Acordar daquele sonho esquisito já tinha sido o suficiente pra me deixar inquieta. Mas descobrir que o Isidóro tinha sonhado exatamente a mesma coisa… aí já era demais. Ele, que sempre duvidava da minha história, ficou pálido igual leite. Não disse muita coisa, como sempre, mas o olhar dele entregava o que a boca não conseguia: ele acreditava. Finalmente. Foi ideia dele irmos à cidade. Disse que o pai deles, antes de morrer, trocava cartas com um homem da capital — um sujeito diferente, meio maluco até, que trabalhava com “coisas modernas”. Ele usou essa expressão mesmo. Coisas modernas. — Esse homem é cientista, mexe com máquinas... ocê não disse que tava numa máquina quando veio parar aqui? Pois então. Vai que é o mesmo? — ele disse, já com a carroça pronta. E olha, não sei se foi int

