“Aí,” gemi de dor quando sua perna bateu no meu joelho. O gemido não teve nada a ver com a mordida no meu peito. “Onde você se meteu?” ele segurou minha mão, estudando os pequenos furos na palma e nos dedos. “Em uma briga de cachorros,” respondi mordendo os lábios, a mão ardia que só vendo, até o vento fazia o meu ânus trincar de dor. “Vou cuidar disso. Fique aqui na cama,” Andrew me deu um último beijo e foi até o banheiro. Tínhamos uma espécie de um kit de primeiros socorros dos cinemas, em uma das gavetas do armário. Algodão, álcool, ou era água oxigenada?, pomada para queimaduras, esparadrapos, band-aid, fita micropor, esses tipos de coisas simples. Tirei a bermuda rasgada e suja de terra e fiquei sentado na beira da cama, as pernas, por pouquíssimos centímetros, não tocava o chão.

