Capítulo 19;
Alex Ávila
- Em que momento você decidiu fazer uma surpresa? - pergunto para o Frederico assim que conseguimos sair de casa ficando a sós.
- Achei que minha mulher ficaria feliz em me vê. - diz com um meio sorriso.
- Filha da mãe! - empurro ele contra a parede rindo. - Veio só por isso?
- Eu realmente estava com saudades das mulheres daqui, cara. Só de olhar para a sua sobrinha eu fiquei de p*u duro. - arregalo os olhos com tal declaração, o filho da mãe só pode estar doido de me falar uma coisa dessas.
- Respeita a Gabi, i*****l, eu te deixo capado se encostar nela. - ameaço e ele ri.
- E se ela quiser ficar comigo? - debocha. - Vou partir o coração da garotinha?
- Ela não vai querer ficar com um vagabundo como você.
- Eu não teria tanta certeza, amigo. - ele batendo no meu ombro.
- Não brinque com fogo, Fred. - digo já andando até os bancos da praça, ele logo me alcança e se senta ao meu lado sorrindo.
- E o Pedrão?
- Muito bem, por sinal, ele já deve estar em casa. - vejo duas jovens do outro lado da praça, elas nos olham e soltam risadinhas enquanto comentam sobre algo que suponho ser eu e o Fred.
- Tô te falando. - ele diz e acena para as garotas que sorriem ainda mais. - As mulheres daqui tem um fogo diferente.
- É, até você descobrir que ela é casada e levar uma bala no meio da testa. - Frederico cai na gargalhada como se não me levasse a sério.
- Por isso eu sempre pego o CPF antes da transa. - dessa vez sou eu quem cai na gargalhada.
- Incrível! - exclamo ainda rindo.
- Incrível?
- É incrível continuarmos os mesmos idiotas de sempre. - digo e rapidamente Fred afirma.
- Nunca vamos mudar, quem amadurece é banana.
Gabriela Ávila
— E quem é esse tal Frederico? - pergunto para mamãe, a mesma está revirando a casa em busca de algo para o papai, já eu, estou no balcão da cozinha acompanhando o cozimento dos legumes.
— O Frederico foi e é, um dos melhores amigos do seu tio Alex. - diz sorridente. — Quando eu comecei a namorar com o seu pai, aqueles dois viviam me atazanando. Certa vez, eu e seu pai tínhamos marcado um encontro no shopping, mas assim que cheguei na casa dele, o Fred jogou um balde de água fria em mim, e de repente o Alex surgiu com um monte de penas e derramou um saco inteiro delas em mim. - diz com nostalgia, não aguento por muito tempo e logo me desato a rir.
— Não acredito que eles fizeram isso! - digo com a voz esganiçada por causa do riso. — O tio Alex era uma peste.
— E põe peste nisso. - ouço meu pai dizer, o mesmo está descendo as escadas com um largo sorriso no rosto. — Ele já aprontou tantas comigo. – sorrio. — Bom, mulheres da minha vida, tenho uma grande e maravilhosa notícia.
— Conta logo! - peço já animada.
— Fui promovido! - e os próximos trinta segundos, são seguidos de gritos meus e da mamãe, papai tampa os ouvidos com as mãos, enquanto nós duas pulamos e gritamos pela sala.
— Isso é incrível!!! - grito outra vez. — Estamos, muito, muito felizes por você, pai.
— Eu que o diga, a vizinhança toda ouviu a felicidade de vocês. - brinca.
— Mas e então, amor, quais foram os termos da promoção? - mamãe pergunta.
— Esperaremos até o fim do ano, e então nos mudamos para a Nova Zelândia.
— Nova o que?!? - pergunto abismada.
— Esses são os termos, filha. - meu pai diz ao se aproximar. — Grandes conquistas, trazem consigo grandes responsabilidades.
— Não, nem pensar. - digo ainda perdida. — Eu não vou me mudar, não tem porque eu ir para outro país. O emprego é seu pai, e eu não quero ir!