O calor de fora parece que ficou na rua quando a gente entrou em casa. Eu vim com os braços cheios, equilibrando as sacolas com as coisas que compramos para o almoço — o DG tinha me feito pegar de tudo no restaurante, sem questionar nada —, e ele veio logo atrás de mim. Larguei tudo na bancada de granito da cozinha e respirei fundo, já sentindo a necessidade urgente de um banho, mas primeiro fui arrumar a mesa. Comecei a puxar os pratos, os talheres e os copos, organizando tudo no capricho. O DG encostou no portal da cozinha, sem camisa, ostentando aquelas tatuagens dele, só me observando trabalhar com aquele olhar escuro que parece que lê até meus pensamentos. — Vou tomar um banho rápido por causa desse calorão e já volto para te ajudar, fechou? — ele disse, puxando a gola da blusa ante

