Capítulo 121

1355 Palavras

Éder narrando O som da maca sendo empurrada ecoava pelos corredores do hospital, misturado ao ritmo apressado dos passos dos paramédicos. Eu ia logo atrás, com a expressão contida, o olhar abatido, e a mão cerrada em um punho discreto. Márcia estava inconsciente, o rosto machucado parcialmente coberto por um lençol branco. Cena perfeita. Trágica o suficiente pra comover, mas sem me incriminar. No balcão, o policial que veio na viatura comigo falou com a recepcionista. Médicos surgiram, pegaram a ficha, e logo sumiram com ela pra dentro da ala de emergência. Me deixaram ali, plantado no corredor gelado, cercado de gente que não fazia ideia do que realmente tinha acontecido. Abaixei a cabeça. Respirei fundo. Um dos enfermeiros chegou perto, tocou meu ombro. — O senhor é o marido da pacie

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