquei, tentando soar leve, quando por dentro eu era um caos prestes a explodir. Erro. Erro. Tudo aquilo era um erro que eu parecia decidido a cometer. Ao atravessarmos o hall, notei o brilho de surpresa e encantamento nos olhos de Atena. Ela observava cada detalhe como se estivesse entrando em um lugar que só tinha visto em filmes. E, quanto mais ela olhava, mais eu sentia aquela estranha mistura de alívio e pânico apertando meu peito. Eu precisava parar. Precisava colocar um limite. Precisava impedir que ela cruzasse ainda mais a fronteira da minha vida. Mas, em vez disso, me aproximei por trás, passando os braços ao redor de sua cintura. Beijei seu pescoço, inalando seu perfume, um cheiro que parecia me atravessar, me desmontar. Por que diabos ela cheirava tão bem? Virei seu corpo para mim. Seus olhos azuis encontraram os meus com uma intensidade que parecia arrancar qualquer defesa que eu ainda tivesse. O desejo nela era claro, quase palpável. E eu estava perdido. Então a beijei. Nossas línguas se encontraram com familiaridade e urgência, e juro que ouvi minha mente gritar para que eu parasse. Aquele já era o terceiro beijo da noite e cada um deles ultrapassava um limite que eu mesmo havia imposto por anos. Mas a boca dela… a boca dela parecia feita para me arruinar. E eu já estava, completamente, arruinado. Puxei Atena, fazendo com que ela cruzasse as pernas ao redor da minha cintura. Nosso beijo se tornava cada vez mais intenso, urgente, faminto. Subi as escadas com ela em meu colo, sentindo seu corpo quente pressionado contra o meu. Parei diante de um dos quartos de hóspedes e, por um breve segundo, minha consciência agradeceu por não termos ido ao meu quarto. Seria íntimø demais. Perigoso demais. Abri a porta sem soltá-la, empurrei-a contra a parede e intensifiquei o beijo, já sentindo meu membrø duro e latejandø dentro da calça, clamando por ela. Atena enfiou os dedos nos meus cabelos e os puxou sem delicadeza, arrancando de mim um gemidø baixo, quase selvagem. Aquilo me deixou ainda mais louco. Agarrei sua bundå com força, e ela gėmeu contra minha boca, som que fez meu påu pulsar ainda mais forte. Levei-a até a cama e a deitei, ficando por cima, apoiando uma das mãos ao lado de sua cabeça. O desejø queimava em mim como fogo direto na veia. Eu precisava dela. Precisava provar cada centímetrø daquela mulher. Arranquei sua jaqueta e sua blusa com uma pressa feroz, e o ar simplesmente sumiu do meu peitø quando a vi ali, quase desnudå. Ajeitei meu peso sobre os joelhos e desfiz o botão da sua calça, deslizando o tecido para baixo até tirá-la por completo. Ela ficou apenas de calcinhå, e juro que pensei que perderia a sanidade quando meus olhos percorreram seu corpo. Atena parecia moldada pelas mãos de deuses impacientes, que haviam decidido testar a minha resistência. Passei a mão pelo seu quadril, subindo lentamente até a curva da cintura. Seus olhos me observavam com desejo, vulnerabilidade e uma ousadia que me deixava ainda mais fora de mim. — Você não faz ideia do quanto eu imaginei isso — murmurei, minha voz rouca, carregada de tensão. Ela mordeu o lábio inferior, provocante. — Então pare de imaginar e faça. Aquela frase foi um golpe direto no pouco controle que ainda me restava. Inclinei-me e passei a boca pelo seu pescoço, descendo pela clavícula, apreciando cada tremor que causava. Atena arqueou o corpo, oferecendo-se, e minhas mãos deslizaram pela lateral de suas cøxas, chegando à pele quente logo abaixo da calcinhå. Ela gėmeu baixinho quando minhas unhas arranharam levemente sua coxa, e aquele som foi gasolina jogada no incêndio que ela provocava em mim. Beijei entre seus s***s antes de abocanhar um deles por completo, sugando com fome, ouvindo o gemidø que escapou dela, alto, lindo, indecente. Meu ego vibrou. Minha vontade de tê-la inteira gritou ainda mais. Enquanto minha boca se ocupava de seus seiøs, minhas mãos subiram por suas costelas até alcançarem seu rosto. Acariciei sua bochecha, admirando-a de baixo para cima, tão entregue, tão linda, tão perigosamente viciante. — Vicente… — ela gemeu. Arfei contra sua pele. A ironia me atingiu como um soco. Ela não fazia ideia de quem eu era. Do homem que estava levando para a cama. Do inferno que a aguardava se descobrisse. Mas naquele momento? Esse era um dos mínimos problemas com que eu me preocuparia. Desci novamente para sua barriga, depositando beijos lentos e quentes pelo caminho. Então, finalmente, minhas mãos foram até a borda da calcinhå. Atena prendeu a respiração, o corpo tenso, esperando. — Posso? — perguntei, minha voz mais baixa do que pretendia. Ela assentiu de imediato, os olhos brilhando com voracidade. Abaixei a calcinhå devagar, como se desafiasse um pecado. A visão dela completamente nua diante de mim arrancou o ar dos meus pulmões. Minha boca salivou. Meu corpo inteiro reagiu como se finalmente tivesse encontrado o que procurava há anos. Passei a mão suavemente por sua coxå interna, subindo até quase onde ela mais queria e parei ali, provocando. — Vicente… por favor… — ela pediu, a voz fraca, trêmula, e aquilo me destruiu. Inclinei meu rosto até ficar a poucos centímetros de sua pele quente. — Você não tem ideia do que está pedindo, piccola — murmurei, acariciando seu quadril com o polegar. — Se eu começar… não vou parar tão cedo. Ela sorriu, atrevida, faminta. — Então não pare. Perdi o controle. Completamente. Segurei seus quadris e a puxei para a beirada da cama, deixando-a vulnerável, exposta, linda demais. Me inclinei e comecei a beijar a parte interna de sua coxå, subindo lentamente, sentindo cada arrepio que causava. Ela apertou os lençóis, o peito subindo e descendo rápido. E quando finalmente cheguei onde ela mais precisava… Quando toquei a ponta da língua em seu clitórïs… Atena arqueou tão forte que quase me fez perder o equilíbrio. E ali, entre seus gemidøs e a sensação do seu corpo se entregando ao meu toque, a consciência voltou a gritar dentro de mim: Ela não sabe quem você é, Dom. E quando descobrir… tudo isso pode acabar. Mas por Deus, eu estava pouco me fodėndo para isso.
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