29 - DG

1645 Palavras

Acordei com o pescoço todo travado e a luz do sol da terça-feira invadindo a sala da Barra da Tijuca. Olhei para o teto rebaixado por alguns segundos, tentando lembrar por que c*****o o bicho-papão da Penha tinha passado a primeira noite inteira de liberdade deitado no sofá grande. Aí a minha mente clareou e eu soltei uma risada curta, passando a mão pelo rosto. A Maria Júlia. Aquela garota tinha o poder de me dobrar de um jeito que ninguém na pista conseguia. Quando a noite caiu, ela bateu o pé, cheia de marra, dizendo que não ia deitar comigo na minha cama enquanto eu não estivesse com a vida 100% resolvida. Eu gastei o maior ralo, tentei convencer a marrenta no capricho, mas ela fincou o pé. Com muito custo, respeitando o espaço e a pureza dela, aceitei o meu destino e domei o estof

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