estava com uma expressão serena, embora seu coração estivesse pesado de culpa, limpou os dedos no manto, fez uma concha com a mão e arfou, uma nuvem de ar quente lhe aqueceu as mãos. O inverno estava chegando, conseguia sentir nos ossos.
_ Ah... por que fui escolher cinérea?
Quando questionou qual seria o melhor lugar para ganhar dinheiro no porto pesqueiro de valentia, todos falaram cinérea, pensava se estava fazendo algo e******o deixando pescadores decidir o rumo da sua vida. Mas Não tinha para onde ir, se pensasse demais sobre isso acabaria voltando para as madres, implorando seu lugar ao lado delas. Jogou a cabeça para trás, como se estivesse farta desses pensamentos. A luzes da aurora lhe penetraram a pele dissipando o pouco do frio. O que aconteceria agora, o que sua vó diria.
"Querida, lembre-se sempre: com um plano bem-feito e sua coragem, você pode conquistar qualquer coisa que desejar. Estarei aqui para te apoiar em cada passo do caminho." Conseguia até ouvi-la falando, o dedo indicador sempre apontando para as palavras no ar._ você podia estar aqui vovó. Você me diria com resolver tudo isso e depois faria uma torta para todas.
Eleanor vislumbrava um futuro além das águas que se estendiam diante dela. Seu plano era claro: buscar fortuna em Cinérea e, então, afastar-se de Nivedram até que as lembranças do passado desaparecessem. A visão da capital de Gildean dançava em seus pensamentos, uma cidade grande onde poderia realizar seu sonho de abrir uma botica de poções. No entanto, a realização desse desejo dependia de recursos financeiros, e cinérea surgia como o lugar perfeito para sonhadores como ela.
Ao avistar a doca, seu coração acelerou com a promessa de novos começos. O eco dos passos ressoava, acompanhando a chegada da embarcação. O navegador, exausto após três dias de remo incansável, não conseguiu conter um sorriso ao testemunhar a terra à vista.
_Cinérea", murmurou Eleanor, reconhecendo o destino que a aguardava.
A antecipação preenchia o ar enquanto os homens, ansiosos, começavam a organizar suas mochilas, preparando-se para desembarcar. O barco fora diminuindo o ritmo quando se aproximou da doca, arvores imensas cercavam a margem do rio. À sua frente, o rio serpenteia suavemente, refletindo os raios dourados do sol da alvorada. À margem do rio, altas lianth se erguiam majestosas, suas copas exuberantes formando uma espécie de abóbada verde que se estendia até o horizonte.
O vento suave balançava as folhas das árvores, criando uma sinfonia natural que fazia a jovem viajante se sentir acolhida com a melodia reconfortante. Os ramos se estendem sobre a água, oferecendo sombra e abrigo para uma variedade de aves que voam graciosamente de um lado para o outro, seu grasnar se misturando ao murmúrio das águas.
O ar está impregnado com o perfume fresco das árvores e a doçura sutil das flores selvagens que pontilham as margens do rio.
mas quando barco parou na doca, todo o encanto havia sumido. um cheiro podre lhe impregnou o nariz, prendeu a respiração e olhou para os passageiros que pareciam não se incomodar. _ cabeça erguida Eleanor. Mulheres de Akar não conquistaram o trono de seu rei em um dia.
pegou suas malas, uma pequena bolsa de couro cosido e saiu do barco olhando para onde todos iam. Grupos de homens, mulheres e crianças andavam rápidos, mineradores para as minas de Drasil, _ ei... alguém pode me ajudar?
tentava falar com qualquer um, mas ninguém lhe dava atenção, fugiam dela com medo, mas se soubesse que as minas abririam em breve talvez não falasse, estavam ali como ela, queriam fazer dinheiro e o quanto antes começassem, mas cedo voltariam.
_A senhora poderia me informar onde fica o vilarejo mais próximo? _ perguntou a mãe, que lutou para conter o calor em seus dedos.
_Não ouse me tocar, bruxa. _ retrucou a mulher, segurando firmemente seu filho enquanto se afastava rapidamente.
Eleanor começava a perceber que sua estadia ali não seria tão tranquila como imaginara. Observava os mineiros passando; era fácil reconhecê-los pelas mãos roxas de trabalho árduo. Tentou acompanhar um grupo de pessoas para fora da vegetação e conseguiu alcançar uma estrada. Enquanto alguns se aventuravam rapidamente por trilhas, Eleanor lutava para manter o ritmo; suas botas afundavam na lama. Até que, por fim, se viu sozinha na estrada, sem ter ideia de para onde ir.
_Ah, que droga!" murmurou, frustrada.
À medida que Eleanor seguia pela trilha, percebia que estava completamente isolada. Seus passos ressoavam suavemente no silêncio tranquilo da alvorada. Ela respirou fundo, mas o cheiro a fez querer vomitar.
"Não era como ela esperava. Sonhava com a bondade calorosa de outras mulheres, mas em vez disso, uma sensação gélida se insinuava em seu ser, deixando-a verdadeiramente só, como se estivesse presa em seus piores pesadelos. Seus olhos ardiam com lágrimas não derramadas, uma tempestade emocional se formando dentro dela. No entanto, ao invés de se render à angústia, ergueu a cabeça com determinação. _A jornada m*l começou, Eleanor.
sussurrou para si mesma.
Foi quando uma voz suave interrompeu seu desespero. _ es... está perdida?
Era uma voz suave num tom melódico, uma voz que passava confiança, logo aprenderia que em cinérea, não se pode confiar nem na sua sombra. Eleanor se virou rapidamente, mas não porque estava assustada, sentia uma pontada de esperança e sorte martelando seu peito.
_ a que Akar seja louvado, pensei que andaria sozinha, sem saber para onde ir. _ ela foi em direção ao homem com a mesma dificuldade, pisava com as pontas das botas e quando chegou perto o suficiente, não reparou em seu rosto, mas em sua carroça. transportava nabos, maduros, tão roxos e vivos que Eleanor desejou comer um. No torno da carroça um prontinho magro, estava tremulo com dificuldades para ficar em pé.
_Quer ir até qual vilarejo de cinérea senhora, a viagem mais rápida vai até o vilarejo do cão molhado. Custa apenas um Nickel de cobre.
_só um minuto! _ levantou o dedo indicador e soltou sua mochila no chão, não sabia se trouxera dinheiro, mas talvez encontrasse se procurasse, procurou bem na bolsa até que sua pontas dos dedos encontraram uma suavidade lisa, torceu para que fosse uma moeda quando tirou se tratava de um Nickel de prata. _ Achei. Uma moeda de prata, é sua, para me levar a um vilarejo onde possa comer e dormir bem pagando pouco.