O sol escaldante da tarde batia contra as janelas da casa simple que Falcão morava no Turano. Ele estava sentado em uma cadeira de madeira, observando o curativo que envolvia sua coxa. Cada pontada de dor era um lembrete vívido da traição, do sangue e da queda. Para o mundo, ele era apenas mais um bandido baleado. Mas para o Morro do Turano, o nome de Falcão agora era sinônimo de "agressor". Ele não era um estranho; ele era da contenção, da segurança, o homem de confiança de Sete. Falcão conhecia os segredos daquele morro, os horários das rondas e as fraquezas de cada soldado. Ele cresceu vendo a guerra e ver-se agora naquela situação, manco e exilado, era uma agonia que ultrapassava a carne. Falcão tentou se levantar, apoiando-se em uma muleta improvisada. A dor na perna, onde o tiro d

