18. Desejado e Rejeitado (PT.3)

1087 Palavras
Um soco certeiro atingiu em cheio meu rosto, não cai no chão, mas me desequilibrei no passo, voltando para o dono do soco, um murro certeiro em seu nariz. Meu espírito quase saiu de meu corpo, quando vi que no terno que usava tinham duas medalhas de honra ao mérito. E para piorar a situação, havia um fotografo ali, capturando o exato momento do soco. A multidão em volta correu para o meio de nós, aos berros, impedindo que o homem sacasse a arma e me desse um tiro ali mesmo. — Eu vou lhe mätar! Moleque miserável! Vou destruir sua vida! — Ele dizia aos berros, senti meu braço ser puxado por Isabella, estávamos prestes a sair do hotel, em direção ao taxi que nos levaria ao aeroporto. E eu estava bêbado demais para lembrar o motivo da briga. Levantei o dedo do meio para ele, antes de entrar no taxi, talvez provocando o cara mais um pouco. — Que diabos deu em você? Quer se matar? — Ele me chamou de cachorrinho de putä! Mereceu ser xingado! Mereceu o soco. — O cara é um militar! — Ela berrou, com os dedos cerrados diante dos meus olhos. — Viu as medalhas no peito dele? É um cara com patente! Eu sei que você tem algo com essa mulher, mas francamente, arriscar a vida? Você não pensa? Esse cara sabe quem é você! Sorri de lado, ainda me recuperando da raiva que havia passado. — Boa sorte para ele nos achar em Santana! Disse procurando um dos meus cigarros no bolso, o acendendo em seguida e soltando a fumaça pelas narinas. ... A água quente caia sob nossos corpos, tínhamos alguns minutos até que alguém suspeitasse de nós, então eu correria para a janela mais próxima e bateria na porta como se estivesse acabado de chegar. Gostava se sentir a adrenalina de ser pego, isso me excitava perigosamente, e ela também parecia gostar dessa sensação. Estávamos ali, nos beijando debaixo do chuveiro, quase esquecendo que o tempo haveria de passar. A segurava, apoiando as costas dela nos ladrilhos da parede, beijando a extensão de seu pescoço, o espaço ali era tão pequeno para nós, ou pelo menos apertado o suficiente para eu fazer aquilo que pretendia. Queria devorá-la de uma forma diferente, ouvir seus gemidos tão bem ressoados e fortes, aparentemente ela queria o mesmo, quanto a mim. Soltou-se de meu beijo, sorrindo descaradamente. Puxou-me para fora do box, sem se importar que molhávamos tudo ao redor. Não queria deixar seus lábios longe dos meus, muito menos seu corpo, então a puxei para mim mais uma vez, agora beijando um pouco abaixo do pescoço, indo em direção as aureolas de seus s***s. Ela suspirava ao sentir meus lábios tocarem sua pele, podia sentir o arrepio que meu toque lhe causava, uma de minhas mãos já estavam se guiando sozinhas para o meio de suas pernas, mas ela as fechou, seus olhos fitaram-me, expressando um desejo ainda incompreendido por mim. Ela tomou o controle da situação muito rapidamente, agora era eu quem estava apoiado na pia de mármore, olhando-a como minha dominadora. Ainda sorridente, me deixando arfando, duro diante de seus olhos heterocromáticos. Ela me olhava como se quisesse comer cada parte minha, refletia algo em sua mente, algo tão pecaminoso, mas mesmo assim tão bom. Amelia Montenegro torceu seus longos cabelos, tirando o excesso de água que havia ali, os prendeu no alto da cabeça, ajoelhou-se diante de mim, ainda com os olhos presos aos meus, quase como se estivesse me hipnotizando com seu olhar pecaminoso. Não hesitou ao se aproximar de mim, pelo contrário, seus movimentos foram os de alguém que fazia aquilo com muita precisão. Encarou-me de baixo, aproximando os lábios lentamente de meu corpo, e sem pensar duas vezes, levou meu p*u diretamente para sua boca. Senti minha pele se arrepiar ao toque, ali também era quente, era como se o inferno tivesse em sua boca, tão quente quanto entre suas pernas, e ela fazia aquilo de uma forma tão tentadora, que a princípio meu corpo não entendeu o que de fato acontecia. Sentia sua língua passar por minha glandë, fazendo com que uma de minhas pernas se contorcesse, afaguei o alto de sua cabeça, fechando os olhos e sentindo o prazer que seus doces lábios me faziam sentir. Como aquilo era gloriosamente bom. Por que diabos nenhuma outra mulher havia feito aquilo em mim? Ela tinha de fato que ser a primeira? A surpresa, juntamente com o prazer que sua boca me causara, nem ao menos me deu a chance de esconder os gemidos que siam dos meus lábios. Para me provocar penetrantemente, seus olhos pareciam buscar os meus, como se quisesse ter certeza de que me dava o melhor dos prazeres. Fechei os olhos mais uma vez, dessa vez agarrando os fios de seus cabelos, sentindo que sua mão me masturbandö nos intervalos em que ela respirava. Ela sorriu diabolicamente para mim, sabendo que eu tremia ao sentir cada toque seu, dominava-me, e adorava fazer aquilo. Eu estava sentindo que o clímax ia se aproximando, e ela diminuía o ritmo de seus lábios em mim, aquilo me levava a uma insanidade inimaginável, eu tinha que me segurar, tinha que me manter numa postura dominadora diante dela, mas era impossível com seus lábios me tocando daquela forma, subindo descendo, movendo a língua com suavidade, fazendo-me sentir prestes a explodir. — Amelia... — Balbuciei, era tudo que eu conseguia dizer, já que ela provocara em mim os mais ardentes gemidos, me jogara num mar de prazer pungentemente interminável. Eu ia sentindo as pernas bambeando, o corpo parecia vacilar, eu estava tão próximo do gozö, tão perto... ela sabia daquilo e mesmo assim não se dispôs a afastar os lábios de mim. — A... me... lia... Eu estava lá, diante dos seus lábios, ela não pareceu se importar em me fazer gozar daquela forma, pelo contrário, quando terminou, carregava o mesmo sorriso tentador de sempre. Veio até os meus lábios, jogando seu corpo em cima do meu, ainda passeando os dedos por ele. Percebeu que mesmo depois de eu ter gozado, ainda estava e******o, rígido e pronto para mais horas a fio puro sexo. — Achei que estivesse satisfeito você. — Ela demorou tempo demais para perceber meu problema. — Eu nunca estou suficientemente satisfeito. A puxei para mim, guiando seu corpo para rebolar em cima de mim, do jeito que apenas aquela mulher diabólica poderia fazer. Agora era eu quem a faria gozär.
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