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O cão fiel do meu marido ( Máfia)

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Sinopse

Após passar três anos presa por um crime que não cometeu, Liliana finalmente conquista a liberdade. Fragilizada, sem nada além do próprio corpo marcado pelo passado, ela acredita ter deixado para trás tudo o que a destruiu. Mas do lado de fora, quem a espera é Magnos, o cão fiel do seu falecido marido. Frio, obsessivo e perigoso, ele não aceita abandonos. Para Liliana, a liberdade pode ter sido apenas uma ilusão, e o passado, algo que nunca deixou de caçá-la.

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Prólogo
Aviso Os acontecimentos deste livro são totalmente fictícios. Todas as histórias nasceram da minha imaginação. Você vai amar e odiar Magnos na mesma intensidade. Liliana é uma mulher marcada pela dor e por escolhas difíceis. A obra aborda temas sensíveis, como violência contra a mulher, coerção e tentativa de abuso, podendo causar desconforto em alguns leitores. Se puder, não se esqueça de adicionar o livro à sua biblioteca. Isso me ajuda imensamente como escritora iniciante e significa muito para mim. ❤️ Prólogo Liliana ergueu o rosto para o céu carregado. As nuvens baixas anunciavam mais do que chuva. Havia peso ali. Uma promessa silenciosa de algo inevitável. A garoa fina caía constante, infiltrando-se em suas roupas, escorrendo pelos braços, fria. Ainda assim, seus cabelos cacheados permaneciam secos, ásperos, sem brilho. Porosos. Como tudo nela agora. Não restava vestígio algum das madeixas bem cuidadas que um dia tiveram vida própria. Baixou o olhar e se avaliou com a frieza de quem já não se importava. O salto gasto batia torto no chão. A saia justa, na altura dos joelhos, parecia grande demais para o corpo emagrecido. A camisa social, que foi branca três anos atrás, carregava um tom amarelado, encardido. As roupas não eram apenas velhas. Eram o reflexo exato de quem ela havia se tornado. Abriu o pequeno pacote de plástico onde guardava seus pertences. Tudo o que possuía cabia ali. Com dedos lentos, pegou um elástico e prendeu os cabelos num gesto automático, quase defensivo, como se arrumar o exterior pudesse conter, ao menos por um instante, o caos que carregava por dentro. Dentro da sacola havia um espelho pequeno e barato. Liliana hesitou antes de usá-lo, mas acabou cedendo. Quando seu reflexo surgiu, sentiu um aperto no peito. A imagem não mentia. A pele estava ressecada, sem viço. Os lábios rachados exibiam pequenas feridas que ardiam com o frio. O rosto parecia mais velho do que sua idade. Apenas os olhos permaneciam os mesmos. Âmbar. Intensos. Vivos demais para alguém que havia sido tão quebrada. Uma voz masculina cortou o silêncio. — Você pode ir, garota, ou está com saudades e pretende voltar? Liliana fechou o espelho de imediato e o devolveu à sacola. Não respondeu. Apenas acelerou o passo, ignorando a provocação. O som seco do salto batia contra as pequenas pedras do caminho. Cada passo parecia pesado, como se o corpo resistisse à ideia de avançar. Quando alcançou o grande portão que dava acesso à saída, parou por um instante. Respirou fundo. O ar ali parecia diferente. Mais leve. Ou talvez fosse só esperança. Lembrou-se de quando atravessou aquele mesmo portão três anos antes, certa de que sua vida havia acabado. Ao sair, virou-se uma última vez e encarou a prisão feminina de Santa Agonia. Aquele lugar foi o cenário dos piores anos de sua existência. O tempo ali não passava. Corroía. Ainda assim, agora ficou para trás. Pela primeira vez em muito tempo, Liliana estava livre. E, mesmo sem saber como, decidida a recomeçar. Caminhava distraída, perdida nos próprios pensamentos, quando não percebeu alguém à sua frente e acabou esbarrando. — Mil perdões, eu estava distraída. O pedido saiu automático. Mas o corpo reagiu antes da mente. Ela quase caiu para trás ao erguer o rosto e reconhecer quem estava diante dela. O coração falhou. Depois disparou. Havia pessoas que a memória jamais apagaria. Aquela era uma delas. Magnos era alto, imponente. Seus um metro e oitenta faziam com que ela, com seus modestos um metro e cinquenta e três, parecesse ainda menor. Ele segurava um guarda-chuva e, sem pedir permissão, estendeu-o sobre os dois, protegendo-os da garoa persistente. — Magnos… — o nome escapou em um sussurro falho. Os olhos cinzentos a encaravam com uma diversão fria, quase preguiçosa. Sempre foi assim. Magnos parecia ter nascido para assistir à queda dos outros de camarote. — Liliana. Você não mudou nada. Ela soltou um riso curto, incrédulo. Bastava um olhar para perceber o quanto aquilo era mentira. Seu corpo denunciava cada golpe do tempo, cada dor acumulada. Estava frágil. Magra demais. Quebrada demais. A pergunta que queimava dentro dela era simples e aterradora: o que ele fazia ali? O corpo começou a tremer antes que pudesse impedir. — Veio vingar seu dono? Magnos inclinou levemente a cabeça antes de rir. Não foi uma risada comum. Era solta, descontrolada, quase insana. Liliana sempre soube que ele era perigoso. Um homem que gostava do sangue, do medo, do poder. — Liliana… você realmente acredita nisso? Ela não queria continuar aquela conversa. Não fazia sentido. Magnos pertencia a um passado que ela tentava enterrar. Um passado que não deveria mais ter poder sobre ela. Virou-se e começou a andar, decidida a não olhar para trás. Mas não deu dois passos. A mão dele se fechou em seu braço com força brutal. O aperto foi tão intenso que a dor subiu de imediato, arrancando-lhe o fôlego. — Você acha mesmo que eu viria até aqui para ver você me virar as costas? — a voz dele era baixa, firme. — Você vem comigo. Liliana tentou se soltar, mas foi inútil. Magnos a empurrou sem cerimônia para dentro de um carro de luxo estacionado ali perto. Ela se afastou o máximo que pôde, encolhendo-se em um canto. Mesmo assim, ele ocupava quase todo o espaço. — Você era mais dócil no passado — comentou, observando-a. O medo a fazia tremer. Os olhos percorriam o interior do carro em busca de qualquer possibilidade de fuga, mas ela sabia. Sempre soube. Não escaparia daquele cão bem treinado. Sem querer, seu olhar foi atraído pelo rosto dele. Bonito de um jeito perigoso. Os cabelos loiros levemente despenteados, as sobrancelhas grossas, o maxilar marcado. Mas o que mais chamava atenção era a cicatriz próxima ao olho. Magnos percebeu. Segurou a mão dela e a guiou até a própria cicatriz. — Você disse que cuidaria de mim, Liliana. Disse que seria responsável. E, na primeira oportunidade, fugiu. Ela puxou a mão de volta. O coração batia descompassado, como cinco anos antes, quando o vio pela primeira vez. Mas não queria reviver aqueles dias. Aqueles dias que lhe roubaram tudo. — Magnos, esqueça isso. Tudo ficou no passado. O passado não volta. A mudança nele foi imediata. Com um movimento brusco, ele a puxou para si. Os lábios dele invadiram os dela sem aviso, sem permissão. O beijo era duro, agressivo. Uma punição. Liliana reconheceu aquilo com clareza dolorosa. Tentou empurrá-lo. Não conseguiu. Mordeu o lábio dele com força, sentindo o gosto metálico se espalhar. Ele não recuou. — Magnos… por favor… O pedido saiu quebrado. O gosto de sangue invadiu sua boca até que, enfim, ele a soltou. — Nada mudou, Liliana. Nem para você. Nem para mim. As lágrimas vieram sem controle. O choro era silencioso, desesperado. Magnos pegou um lenço e secou seu rosto com uma delicadeza que tornava tudo ainda mais c***l. — Comece a aceitar — disse, em voz baixa. — A partir de hoje, você me pertence. E, se ousar me deixar… não reclame das consequências. Liliana ficou em choque. Diante dela, com os olhos cinzentos cravados nos seus, estava ele. O cão fiel do seu falecido marido.

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