Capítulo 12

2093 Palavras
Eduardo parou em frente ao prédio de Clara, a sensação que tinha era que uma corrente elétrica passava entre ele e a mulher sentada ao seu lado. Ele desligou o carro e olhou para ela. Ela era uma mulher realmente muito bonita, e nesse momento ele não estava pensando no sentido s****l, estava realmente admirando a beleza dela. - O que foi? – ela perguntou - Nada – ele mentiu - Só estava tentando te deixar sem graça - Ela fez uma careta para ele, fazendo – o rir -E seu carro? - A seguradora o buscou hoje a tarde, eles me ofereceram um carro reserva, acho que vou aceitar, não dá para ficar sem carro, andando de carona e táxi pra cima e pra baixo – ela suspirou - Como você me quebrou um galhão hoje, tenho que retribuir, você gostaria de subir? Sem segundas intenções, ok? Ele deu uma gargalhada quando ela completou a fala e pensou na proposta. Eduardo realmente gostaria de subir, passar um tempo a mais com Clara , tentou se lembrar a última vez que entrara no apartamento de uma mulher que não tenha sido para sexo. - Tudo bem – ele levantou a mão em sinal de rendição - Eu aceito, sem segundas intenções. O apartamento que ela morava com as amigas era realmente muito bonito, com cores claras, janelas grandes, uma sala ampla e uma cozinha conjugada com sala de jantar. Eles foram para a cozinha enquanto ela colocava a cafeteira para fazer um café para eles. Nesse minuto, Camila apareceu. - Amiga, você desapareceu, estava preocup... – Eduardo viu o queixo dela cair quando deu de cara com ele sentando no balcão da cozinha – Eduardo! - Boa noite Camila! Vim tomar apenas uma xícara de café na sua cozinha e já estou de saída. - Ei! Não estou te expulsando, relaxa, só fiquei surpresa – ela se virou para Camila – Soube pela Milena sobre seu carro, fui na sua sala para te oferecer uma carona para casa, mas você já tinha saído. Onde você se meteu? Eduardo ouviu Clara narrar para a amiga sobre os acontecimentos do dia. Ela foi tirando os sapatos e o casaco fino de forma automática, como se fizesse aquilo todos os dias quando chegava em casa. Ele não soube dizer o motivo, mas gostou de presenciar essa cena. - Então convidei Eduardo para subir e foi isso! - Eu gostaria de ter visto o Alberto! – Camila disse. - Ele vai ficar aqui até domingo, quem sabe não saímos todos no fim de semana. Relembrar os velhos tempos de Portugal . Eduardo ficou se perguntando o que eles faziam em Portugal juntos quando Clara pediu para Camila fazer-lhe companhia, enquanto ela tomava um banho rápido. Ele ficou observando ela sair da cozinha, se perguntando como seria se enfiar debaixo do chuveiro com ela. Quinze minutos depois Clara saiu do seu quarto depois de um banho rápido. Vestiu uma calça justa de malha na cor preta, e uma blusa de tricot fino larga, gostava de roupas confortáveis quando estava em casa. Fez um coque bagunçado no cabelo e calçou chinelos. Camila e Eduardo estavam na sala tomando um café quando ela chegou. - Eu estava realmente precisando de um banho, obrigada por espera Eduardo – ela foi à cozinha pegar uma xícara para si e logo voltou à sala. - Imagina, nem demorou tanto assim. - Crianças, já que vocês têm a companhia um do outro agora eu vou para meu quarto – Camila se levantou assim que Clara se sentou ao lado de Eduardo no sofá – Se comportem e boa noite. Assim que ela saiu, Clara se sentiu estranhamente nervosa. Não soube dizer o motivo daquele sentimento, afinal era Eduardo. Tudo bem, ele era safado, um conquistador de marca maior, um gato sedutor que sabia usar isso a seu favor, mas quando ele não estava tentando levá-la para cama ele era um cara bacana. Para tentar acabar com aquele sentimento, ela puxou conversa: - E Gardenia, como está? Faz tempo que não a vejo. - Conversei com ela hoje por telefone, ela ficou sabendo do que houve com seu carro. - Nossa! Como ela soube? - Clara, Dona Gardênia não deixa passar nada, não me pergunte como ela faz isso por que eu não sei – ele riu carinhosamente quando falou da avó e depois continuou - Mas respondendo sua pergunta, sinceramente eu não sei. Eu tenho a sensação que ela está com algum problema de saúde e não quer me contar. Anda indo a muitos médicos e sempre que faço pergunta ela me responde com evasivas. - Você acha que ela está doente? - Eu não sei, mas sinto que ela fica tentando me proteger. Eu sou muito apegado a ela. - Se eu me lembro bem, você era muito apegado à sua mãe também. Deve ter sido muito difícil perdê-la. - Sim foi, e depois disso eu me apaguei demais à minha avó, não sei o que eu faria sem ela. - Eu vou fazer uma visita a ela esse fim de semana. Gosto muito de conversar com Gardênia . Eles ficaram em silêncio por alguns instantes e de repente seu olhar se encontrou com o dele. Ele tinha olhos azuis hipnotizantes. Clara viu quando o olhar de Eduardo se desviou de seus olhos para sua boca e não pode evitar de fazer o mesmo. Quando o fez, se lembrou da sensação daqueles lábios nos dela e sentiu um arrepio. Ele parecia estar lembrando da mesma coisa, pois pegou a xícara de café vazia das mãos dela e colocou sobre a mesa de centro da sala. Em seguida, ele passou a mão pela bochecha dela, o polegar sob seus lábios. Clara não pôde evitar de inclinar o rosto na direção da mão quente dele. Quando Eduardo se aproximou de Clara no sofá da sala dela, ele não estava pensando, era seu corpo que estava agindo de forma inconsciente, cedendo àquela atração imensa que sentia por Clara . Ele sentia atração por todas as mulheres bonitas, mas ela era diferente, ele dizia para si mesmo que era porque ainda não conseguira fazer com que ela se entregasse a ele, mas ele sabia que tinha algo a mais. Clara tinha algo a mais. Ele se inclinou sobre ela, que por sua vez não se afastou. Beijou a bochecha dela de forma suave, em seguida o canto da boca e logo depois, seus lábios pousaram sobre os dela. Então ele a beijou. E fora como da primeira vez, ou até mais forte. Era como se todas as terminações nervosas do seu corpo estivessem acionadas naquele momento, culminando no ponto em que eles se tocaram. Quando a língua dos dois se tocaram ele achou que gozaria só com aquele beijo. Ele a puxou para mais perto e quando se deu conta, ela estava em seu colo, com as pernas apoiadas no sofá, uma de cada lado das pernas dele. Seu m****o roçava de leve no corpo dela, e por um milagre ela não se afastou, pelo contrário, ela aprofundou o beijo, agarrou o cabelo próximo à nuca dele e sentou no colo dele de vez, em cima de sua ereção. Eduardo não pode evitar, gemeu baixinho sem parar de beijá-la. O som do gemido de Eduardo fez Clara abrir os olhos. E então ela percebeu o que havia feito. Estava sentada no colo dele, sentindo o corpo dele no seu. Tinha certeza que já estava com a calcinha molhada e se não parasse aquilo agora, provavelmente não teria forças para fazê-lo depois. - Eduardo, eu... – ela se levantou de uma vez só, andou alguns passos para longe e virou as costas - Me desculpe eu não devia ter feito isso, não devia ter ido para seu colo como fiz. Ela permaneceu de costas para ele, tinha certeza que suas pupilas estavam dilatadas de desejo e seu rosto devia estar vermelho. Não queria que ele a visse assim. - Você fez? Você não fez nada, nós fizemos – ela ouviu o som dele se levantar do sofá e se aproximar dela por suas costas – E estava bom, eu gostei e tenho certeza de que você também. Do que você tem medo? Somos adultos, independentes e descomprometidos. Ele se aproximou e passou uma mão pela cintura dela, a outra afastou os fios de cabelo do pescoço. Em seguida ela sentiu seu corpo inteiro se arrepiar quando ele pousou um beijo casto logo abaixo da orelha dela. Clara não conseguiu resistir e encostou seu corpo todo no dele. Aquele homem era irresistível, ainda mais quando estava sendo tão gentil com ela como nos últimos tempos. Ela sentiu o calor que irradiava do corpo dele através do tecido da roupa, sentiu os músculos dele nas costas dela quando ele apertou os braços ao redor dela, sentiu a ereção dele esbarrar na sua b***a e por fim sentia os lábios e beijos molhados que ele depositava ao longo da lateral do seu pescoço. Clara se virou e o encarou. Os lábios dele estavam vermelhos devido ao beijo de uns instantes atrás. Ela precisava se afastar. E assim o fez. - Acho melhor você ir Eduardo. - Só vou quando você me disser o que eu tenho de errado pra você fugir de mim assim, sendo que você me deseja tanto quanto eu te desejo. - Eu não te desejo – ela rebateu. “Que mentira”, seu subconsciente disse, com uma risadinha. - Conta outra Clara. - Você não é o tipo de cara com o qual eu quero me relacionar, eu já te disse isso – ela suspirou. - E quem falou em relacionamento? Eu estou falando de desejo, atração... - Eu sei... e é esse o problema. Eu não sou esse tipo de mulher. - Como assim? – então ele pareceu entender o que ela quis dizer- - Vai me dizer que nunca fez sexo casual antes? - Claro que já, mas não como você. - Como assim, como eu? - Me diga Eduardo, com quantas mulheres você transa por mês? - Ah... nunca me fizeram essa pergunta antes e eu nunca contei, mas eu diria que são várias. - Está vendo? f********o casual é uma coisa, comer tantas mulheres até perder a conta e não se lembrar o nome delas é outra. Eu te disse, é como se sexo fosse um esporte e o número de mulheres que você já comeu fosse seus troféus. Eu não vou ser um troféu na sua prateleira. Eu me sentiria como um objeto. - Eu nunca te trataria como um objeto, Clara – ele disse, ficando sério de repente. - Talvez não sob seu ponto de vista, mas eu me sentiria assim. Eu não sou esse tipo de mulher Eduardo, que você come e risca da sua lista, pois já que você já comeu, não vai comer de novo, já que você não repete b****a. - É isso que dizem de mim? – ele pareceu surpreso com o vocabulário dela. - Sim, vai me dizer que é mentira? Ele não respondeu, mas pela expressão dele nem precisava. Era verdade. Eles se encararam por uns segundos, em seguida Eduardo se virou e pegou suas chaves, então se encaminhou para a porta. Clara soltou o ar que nem sabia que estava prendendo. Uma parte dela queria que ele fosse embora logo, a outra, queria que ele a prendesse na parede e a beijasse como se não houvesse amanhã. - Contra fatos não há argumentos Clara – ele disse quando ela abriu a porta para ele – mas não posso te prometer que não vou tentar te beijar de novo, eu simplesmente não resisto. Será que você tem ideia do que eu gostaria de fazer com você? – ele usou uma voz rouca e incrivelmente sensual. Como era possível ela ficar excitada só de ouvir a voz dele? - Não, e por favor não me diga senão não vou deixar você sair daqui hoje – ele a olhou surpreso com a confissão - O que foi? Sou uma mulher, não um boneco! – Ela abriu a porta para ele - Boa noite Eduardo. - Boa noite Clara – ele deu um selinho nos lábios dela, tão rápido que ela não teve tempo de reagir - E obrigado pelo café. Assim que fechou a porta atrás dele, Clara se encostou na parede e respirou fundo. Sentia um aperto nos músculos entre as pernas. Se as coisas continuassem assim, ela precisaria comprar um vibrador urgentemente.
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