O sol ainda estava dormindo quando acordei com o cheiro de terra molhada. Levantei sem fazer barulho, deixando Isidóro e Teófilo roncando no quarto. A estufa da mãe me chamava — desde que ela partiu, cuidar daquelas plantas era como rezar. Mas quando abri a porta de madeira rangente, o ar morno me abraçou junto com uma visão que fez meu coração disparar: Laysla, nua como Deus fez, agachada entre os pés de manjericão. — Bom dia, tímido do meu coração. — ela disse sem virar, como se soubesse que eu estava ali parado, engolindo seco. A luz do amanhecer entrava pelos vidros embaçados, pintando o corpo dela de dourado. Nunca me acostumaria com aquilo — com a curva das costas dela, com o jeito que os cabelos loiros caíam sobre os s***s, com aquele quadril que balançava quando ela se mex

