O final de tarde já vinha caindo quando o táxi finalmente estacionou em frente ao condomínio na Barra da Tijuca. Paguei o motorista, desci do carro e caminhei até a portaria sentindo que cada músculo do meu corpo pesava uma tonelada. O vaivém de táxi até aquele presídio era uma facada no bolso e um teste de paciência absurdo — ir de manhã cedo lidando com o estresse do trânsito e voltar depois de passar o dia inteiro em pé, no mormaço daquela fila, me deixava completamente exausta. Mas o pior não era o cansaço físico; era a minha mente, que não parava de reprisar aquela cena do pátio. Por mais que o Rodrigo tivesse gastado o maior ralo para me explicar, ver aquela loira se jogando nos braços dele e reivindicando o posto de mulher dele ainda me deixava com um nó no estômago. Coloquei a dig

