O silêncio na sala da minha fortaleza só era quebrado pelo barulho dos pingos da chuva que ainda insistiam em bater na janela de vidro fumê. Numa posição que um dia foi do meu irmão, eu girava um copo de uísque com gelo na mão, mas a minha mente estava longe, recalculando os passos do progresso. A Samara tinha acabado de cruzar a porta de ferro, vinda direto da tranca. Ela jogou a bolsa de grife em cima da mesa de centro, tirou os sapatos de salto com uma marra tremenda e se jogou do meu lado, soltando um suspiro longo de quem tinha carregado o mundo nas costas. Dei um gole longo no uísque, mantendo o meu layout frio, os olhos fixos na cara dela. Eu precisava da visão limpa. Precisava saber se o Rodrigo estava mofando na ladeira do desespero ou se estava maquinando alguma coisa contra a m

