Capítulo 01

1180 Palavras
Joaquim Dumont Era preciso mostrar quem mandava ali. Eu não admitia que ninguém duvidasse da minha capacidade de controlar tudo e todos ao meu redor. Eu precisava que todos me obedecessem cegamente. Eu não tinha tempo e nem dinheiro a perder e todos ali me deviam obediência. Esperei o sinal do meu homem de confiança e entrei na sala escura que mandei construir no fundo da minha mansão. Era uma sala especial, construída nos mínimos detalhes para momento como aquele. Momentos que eu precisava deixar claro que quem me traia não via a luz do sol de novo. O homem estava amarrado por uma corrente em uma gancho no teto e os pés pendurados quase tocando o chão. O rosto estava lavado de sangue provando que meu homens já tinham começado o serviço por mim. Me aproximei e parei na frente dele cumprimentando-o com um soco no estomago. - Olá Samuel, que bom te ver. Ele cuspiu o sangue no chão, tremendo. - Patrão, eu não fiz nada. Eu não peguei o diamante. Desferi outro soco no estomago dele. - Calado! Seu filho da p**a! - Eu não peguei! Retirei a pedra do bolso juntamente com uma calcinha e mostrei a ele. - Reconhece essas peças Samuel? Ele olhou fixamente para minha mão e tentou me acertar com um chute. - Seus desgraçado! o que significa isso? Dei uma gargalhada e esfreguei a calcinha na minha boca. - O cheiro da sua mulher ainda está aqui sabia? - Miserável! O que você fez com ela? Me aproximei e o esmurrei de novo. - Fui buscar o que é meu e aproveitei para me divertir um pouco. Ele esperneava tentando se soltar. - Eu vou ter matar seu miserável! Estendi a mão e peguei a arma que o Alejandro me estendia. - Tem certeza? Acho que não. Eu vou te matar. O homem pressentiu o perigo. - Por favor! Não me mate. Eu prometo nunca mais fazer isso. Encostei o cano da arma na cabeça dele. - Ah, agora está dizendo que fez, Samuel? Ele respirava com dificuldade e tentou pedir socorro para os homens que o tinham amarrado. - Vocês pensam o que seu merdas? Um dia ele vai fazer isso com vocês também! Me tirem daqui! Nenhum deles moveu um musculo sequer, apenas observava mais uma execução de um traidor. -Todos estão cansados de saber qual é o fim para quem rouba meus diamantes. Você cavou sua prórpia sepultura Samuel. Ele me olhou firme por baixo das gotas de sangue e suor que caiam do rosto. - Você é um infeliz Sr. Joaquim Dumont. E sabe porquê? Porque todo mundo aqui te odeia, eles só estão aqui pelo dinheiro. Minha mão tremeu em volta do cabo da pistola. Aquele desgraçado tinha noção que estava me enfrentando? - Cala a boca seu merda! Ele riu debochado. - Doeu não foi patrão? A verdade sempre dói. Engatilhei a arma. - Eu não vou morrer? Pois eu vou dizer tudo. Você é um fracassado que não consegue nada sem comprar. Até sua esposa é comprada! Todos aqui sabem que aquela gostosa da sua esposa foi comprada! Atirei na perna dele. O cara urrou de dor mas deu uma risada cínica. - Sabe aquela sua filhinha linda e meiga? Eu já comi ela sabia? Humm, ela tem uma b****a tão apertadinha. Quem aqui já comeu a p**a da filha do patrão? Aposto que quase todos. Ela é uma p**a sabia? Atirei na outra perna. Eu não deixaria um reles empregado me desafiar daquele jeito. Eu mostraria a ele e a todos ali presentes qual era o fim de quem desafiava Joaquim Dumont. - Então estamos quites com as putas, porque a sua acabou de desaparecer da face da terra e agora é sua vez! - Você é um corno! Aposto que sua mulher te coloca chifres. Ela não suportaria um verme com você. Me afastei um passo e descarreguei a arma na cabeça dele. Estendi a arma descarregada para o Alejandro. - Limpe essa sujeira. Eu tenho um jantar com minha mulher agora. Alejandro fez uma reverência e não me olhou nos olhos. Me aproximei dele e o encarei. - Alejandro, você é meu homem de confiança não é? - Sim senhor! - E não mente pra mim não é? - Não senhor! - Você Já comeu minha filha? Ele tossiu constrangido. - Claro que não, senhor! - Melhor pra você. - Mas ela já me fez o convite. - Eu vou matar aquela menina! Ela vai me pagar tudo que vai por ai para me afrontar. Fiz sinal para o Alejandro e sai em direção ao jardim. Os funcionários dali já estavam avisados quer não deveriam se aproximar daquele quarto e minha mulher não precisava de aviso. Ela não questionava minhas ordens. Ela cumpria, gostando ou não. Era daquele jeito que funcionava. Só a delinquente da minha filha é que precisava de um castigo. Eu me encarregaria daquilo. Entrei na mansão que me custou uma longa lista de infrações. Minha riqueza foi construída na força. Eu tive minha parcela de sorte, o resto eu peguei do meu jeito. Eu tinha remorso? Nenhum. O mundo era dos mais espertos. Eu sou um deles. Eu tenho tudo que o dinheiro compra e como bem disse aquele traste que matei há alguns minutos atrás, até uma bela esposa eu pude comprar. E tudo que eu comprava era meu. Estufei o peito ao pisar em cada um dos tijolos daquela casa. Ali a palavra final era minha. Todos se curvavam para mim, menos a infeliz da minha filha. Ela era a única que ainda me desafiava, mas eu arranjaria um jeito de domesticar aquela i****a, assim como domestiquei a Isabella. Ela também foi rebelde um dia, mas agora estava do meu jeito. Uma esposa calada e obediente. Eu não precisava de amor, eu precisa de subserviência. A casa estava em silencio mas bastou bater a porta e a governanta surgiu na minha frente. - Boa noite Sr. Joaquim, o jantar está pronto - Boa noite Betânia. Onde está minha esposa? - No quarto se arrumando senhor. - Levou o vestido que eu quero que ela vista hoje? - Sim senhor e falei do penteado do cabelo também. - Perfeito. Ela saiu? - Não senhor, não saiu do quarto. - Muito bem. Onde está a Liz? Subi as escadas e ela foi atrás de mim segurando meu paletó. - A menina Liz não aparece em casa desde ontem. Estou preocupadas. Me virei para ela. - Será que eu tive a sorte dela desaparecer desta casa para sempre? A mulher arregalou os olhos. - Sr!. Não diga isso! Parei na porta do quarto. - Está defendendo a Lizandra, Betânia? Ela se apressou em responder. - Não. Jamais. Só não quero que a menina desapareça. Toquei na maçaneta. - Va arrumar a mesa, eu vou descer com a minha esposa em alguns minutos. Ela pareceu querer dizer alguma coisa mas desistiu e virou as costas. Verifique se tinha algum vestígio de sangue na minha roupa e entrei no quarto.
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