Capítulo 18

1015 Palavras
Capítulo 18; Gabriela Ávila Depois de algumas horas saio do quarto para almoçar já que minha barriga não aguenta mais de fome, desço as escadas no maior tédio do mundo, não aguento mais ficar nessa casa, bem que o Alex podia comprar logo um apartamento e me convidar para uma visitinha. - Mais calma querida? - minha mãe diz assim que me vê entrando na cozinha me tirando dos meus devaneios. - Vocês deveriam confiar em mim, mas ao invés disso vão me deixar sobre os cuidados do Alex. - reviro os olhos e a frase não para de rondar minha cabeça, uma sobrinha irresponsável com um tio irresponsável. - Ele é seu tio Gabriela, respeite ele... pelo menos um pouco. - ela diz enquanto tira alguns copos do armário. - E será muito bom para a relação de vocês ficar esse tempo juntos. - É apenas por esse motivo que eu ainda não arrumei minhas coisas e me mandei para a casa do Vinícius. - me sento na mesa e logo ela trás minha comida. - Não faça assim meu amor, qualquer outro tio teria recusado tamanha responsabilidade. - diz com ternura. - Sabe que não é fácil cuidar de jovens como você. - Eu já sei mãe, e não precisa se preocupar. - ponho o suco no copo e começo a comer. - De qualquer forma eu irei obedecer ele. - Assim eu espero, não quero nada de festas fora de hora nessa casa e muito menos bebedeiras. - Serei uma anjinha na sua ausência. - beijo os dedos em sinal de promessa e ela ri. - Vamos fingir que você não está mentindo para mim. - antes que eu possa responder a campainha toca e eu me levanto pronta para atender. - Quem será? - Vamos descobrir. - ando até a pota com minha mãe em meus calcanhares quando abro a porta dou de cara com um homem lindo, muito, muito lindo, ele parece ter saido de um filme americano, alto, ombros largos, maxilar quadrado e bem definido, uma barba fina mas não imperceptível, olhos castanhos claros e cabelos quase da mesma cor, dando lhe um olhar mais atento é notável que ele parece inabalável. - Frederico! - minha mãe exclama atrás de mim e me viro notando sua alegria, em poucos segundos eles já estão nos braços um do outro e eu fico parada diante deles sem entender absolutamente nada. - O que faz aqui? Achei que estivesse em Londres. - Eu até estava, mas o Alex me falou que aqui estava tão bom que decidi voltar. - o homem a minha frente finalmente fala e noto que sua voz é tão sexy quanto ele, bateu um calor de repente. - Por acaso ele está ai? Vim sem avisar então me perdoe se estiver incomodando. - Lógico que não, sabe que os amigos do Alex são nossos amigos. - minha mãe diz ainda animada. - Entre e sinta-se a vontade. - Obrigado Glória. - ele entra e após poucos passos seus olhos se voltam na minha direção, o homem me olha de cima a baixo e sorri de forma extremamente s****a. - Não vai me dizer que o Alex finalmente desencalhou? - Não, não. - vendo que não irei abrir a boca minha mãe interfere. - É a minha filha, Gabriela. - A garotinha dos cabelos dourados? - pergunta surpreso e minha mãe afirma. - Nossa, ela se tornou um mulherão e tanto... com todo respeito. - Tudo bem, vou chamar o Alex e o Pedro. - diz e some escada a cima. - Então... - ele diz enquanto se aproxima fazendo meu corpo esquentar cada vez mais. - Quantos anos a garotinha tem? - Quase 18. - digo um pouco nervosa e ele sorri com minha tentativa frustrada de parecer mais velha. - Acho que 17 anos já não pode mais ser considerado p*******a. - me assusto com suas palavras, por essa eu não esperava, o cara é bem direto, se o Alex pudesse ouvi-ló agora aposto que lhe mataria. - Quando há consentimento. - me aproximo pegando no colarinho de sua jaqueta preta que está com todos os botões fechados, ele me lança um sorrisinho s****o e por algum maldito motivo acho que flertar com o tal Frederico será bom para mim, principalmente na frente do Alex, quem sabe assim ele não se toca que pode me perder e toma uma atitude, sem contar que esse pedaço de mau caminho é belo colírio, se nada der certo pelo menos eu posso t*****r com ele. - Uma bela s****a. - diz e se aproxima mais colando nossos corpos, minhas mãos passam do colarinho para seus ombros largos, ele por sua vez aperta minha cintura e deposita um pequeno beijo na minha nuca me fazendo arrepiar. - Talvez possamos nos encontrar em outro lugar. Antes que eu tivesse a oportunidade de lhe responder, ouço a voz do Alex ecoar pela sala e empurro Frederico arrumando minhas roupas. - Então quer dizer que o patinho f**o está se volta. - Seu puto. - diz Frederico caminhando até o Alex e os dois se abraçam. - Parece que em breve iremos reunir a tropa. - Quem mais está vindo ai? - Alex pergunta parecendo animado. - O Gregório e o Rodrigão. - O Gregório não tinha casado? - ele pergunta surpreso mas feliz com a notícia. - Pois é, mas a tal esposa deu o pé na b***a dele quando descobriu uma de suas traições. - Foram tantas assim? - Alex pergunta agora rindo da situação. - Ela deve ter no mínimo uns quinze chifres naquela cabeleira ruiva, mas já era de se esperar, quem casa com caras como nós? - ele diz em tom de brincadeira algo que me parece ser bastante serio. - Por isso não iludo as mulheres com quem me envolvo, não quero ninguém chorando no meu ouvido. Uau, isso sim é uma conversa entre dois desnaturados, imagina só se esses outros dois caras resolvem aparecer mesmo, isso se tornará uma casa de prostituição, ou algo até pior. [...]
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