Tamires narrando Eu tremia por dentro desde a hora em que o Breno falou que íamos ver a Priscila. Não tinha medo. Era outra coisa. Um negócio que eu nunca soube dar nome. Talvez esperança. Talvez cansaço. Talvez os dois. O caminho até ali parecia curto demais pra tanta coisa que estava rodando na minha cabeça. E quando eu vi ela pela primeira vez… foi como se eu tivesse me vendo também. Não só no olhar, mas no jeito de segurar a dor, de manter a postura mesmo quando tudo dentro da gente tá querendo gritar. O abraço dela foi mais do que eu imaginava. Porque ela não me julgou, não cobrou nada. Ela só… me acolheu. E eu não sabia o quanto eu precisava disso até aquele momento. Ela me pediu desculpa pelo que o nosso pai fez comigo. Mas eu sabia que não era culpa dela. Assim como também nunc

