∞ Parte I ∞
Nosso professor de artes lecionava antes mesmo de eu me matricular, há muitos anos, na quinta série. Ele era um japonês muito bonito, jovem, com óculos e uma cabeleira preta, seu nome era Samuel Uchiba, um cara legal em todos os aspectos, que vivia espalhando cartazes em todos os corredores, sobre o dia da consciência n***a; da independência; dia do dentista, para todo mundo escovar os dentes; e coisas desse tipo.
Esse ano eu era a sua mascote e como tal ficava encarregado de fazer os cartazes, se tivesse sorte, o professor Uchiba ou um dos alunos de ouro dele faziam algum tipo de desenho para chamar a atenção. Não nesse, eu estava sozinho copiando as informações que ele havia me passado no início da aula:
“Quando ocorre a penetração sem preservativo...”
Toda hora tinha que voltar a olhar no bilhete, para marcar corretamente a data para cada prova, cada sala e período de toda a escola.
De repente, quando precisei passar a borracha pela decima vez na mesma palavra, eu tive certeza que não conseguiria produzir nada naquele dia. Afastei o cartaz para o lado e respirei fundo, olhando para as nuvens que se ajuntavam sobre o terreno da escola.
Meus pensamentos me traíram e voltei para aquela manhã, quando acordei assustado em minha cama. Para não quebrar nossa tradição, And havia dormido na minha cama, não sei como chegou ali muito menos que horas isso aconteceu, mas lá estava o meu reflexo, a poucos centímetros do meu rosto, a respiração suave, de quem tem o sono tranquilo.
É errado eu dizer que ele era lindo como nenhum outro homem conseguia ser? Talvez só digo isso por sermos idênticos e tal, mas, quando ele dormia, se assemelhava a um anjo.
Levado por um desejo estranho, e abruptamente necessário, percorri seus lábios com a ponta dos dedos, eram quentes, iguais ao seu beijo. Algo estralou do outro lado do nosso quarto, como um objeto pesado que cai no chão, ou é atirado contra a parede. Enfim, esse barulho perturbou o nosso de And, que se moveu em minha direção. Ele já estava com o corpo virado pro meu, mas agora subia um pouco sobre minhas pernas, com as dele entrelaçando meu corpo.
Nesse movimento de Andrew, eu percebi uma coisa estranha roçando minha perna, estava logo abaixo da minha cintura. Não levou muito tempo e eu me dei conta do que se tratava. Eu estava sentindo o pênis do meu irmão na minha perna.
Com o barulho e o movimento ao lado, fingi estar adormecido para que ele não se afastasse. Não sei o que me deu naquele momento, mas eu gostei de senti-lo contra minha pele nua, tocando em mim. A cabeça estava quase pulsando de tão dura que se encontrava, e tinha um tamanho igual o meu, imaginei. O corpo do pênis estava mais abaixo, tão gostoso de se sentir que mordi os lábios com força. Logo meu próprio pênis começou a ficar duro, como na noite anterior, antes de dormir.
De novo o som surdo do outro lado do quarto. Fechei os olhos imediatamente, tentando respirar calmamente.
“Fefe?” And me chamou. Sua voz esquentou minha orelha, e isso me causou um intenso arrepio. Se eu respondesse, tinha certeza que falaria tremulo, como alguém que é pego no pulo, e arriscaria perder o pênis que roçava a minha perna. Fiquei em silêncio. “Dorme como uma pedra,” o ouvi conversando consigo mesmo. Senti sua mão alisar carinhosamente a minha nuca, os dedos grandes e meio gelados. Com os olhos fechados, aquele simples toque já me deixou ainda mais e******o.
E havia o maldito beijo da véspera, que só complicara as coisas entre nós.
And sentiria o beijo como eu senti? Foi por isso então que ele me beijou daquele jeito e não deu um simples selinho? Seria tudo um jogo para ele? Indaguei se dormir assim comigo ainda era um jogo, para saber até onde eu iria sem surtar.
De repente, enquanto eu mergulhava em pensamentos, Andrew pulou da cama para o banheiro a passos pesados. Encarei sua b***a correndo, uma coisa tão linda quanto ele próprio, a cueca vermelha dando uma pegada sexy. Ouvi a porta do banheiro se fechar um segundo depois. “And,” sussurrei para a porta, com a mão sobre o volume avantajado da cueca, meu pênis estava realmente duro.
Comecei a imaginar como And estaria lá dentro. Se estava se masturbando para que o pênis ficasse mole, ou se estava apenas tomando banho, e alisando seu corpo na tentativa de fazer a água quente cuidar do recado. Independentemente do que estava fazendo, a simples menção dele sem a cueca já me deixava ainda mais tentado a ir lá, com uma desculpa qualquer.
“Acordou,” disse o meu gêmeo quando saiu do banheiro, alguns minutos depois. Trazia a toalha sobre o ombro. Estava enxugando o rosto, em particular os lábios. Quando acabou, deu um sorriso perfeito para mim. And tinha, assim como eu, usado aparelho nos dentes desde os dez anos de idade. Agora os tiramos por alguns meses e nossos dentes tinham o resultado mais cobiçado por qualquer dentista.
“Sim,” disse com os olhos grudados nele. Seu pênis não parecia mais duro.
“Que bom,” ele jogou a toalha em cima do meu rosto, logo depois veio pra cima do meu corpo. Enfiou a ponta dos dedos entre minhas costelas, e também na minha barriga, fazendo cocegas intermináveis em mim. O desgraçado nem estava usando cueca, o p*u molenga dele balançando loucamente enquanto ele me tirava todo o ar do corpo, com as risadas. “Vou ver o que tem pra gente comer,” Andrew finalmente saiu de cima de mim, quando percebeu que eu estava prestes a desmaiar sem ar. Eu não queria que ele se fosse. “Quero ver esse cabelo penteado e esses dentes escovados em cinco minutos,” com essas palavras, ele caminhou até o guarda-roupas.
Fiquei amuado na cama por algum tempo, fingindo que estava sem ar, mas a verdade é que eu queria contemplar aquela b***a por mais algum tempo, o quanto fosse possível. Depois me levei, rastejando os pés até o banheiro.
“Droga,” disse afastando novamente o cartaz, depois de errar pela terceira vez o modo correto de se vestir a camisinha feminina.
Aquela foi a parte boa da manhã, a que apenas te distrai. Houve mais, muito pior. O tipo de coisa que te distrai, mas também o deixa nervoso, apreensivo e com uma dor estomacal horrível.
Quando sai do banheiro, entendei quais eram aqueles sons de coisas caindo pela casa: eram mais pais. Eu não contei que eles brigavam feito cão e gato, mas que adolescente se orgulha disso? Se fosse possível, nem diria uma palavra sobre eles. Eu os odiava com todas as minhas forças quando começavam a brigar. Se a discussão durasse horas, e o nome dos filhos fosse envolvido, eu até desejava que um deles morresse, ou somente eu.
“Não tem nada pra comer,” disse Andrew assim que voltou pro nosso quarto. “Veste logo a droga do uniforme. Compro alguma coisa pra você no caminho” ele parecia normal, queria que eu o visse normalmente, mas essas brigas o afetavam tanto quanto eu.
Sem mais graça para nada na vida, vesti a cueca depressivamente. Sem ligar para o fato de Andrew estar bem ali atrás, observando cada movimento meu.
“Seu maldito bêbado...” dessa vez eles se superaram e o grito invadiu a privacidade do quarto.
“Fefe, coloca esse tênis ou te deixo aqui,” agora Andrew não estava mais o garoto tranquilo, tinha os olhos vermelhos, mas de raivo, não de choro.
Quando terminei de calçar desajeitadamente o tênis, ele segurou na minha mão e me arrastou o mais depressa possível para longe de casa. Levava sua mochila e a minha nos ombros, os dentes cerrados e um olhar amargo.
“Como estamos indo?” o professor Uchiba se aproximou silenciosamente da mesa de concreto onde eu me escondia para fazer os cartazes. Ficava na quadra da escola, debaixo de duas árvores, não muito grandes, que tinham as copas unidas, formando uma espécie de túnel. Ali era afastado do campo de futebol e vôlei, perto dos armários dos professores, e ninguém ia muito lá.
“Foi m*l, professor,” a última lembrança daquela manhã havia arrancado algumas lágrimas dos meus olhos. Sequei-as rapidamente, temendo que ele as visse.
Mas era tarde demais:
“Por um acaso,” o professor Uchiba se sentou ao meu lado “encontrei com o seu irmão um pouco mais cedo. Estava cabisbaixo, parecia estar sentindo muita raiva para um garoto daquela idade suportar. Com você é o contrário: muita tristeza para essa idade.”
“É só a forma que ele encontra pra lidar com isso,” tentei me livrar da última lágrima. Por que caralhos elas nunca paravam?
“Quer conversar sobre isso?”
Balancei a cabeça negando.
“Acho que está de saco cheio dos meus cartazes,” ele pegou um isolado, sobre a mesa, e analisou o resultado. “Você é bom nisso, paciente, uma caligrafia bonita, mas talvez eu devesse saber que tem outras preocupações e que...”
Eu sabia o que ele iria dizer a seguir, e não queria perder aquilo. Uma das poucas coisas que me distraiam, ou quase.
“Não, professor. O senhor entendeu errado, não estou chorando porque tenho que fazer cartazes para todas as salas da escola,” tentei levar o assunto de volta as provas.
“E ser dispensados das minhas aulas não tem nada a ver com sua decisão de continuar, não é?”
Eu apenas ri, um genuíno sorriso. O senhor Uchiba também riu, devolvendo o cartaz a mesa.
“São realmente bons,” voltou a dizer. Talvez estivesse com pena de mim e pensasse que elogios iriam ajudar, de alguma forma. Ajudou um pouquinho. “De qualquer modo, vim dizer que a aula está acabando e é melhor guardar tudo isso e voltar para a sala antes que os alunos saiam para o intervalo e destruam o seu trabalho.”
“Eu me esqueci que já estava tão tarde!” disse assustado, de repente, pulei do banco em concreto e comecei a organizar os pedaços de papel pela ordem das séries.
“Está com a chave do meu armário?” fiz que sim com a cabeça enquanto terminava de organizar. “Então já sabe o que fazer, nos vemos semana que vem. Agora preciso voltar antes que coloquem fogo na escola,” com um sorriso, o professor Uchiba voltou para nossa sala.
Como de costume, enquanto faço os projetos do professor Samuel, utilizo o seu armário na sala dos professores, e tudo de que preciso, lápis, borracha, tinta guache, pinceis, toneladas de papel, e essas coisas. E lá também que mantenho tudo, até ficar pronto.
Assim que entrei na sala, vi o professor Getúlio, me dava aulas de matemática no ano anterior, corrigindo algum trabalho passado para o primeiro colegial.
“Fernando, meu rapaz,” ele interrompeu o trabalho para me dedicar um sorriso amistoso. Eu era aquele tipo de aluno que conversava com os professores, na franqueza, e fazia amizade para além do quadro n***o. Eu os respeitava como eles a mim.
“Bom dia, professor Getúlio,” cumprimentei enquanto abria a porta do armário.
“Uchiba está fazendo você de escravo outra vez? Aquele lá pensa que estamos no Japão. Já lhe disse, mais de uma vez, que aqui temos leis que proíbem o trabalho escravo!”
“Gosto de ajudar, sempre que posso,” coloquei os cartazes, agora enrolados, num canto e o material que usaria na semana que vem ao lado deles, para que não saíssem dali até eu voltar.
O professor Getúlio se levantou calmamente, como quem está prestes a cometer um assassinato, mas mantem-se calmo até o último instante. Foi até a porta, deu uma boa bisbilhotada e me esperou ir até a saída, então me pediu para esperar um segundo.
“Fique de olho naquele seu irmão, está me ouvindo?” apontou o dedo para mim, com um olhar preocupado.
“O que o Andrew fez agora?” senti meu estômago revoltar.
“Quando estava voltando da minha aula na oitava série, sabe onde fica,” eu sabia. Ficava em um aglomerado afastado da direção e da cantina, do outro lado da quadra. “Pois bem, meu rapaz, estava eu passando pelos banheiros e ouvi uma conversa estranha. Como m****o do corpo docente é meu dever vigiar e cuidar dos alunos. Fui até o banheiro saber o que se passava e vi o seu irmão com uma aluna lá, não me recordo o nome, infelizmente. Não quis ir dedurá-lo, como os jovens dizem, a diretora. Sabia que estava ajudando Uchiba e preferi esperar você chegar.”
“Obrigado, professor. Vou agora mesmo até o banheiro ver se eles ainda estão lá.”
“É provável que sim. Devem esperar pelo intervalo, para saírem. De qualquer modo, coloque juízo na cabeça do seu irmão,” o professor Getúlio acenou para mim, enquanto saia da sala dos professores.
A única coisa que eu queria colocar na cabeça do Andrew era um tijolo.
Então foi por isso que o professor Samuel viu Andrew zanzando pelo corredor, quando ele deveria estar na aula. Porcaria, meus pais já estavam brigando, e se a diretora ligasse pra casa, pra dizer que Andrew andava matando aulas, eles iriam descontar toda a sua raiva nele.
“Andrew?!” eu não pretendia, mas soltei um grito bem na porta do banheiro. Ouvi um chiado de mulher, “pssssiiiiiuuuu”, e logo depois uma longa crise de tosse. “Já sei que está aqui,” disse comigo mesmo. Entrei, olhando embaixo de cada porta, até encontrar uma com dois pares de tênis sujo.
“Oi, Fer,” disse a amiga de Andrew, que estava escondia com ele. E quando digo “amiga de Andrew” quero dizer que literalmente a guria era amiga dele, não minha. Eu não era de sentir raiva por alguém tão facilmente, geralmente queria ser amigo de todos, mas aquela guria era uma coisa de outro mundo. Há um tempo, eu senti cheiro de cigarro vindo do hálito de Andrew, não perguntei se ele estava fumando, isso eu tinha certeza, ao invés disso, passei a segui-lo. Em um dia das minhas espionagens, eu o encontrei na cada dessa amiga, e a vi dando um cigarro para ele, logo na entrada. Aquilo fez meus olhos queimarem.
E agora, lá estava ele, amoitado com a cobra. Que eu não chamaria de amiga, pois, se fosse, não daria cigarros ao meu gêmeo.
“Não vai me dizer oi, Fer?” ela tinha um sorriso debochado, já sabendo que eu não suportava sua voz.
“Para você meu nome é Fernando,” rebati, querendo ser o mais cínico possível. “Você por um acaso não teria um pouquinho de vergonha nessa cara cheia de espinha?” sua p*****a.
“Olha, quantas vezes vamos ter que passar por isso?” não respondi a sua pergunta, então ela continuou: “1: Andrew é meu amigo; 2: ele está aqui por livre e espontânea vontade; e 3: se não fosse lindo como ele, eu mesma já teria te dado uns tapas no traseiro até aprender essas duas coisas,” dito isso, ela caiu em uma gargalhada, com fumaça saindo pelo nariz.
Detrás dela, surgiu meu irmão, que segurava o que eu temia, entre os dedos. E estava acesso, pela metade. Ele cutucou o ombro da amiga, que o deixou passar. Sem se importar comigo, Andrew levou o cigarro a boca e deu uma tragada. Quando estava perto o suficiente, minha mão teve um impulso, e sem pensar duas vezes, dei um tapa no seu rosto. Meus dedos atingiram a parte acessa, em brasa, mas a queimadura teve um bom consolo: a coisa havia sumido de seus lábios.
“Ai!” gemeu a amiga de Andrew, colocando a mão em volta da boca.
Tinha certeza que agora And iria fazer o mesmo comigo, mas não o fez. Apenas fitou o chão.
Naquele momento, comecei o meu discurso que sempre usava contra ele, mas em particular. Pensei que, dizendo isso perto da “amiga”, ela não daria mais o que ele sempre vinha procurar.
“Você melhor do que qualquer um sabe muito bem como perdemos a vovó. Foi um maldito câncer nos pulmões. Câncer que essas coisas causaram a ela, e senão fosse apenas a parda dela, lembra como a mãe ficou? Dias chorando, tomando remédios pra não entrar em depressão. O câncer afetou a todos nós. E como acha que vamos ficar quando você pegar a mesma doença da vovó por ser uma cabeça dura e colocar esses cigarros na p***a da boca? Não me peça para ir visitar você no hospital, morrendo por dentro, todo podre sem conseguir cagar direito, porque, Andrew, eu não vou suportar isso.”
Andrew e sua Amiga mantiveram o silêncio, só então percebi que estava chorando, baixinho. Minha respiração estava mais que agitada e minhas mãos tremiam. Meu peito doía. Por fim, a amiga de Andrew finalmente faltou algo sensato: “Melhor ir com ele, And, nos vemos na saída” dizendo isso, ela o abraçou por trás e o deixou sair.
Andamos sem rumo, sem intenção de chegar em algum lugar exato. Só andamos. Andrew me parou, puxando minha mão. Olhou rapidamente para meu rosto, para saber se eu ainda chorava, eu já havia controlado as lágrimas, como sempre fazia. Então, And fitou o chão.
“Olha, eu sei que quer chamar a atenção para você,” senti o aperto ficar mais forte, em nossas mãos. “Eu também quero chamar a atenção, ser notado. Aquela sua amiga também quer, mas o que vale agora, na nossa idade, é como vamos fazer isso. Se vai ser fazendo algo bom e útil, ou ferrando com tudo.”
Gentilmente, me livrei da mão dele. Andrew precisava pensar, e eu também. Depois que o deixei, fui direto para o meu banco debaixo das árvores.
Parei com os pés raspando o chão, o punho cerrado e os dentes à mostra. Havia cinco diabos sentados no meu lugar. No meu lugar. Cansado de apenas chorar, agi sem pensar, indo para lá o mais rápido possível. Às vezes eu sou bem i****a, tenho que concordar.
Assim que me aproximei do banco, segurei um dos caras pelo colarinho e o joguei no chão. Desprevenido, ele apenas caiu de costas, com todos os outros caras rindo e apontando para mim, como o animal exótico especial para alegrar a hoste. Tentei jogar outro para fora do meu banco, todavia eles já sabiam das minhas intenções, então apenas bateu no meu braço, me afastando rudemente.
“Sai pra lá, diacho doido,” zombou o terceiro cara que tentei tirar do meu lugar.
Enquanto isso, o primeiro cara começou a ficar de pé. Para o meu azar, era bem maior do que eu supus, sentado arqueado para a frente. p**a que nos pariu!, ele era alto, muito alto, precisei levantar o queixo para examinar uma expressão de nítida raiva.
“Quem você pensa que é?” esbravejou ele, com a voz grossa fazendo meus tímpanos vibrarem.
“Acaba com ele,” veio um incentivo do quarteto, como se o cara precisasse de mais motivos para quebrar a minha cara.
A perna dele deu um passo esmagador, bem na minha direção.
“Vou fazer com que nem sua mãe o reconheça,” então fechou o punho, e eu fechei os dentes, pronto para ficar sem nenhum.