O homem ajustou o monóculo, piscando algumas vezes enquanto observava a moça à sua frente com um tipo de curiosidade científica misturada com espanto. Os cabelos loiros dela pareciam brilhar sob a luz que entrava pela janela alta. O vestido florido, ainda que singelo, destoava completamente da estética rústica do século. E, por um momento, o inventor sentiu um arrepio de antecipação. Ela era real. Não apenas uma suposição, nem um rumor — uma viajante do tempo ali, na sua sala. Fruto de um experimento que ele mesmo considerava perdido. — Não me olhe assim, senhor. — ela disse cruzando os braços, tentando disfarçar o desconforto. — Vai explicar ou vai me estudar com os olhos? O homem sorriu. — Como se chama, minha jovem? — Laysla. — E veio de 2025, é isso mesmo? Ela assentiu, mas já e

