Gente, sério... o que foi aquilo? Um minuto eu tô numa casa estranha, cheia de bugiganga de 1900, ouvindo um inventor com cara de cientista maluco me dizer que eu só posso continuar viva aqui se ficar pelada, e no outro tô sendo carregada no ombro feito um saco de batata por um caipira furioso, atravessando a cidade no meio do povo. — Isidóro! Me solta, seu cavalo! — eu gritava, batendo nas costas dele. — Ocê não entendeu, né? Não é brincadeira, mulher! — ele dizia, firme, bravo, com aquele sotaque que eu já achava sexy demais. — Já pensou se ocê desaparece? Tá. Confesso. No fundo, bem no fundo, eu achei... excitante. Isidóro é bruto. Ele não pede, ele toma. E naquele momento, por mais maluca que fosse a situação, parte de mim queria mesmo que ele me tomasse daquele jeito. Com urgência

