Fernando conseguiu adivinhar que nosso pai aprontaria alguma coisa logo de manhã, no sábado. Antes que o sol pudesse sair direito, lá estava ele, me balançando pelo ombro. Resmunguei qualquer coisa, sem abrir os olhos. “Levanta, Andrew, temos um dia cheio e precisamos planejar tudo para o piquenique,” sua voz soou alegre, até demais pro meu gosto. “Piquenique?” repeti abrindo os olhos, tinha perdido completamente o sono e meu pai a noção. “É, já acordei o Cleiton. Vocês levantem, lavem essas caras e vamos ver o que precisamos levar!” assoviando, meu pai saiu do quarto. Não era nenhuma surpresa essa sua ideia. No dia da festa de Pietro, em que ele chupou o cu do meu irmão e eu recebi a foto, meus pais passaram todo o dia fora, num motel, para tentar salvar o casamento. Todos em casa sab

