A sala estava banhada pela luz da TV ligada. O cheiro bom de banho recém tomado pairava em volta dos dois corpos unidos sobre o sofá, e apenas uma frase foi dita antes de tudo acontecer.
— Jeongguk, me f**a.
O rapaz mais novo não acreditava no que seus ouvidos acabaram de ouvir, essa não era a autoconfiança que estava acostumava a ver em Yoongi, mas antes que pudesse tomar qualquer atitude sentiu os lábios macios do outro sobre os seus.
O beijo começou suave, preguiçoso, quase como se há segundos atrás um deles não tivesse pedido para ser fodido. Eles exploravam a boca um do outro com uma lentidão quase torturante, as línguas se acariciando em uma dança lenta. As mãos curiosas correndo suavemente pelos corpos, até que Yoongi arfou entre o beijo ao sentir as mãos fortes de Jeongguk apertarem suas coxas possessivamente, e o beijo antes calmo agora passava a ser afoito, necessitado.
— Você não vai esquecer essa noite, amor. – Jeongguk sussurrou rente ao ouvido do menor depois de se separarem do beijo, arrancando um baixo gemido dele. – Não vou permitir que esqueça. – Acrescentou antes de retornar ao beijo necessitado.
Nesse beijo Jeongguk descontava todo o maldito t***o que havia reprimido por tanto tempo, por mais que sua vontade fosse de jogar Yoongi contra o sofá e o fode-lo loucamente, não faria isso, seria calmo e carinhoso como Yoongi merecia, como seu personagem deveria ser, como o Jeon Jeongguk que desejava Min Yoongi deveria ser.
Levantou-se do sofá com o menor no colo e foi subindo os degraus cuidadosamente, mas sem separar-se do beijo gostoso. Adentrou o quarto e depois de fechar a porta com o pé, depositou o corpo franzino sobre a cama. Suspirou encantado com a figura pequena que lhe encarava com certa timidez. Demorou alguns segundos admirando aquela imagem, os cabelos bagunçados, a boquinha inchada, o rosto corado, e algumas gotículas de suor que se desprendia de sua fronte. Perfeito, era a única coisa que Jeongguk conseguia pensar. Ele queria gravar cada parte daquele homem que estava o tirando do eixo, sabia que em breve não estaria mais ali, então não iria perder tempo pensado, apenas se deixaria afogar naquele mar de ilusões. Ilusões compradas.
Foi tirado do seu transe momentâneo quando viu Yoongi ajoelhar-se sobre a cama, sabia que o menor estava se esforçando quando viu suas mãos começarem a desatar o nó do roupão. Prendeu a respiração ao ver o corpo menor se despindo vagarosamente, aproximou-se dele e toucou-lhe o ombro ajudando a tirar aquela peça que agora se fazia desnecessária. Deslizou suas mãos pelos braços pálidos até remover o roupão totalmente e o jogá-lo em qualquer canto.
Olhava agora para aquele corpo miúdo totalmente despido com devoção, viu ele baixar o rosto envergonhado e sorriu aproximando-se ainda mais. Tocou delicadamente o queixo dele fazendo-o levantar o rosto e o olhar nos olhos.
— Não sinta vergonha do seu corpo, eu te desejo exatamente do jeito que você é. – Tocou-lhe os lábios em um selinho cálido e sorriu. – E será, nem que seja uma única vez.
Única vez. Sabia o que o Jeon estava tentando fazer, o mais novo ainda carregava uma gota de sanidade dentro de si, que não queria deixa-lo esquecer do detalhe mais importante. Não era eterno. Aquela noite poderia a ser a única, dependendo do resultado poderia se negar a fazer de novo nos dias seguintes. Yoongi não sabia o que esperar, sentia vontade de se entregar completamente. Havia prometido. Mas o medo daquele sentimento aumentar mais ainda martelava em sua consciência.
Yoongi foi empurrado delicadamente para deitar-se sobre os lençóis macios e Jeongguk se ajeitou sobre ele sentando-se sobre suas coxas, mas tomando cuidado para não machucá-lo. Ele alisou a pele pálida com as pontas dos dedos, memorizando cada cantinho daquele corpo. Cada detalhe que sabia que demoraria a esquecer. Abaixou-se e deixou um selar nos lábios macios e foi descendo os beijos pelo maxilar, pescoço e clavícula. Lambeu a pontinha do mamilo esquerdo e sentiu o corpo abaixo de si estremecer. Ia com calma e delicadeza. Ora sugava a pele macia, ora beijava com devoção, deixando um rastro de saliva pelo corpo bonito.
— Jeon... Jeongguk – Yoongi deixava-se levar pelos toques, estremecendo a cada nova lambida que recebia. Jeongguk não sabia como ainda estava conseguindo manter a calma. Se fosse em outro momento, com outro cliente, ele daria tudo de si para terminar logo. Com os outros, tudo se resumia em prazer, em fazer seu cliente gozar e mais nada. Mas com Yoongi, com Yoongi era diferente, era puro, deixava-se levar pelos toques, beijos e suspiros contidos. Adoraria ouvir seu nome chegando aos seus ouvidos mais e mais vezes com o gemido rouco do menor. Levou sua mão até os cabelos do mais velho e sorriu sentindo a maciez sob seus dígitos.
Yoongi saiu do seu transe ao sentir o toque delicado em seus fios. Olhou para o maior e o viu ainda vestido, e então proferiu dar mais uma de suas ordens. Para não perder o costume.
— Tire esse roupão, também quero te ver.
O garoto sorriu com o pedido e prontamente o atendeu retirando a peça e fazendo ela se perder em algum lugar do quarto. Pegou a mão de Yoongi a trazendo para perto dos lábios e deixando ali um beijo carinhoso, depois a depositou sobre seu peito.
— Você também pode me tocar, meu amor. – Dito isso ele saiu de cima do corpo do menor sentando ao lado dele o vendo sentar também. Logo sentiu as mãos miúdas tocando-lhe timidamente, e logo em seguida sentiu um beijo ser depositado em sua clavícula. Suspirou com o toque e seu interior ansiava por mais, muito mais.
Tocar Jeongguk era como tocar em fogo, Yoongi sentia a ardência em cada parte de seu corpo. Ele estava em chamas. Tremia, tremia pela emoção de estar despido ao lado de um homem, e não se odiar por isso. Estar na mesma cama que um homem, deseja-lo com todas as suas forças, e não sentir nojo de si mesmo.
Yoongi olhou o corpo agora descoberto de Jeongguk e suspirou quando notou o pênis rijo do maior. Suas mãos formigaram pela vontade de tocá-lo. Ele já tinha se reprimido tanto antes, naquele momento estava decidido a libertar-se e fazer o que sentia vontade. Ser ele mesmo, amar ele mesmo, amar homens. Então timidamente levou suas mãos a tocar aquele pedaço de carne ouvindo um gemido baixo adentrarem seus ouvidos. E a única certeza que teve naquele momento era de que tinha gostado de ouvir aquele som, tinha gostado muito.
Começou a movimentar suas mãos em conjunto subindo e descendo pelo m****o rijo. A textura na sua palma parecia ser a coisa mais certa do mundo, e quando passou o polegar pela glande espalhando o líquido pré-seminal e ouviu um gemido mais alto, teve certeza.
Jeongguk tocou as duas mãos que lhe tocavam intimamente e as fez parar. Olhou para Yoongi com seus olhos transbordando desejo e depositou um beijo na palma de sua mão direita.
— Me deixa cuidar de você, meu amor? – Yoongi estremeceu e prontamente assentiu, deixando-se a mercê daquele homem que estava fazendo romper todas as barreiras que já impôs a si próprio.
Yoongi deitou-se no colchão novamente, e Jeongguk colocou-se sentado sobre as próprias pernas de frente a ele. Ergueu a perna direita do menor e depositou diversos beijos em sua panturrilha subindo até as coxas roliças onde deu uma leve mordida. Sorriu com o gritinho engasgado que escapou por entre os lábios rosados.
Segurou as duas coxas com delicadeza e as separou deixado a i********e do parceiro ainda mais exposta. Sentia o olhar dele pesando sobre si, e isso apenas o incentivava a prosseguir. Olhou o m****o duro que gotejava t***o bem a sua frente, sua boca salivou, e sem pensar em mais nada colocou a língua para fora tocando a glande sensível. Lambeu toda a extensão do Yoongi sentindo o corpo dele estremecer com o contato, e isso apenas o incentivou a ir mais fundo. Colocou o pênis rijo completamente em sua boca ouvindo pela primeira vez um gemido alto escapar da garganta alheia.
Yoongi sentia o interior quente da boca de Jeongguk, sua mente estava nublada de tanto t***o, sentia que poderia a qualquer momento chegar a seu ápice, por isso não queria mais tanta enrolação. Olhou para o mais novo e viu a cena mais linda, e decidiu gravar mais aquela memória apenas para si. Ele o chupava com tanto gosto, tanto carinho e cuidado. Quase chorou ali mesmo ao relembrar que logo não mais teria ele para si, mas tentou afastar esses pensamentos e se focar no agora.
— Me deixe ser seu, Ggukie. – Falou manhoso enquanto tentava afastar a cabeça do outro de seu corpo. – Eu não aguento mais.
Jeongguk levantou a cabeça e encarou Yoongi bem nos olhos, aquela imagem, ele parecia tão puro e inocente, era um pecado absurdo fazer aquilo com ele, mas um desejo que não conseguia controlar. Encarar aquele rosto, ouvir aquela voz, mesmo estando naquela situação, Jeongguk sentia seu coração aquecer. Era mais do que imaginava, o que sentia por Yoongi não era apenas t***o, não era apenas vontade de fode-lo. Ia além, Yoongi significava mais.
— Você pode dizer que ama outra vez, Yoongi?
— Eu te amo, eu te amo muito.
Era tão real, tão verdadeiro. Yoongi falava com tanta naturalidade, como se seu interior gritasse sozinho, como se fosse sua verdadeira vontade. Seu verdadeiro sentimento.
— Eu vou fazer você se sentir amado, meu amor, apenas relaxe. – Jeongguk levou dois dedos a própria boca e os chupou. Yoongi não conteve o gemido ao ver aquela cena suja, e gemeu mais alto ainda ao sentir um dos dedos lubrificados encostar em sua entrada. – Me diga se doer, por favor, Yoongi. – Ele apenas assentiu sentindo ser invadido pelo primeiro dedo. A dor era forte, não estava acostumado com esse tipo de invasão, mas tentou relaxar como seu parceiro havia sugerido. Sentiu o segundo dedo adentrado-lhe a cavidade apertada e não segurou o grito que escapou de sua garganta. – Relaxe meu amor, relaxe. - Jeongguk inclinou-se sobre o corpo franzino e capturou os lábios rosados em um beijo calmo, tentando fazer o menor esquecer um pouco da dor. Quando deu por si ele já rebolava tímido em seus dedos. – Está preparado?
— Eu confio em você. – Yoongi murmurou sentindo o outro tirar os dedos de dentro de si. Jeongguk ajeitou-se confortavelmente acima do corpo menor e preparou-se para penetrá-lo, mas não sem antes olhar nos olhos dele em busca de alguma hesitação, mas tudo que encontrou foi um brilho de certeza mesclado ao mais puro prazer.
Quando a glande começou a invadi-lo sentiu uma queimação terrível, e algumas lágrimas teimosas escaparam chamando a atenção de Jeongguk. O maior apenas distribuiu beijinhos sorvendo todas aquelas lágrimas, e quando estava completamente dentro ficou parado esperando ele se acostumar com a invasão.
Para Jeongguk estava quase impossível manter-se parado, o aperto em seu m****o era delicioso, mas conteve seus instintos, e descontou seu t***o apertando firme no quadril de Yoongi. Aguentaria firme por ele, apesar de quase estar enlouquecendo. Yoongi percebeu o esforço de Jeongguk, e mesmo que ainda estivesse muito desconfortável tentou rebolar um pouco arrancando um gemido rouco do maior. Jeongguk olhou lascivo para Yoongi e tomou-lhe os lábios mais uma vez em beijos quentes.
Não sabia quanto tempo havia passado com eles naquela posição, mas foi o bastante para Yoongi se acostumar e começar a rebolar timidamente incentivando Jeongguk a fode-lo. O maior começou a penetra-lo de forma lenta, e o prazer mesclava-se a ardência que ainda sentia, mas não iria desistir já tendo ido tão longe. Podia aguentar qualquer coisa, qualquer coisa por ele, para sentir ele.
Os corpos aos poucos entravam em sincronia. As batidas dos corações ficavam descontroladas e os gemidos cada vez mais altos. Yoongi já não sentia mais vergonha de estar daquela forma com outro homem, o único pensamento que se passava em sua mente era o quanto queria mais e mais de Jeon Jeongguk. Os rostos vermelhos, os corpos suados, os movimentos que se aceleravam aos poucos, os cabelos que grudavam em suas testas, as bocas abertas por onde passava apenas gemidos e arfares. Tudo era muito especial, e apenas deles.
Jeongguk afastou-se com muito custo do corpo menor e ajeitou-se sobre o colchão, sentando-se com as costas apoiadas na cabeceira. Viu Yoongi hesitar, mas sabia que ainda era um tanto difícil para o mais velho. Yoongi engatinhou sobre a cama indo até o mais novo e sentou em seu colo, uma perna de cada lado. Olhou profundamente e sorriu tímido, Jeongguk era realmente muito precioso.
— Por que está hesitando? - O mais novo murmurou segurando firme o quadril do parceiro.
— Eu... Eu não estou... ah! – Yoongi posicionou o pênis do maior em sua entrada e deixou-se penetrar vagarosamente arrancando um gemido alto do mais novo ao tê-lo todo dentro de si mais uma vez. Yoongi passou a mover-se sobre o colo do outro levando Jeongguk a loucura. Ele ainda não acreditava que bem ali estava Min Yoongi se entregando de corpo e alma para si. Viu o menor jogar a cabeça para trás imerso em prazer, viu lágrimas silenciosas escorrer por sua face branquinha e gemidos roucos escaparem baixinhos por sua boca. Olhou mais para baixo e viu o m****o esquecido pingado prazer, levou sua mão até ali e tocou a glande espalhando o líquido pela extensão, começando a masturba-lo no mesmo ritmo da penetração. Ouviu um grito de prazer dançar para fora dos lábios de Yoongi, e ali teve certeza que esse era um dos seus sons favoritos.
— Yoongi... Você me deixa louco...
Yoongi inclinou-se sobre ele e o beijou de forma afoita, sentia que seu ápice logo chegaria. Jeongguk sentia seu m****o se apertado cada vez mais pela cavidade quentinha de Yoongi. Seu baixo ventre estremecia e sabia que a qualquer momento gozaria também. Agarrou Yoongi pelos cabelos o beijando afoito, as estocadas ficaram brutas, necessitadas. Palavras desconexas fluíam por seus lábios, até que Yoongi atingiu o clímax derramando-se entre seus abdomens, mas Jeongguk não parou.
— D-diga. — as palavras doíam para sair, Yoongi sentia tudo dentro de si formigar — Diga o q-que eu quero ouvir. — sussurrou, sua voz não tinha mais força — Diga, Jeongguk.
Continuou as estocadas prolongando o prazer, sabia que logo se derramaria também dentro de Yoongi. Aproximou seus lábios da orelha do mais velho e entre gemidos e arfadas falou aquelas palavras que tanto lhes machucariam depois.
— Eu te amo... Eu te amo... Eu te amo... – Ficou repetindo isso cada vez que ia mais fundo dentro de Yoongi. Deitou o menor na cama ficando por cima dele e continuou as estocadas, intercalando beijos molhados e frases de “Eu te amo” sentindo Yoongi gozar pela segunda vez, gritando alto o nome de Jeongguk, e assim ele chegou ao seu limite também. Derramando-se no interior de Yoongi sendo regado por beijos molhados e falsas juras de amor.
O menor se arrastou para o peito do Jeon, respirava pesado e seu corpo tremia. Se sentia bem, bem por saber que finalmente havia feito o que queria de verdade, com quem queria de verdade. Seus olhos queriam fechar, estava com sono, cansado, o rapaz o havia deixado esgotado, mas em seu íntimo algo o mantinha acordado, como um alerta que martelava em seu peito. Ficou em silêncio vendo a respiração do mais novo se normalizar, até o momento em que ele dormiu.
A imagem de Jeongguk dormindo era perfeita.
— Eu não estou mais mentindo, Jeongguk.