Bondade não era uma das características mais notórias de James, mas por Brianna ele abria algumas exceções. Nos últimos dois dias, ela se recusava a se afastar de Lilith. A ruiva vinha passando m*l e até James a achou bem deprimida.
Outra surpresa foi encontrar Garret alheio ao movimento noturno da American Dream. James queria aproveitar a última ideia de Brianna para deixar a melhor amiga melhor e encurralar o sócio. A dúvida sobre ele lhe passar para trás corroía sua mente.
- Para ser sincero, fiquei surpreso por você permitir que minha esposa e a Lexi ficassem com Lilith esta noite. – Disse ele, depois de tomar um gole de whisky na área vip da boate. As mulheres estavam no apartamento vigiadas por Tom e Luis, então a oportunidade era aquela. – A loirinha não é namorada do O’Brien?
Garret continuou a ficar pensativo no canto dele, mesmo prestanto atenção ao que James dizia. Suspirou.
- Bom, houve alguns rumores, mas nada concreto. Até porque, não acho que Lili ia se importar, já que estamos bem nos últimos dias.
Ele cerrou o cenho, bebendo um pouco de seu whisky.
- Estou bastante preocupado com a Lilith. Nos últimos dias, ela tem sido amorosa comigo, então, eu achei que devia afrouxar as rédeas um pouco. Até por conta da doença dela. – E finalmente, olhou para o irlandês a sua frente. – Acha que estou errado?
James deu de ombros.
- Não. – Respondeu com sinceridade. – Se fosse Brianna no lugar dela, eu também faria tudo para que ela melhorasse. Mas, se me permite um conselho, continue deixando Martinez de vigia.
A versão oficial era de uma gastrite, mas James estava desconfiado. Não dá doença. De fato, Lilith estava bem m*l. Ele só achava que era algo mais grave e que as mulheres estavam escondendo isso.
- Estou fazendo isso. Mas, vamos falar de negócios. – Ele mudou de assunto, repentinamente. James apoiou o braço no sofá da área VIP, chegando mais próximo de Garret. – Nenhuma notícia do Speno. Meus homens não o acharam em casa e ninguém mais soube dele. Parece que a última pessoa com quem ele foi visto, foi você, meu amigo.
Garret olhou para James e logo, deu risada.
- Acha que eu o matei? – Mas, não teve resposta. Garret bebeu mais um pouco de sua bebida. – Mesmo que quisesse, não o fiz, mas eu andei falando com ele sobre O’Brien e a última vez que o vi, eles iam ter uma conversa. – Pensou. – Eu não vejo O’Brien desde então.
Foi a vez de James rir.
- Ottman, sejamos práticos. – James largou o copo de whisky sobre a mesa. – Se O’Brien fosse m***r um de nós, esse seria você. Não tem sentido ele m***r o único que poderia ajudá-lo. – Ele deu uma olhada para a boate. Lá embaixo, as pessoas dançavam e consumiam drogas sem perder tempo. – Já você... - James voltou a concentrar seu olhar em Garret. O sorriso sumindo dos lábios. – Você sempre foi capaz de tudo e nisso somos iguais.
Garret cerrou o cenho, pensativo.
- O que quer dizer com isso, McLean?
- Quero dizer que eu já fui o segundo no comando, Ottman. Eu já estive onde você está e eu sei bem que quando a ambição nos toca, ela nos faz fazer coisas que nunca pensamos em fazer. – James respondeu, sério.
Garret olhou nos olhos de James e seu corpo estremeceu de raiva pelas palavras do homem. Ele sabia bem que o irlandês estava ameaçando-o, só lhe restava rebater.
- Você quem o diga, não é, meu caro amigo? Ambição sempre foi o seu forte e você passa por cima de quem for para conseguir o que quer, é nítido nesse seu "comando". – Seu tom de voz era ameaçador. – Acredito que todos tenham que estar preparados para qualquer coisa que surgir no nosso caminho. – Deu de ombros. – Ninguém quer ser traído, não é mesmo?
James ia responder, mas as portas se abriram e surgiu Jackson e Chuck por ela.
- Eu nunca pensei que fosse concordar com você um dia, Ottman. – Falou Chuck, olhando de um para o outro, sorrindo. A expressão dos dois homens eram se surpresa. – Ninguém quer ter uma faca apunhalada nas costas. Então, que tal servir-nos whisky e termos uma bela reunião amigável, hein?
***
Depois de toda história contada por Lilith e Brianna e todo o plano contado sobre não deixar Garret saber da gravidez, tudo o que Lexi queria era beber e ser levada para casa por alguém interessante. Como precisava sempre manter sua descrição em todos os lugares, só havia um lugar que poderia ir: American Dream.
Com a jura de não contar nada a ninguém sobre Lilith, em sua cabeça, inventou alguma desculpa se fosse vista por alguns dos homens que maia odiava.
Ao chegar na boate, passou os olhos e logo, reconheceu alguém no bar ao longe. Ela se aproximou, reconhecendo Tom mais e mais. Cerrou o cenho ao perceber como estava. Ombros baixos, cabeça olhando o copo a sua frente. Ele não parecia bem. Sentou-se no banco ao lado dele.
- Você por aqui? - Falou ela, olhando para ele. - Achei que seus patrões estariam em reunião e você teria que fazer a guarda deles.
Tom sentiu o perfume dela, antes mesmo de ouvir sua voz. A baixinha abusada que às vezes lhe dava raiva, às vezes lhe atraía chegou em uma hora r**m. Tom não estava em seus melhores dias e a batida eletrônica da música não estava ajudando.
- Os patrões estão em reunião. – Sem olhar para Lexi, Tom apontou para trás, em direção a área vip. – Apostei 50 dólares com Martinez que até o final da noite vai sair algum tiro. Quer apostar também?
Lexi olhou com seus olhos azuis da área VIP para Tom, sem saber o que dizer.
- Ahn, não... Essa vou deixar passar.
Mas, algo a incomodou. Se havia algo que chamava a atenção em Tom além de suas tatuagens, era todo o seu mistério, mas naquele momento, ele estava de outro modo. Estava cabisbaixo, seus olhos fitando o copo quase vazio. Lexi pediu uma bebida e pediu que enchesse o copo dele.
- Bom, você não é assim e isso me preocupa. - Falou, chegando mais perto dele. - O que está rolando, tatuado?
Foi a primeira vez naquele dia que Tom sorriu. A baixinha abusada havia chamado ele da mesma forma que a menina Joanne o chamava.
- Essa tensão. – Falou ele, pegando o copo e bebendo um gole. – Toda a situação com os patrões... – Ele parou e suspirou. – Os verdadeiros patrões. Essa situação não é nada boa. Eu vi a senhorita Savoia e ela está muito abatida. Isso não devia ter acontecido. Não agora que temos uma chance de resolver as coisas.
Lexi respirou fundo quando ele desabafou com ela.
- É, eu acho que essa gravidez indesejada não afetou apenas a Lili. – Falou ela, triste. Sua bebida chegou e ela bebeu um pouco. – Quando Brianna me contou tudo, Lili começou a chorar em desespero, disse que Jackson e Chuck pareceram não aceitar. – Tom apenas acenou em resposta. - Eu não sei o que fazer para poder esconder essa gravidez do Ottman, mas o que nos resta é prestar toda solidariedade e ajudar a Lili. – Lexi deu de ombros. – Logo tudo isso vai passar quando esse desgraçado morrer.
Tom não entendia por que estava se sentindo à vontade em conversar. Talvez, fosse a bebida, talvez, a certeza que ninguém prestava atenção nele além dela.
Lexi Cabrera. A mulher que vinha invadindo seus sonhos.
- Eu devia ter desconfiado. – Tom soltou depois de alguns segundos calados. Quando Lexi fez uma expressão confusa, ele se virou, agarrando a cintura dela e abaixando sua cabeça, até que quase encostasse sua testa na dela. Quem os notasse, achariam que eram um casal aproveitando a noite. – Há cinco anos, eu devia ter prestado mais atenção em McLean. Eu devia ter desconfiado dele na noite do ataque. Ele foi o único de nós que estava calmo o bastante para falar de negócios e nunca chorou a morte do patrão Hale. Se eu tivesse metido uma bala na cabeça dele, nada disso estaria acontecendo agora.
Lexi se arrepiou com os movimentos e a aproximação do segurança. Ela olhou para os lados, mas não havia ninguém por perto, a música alta atrapalhava um pouco e por isso, percebeu o porquê de ele estar tão perto, mesmo que isso a desconcertasse.
- Acredito que todos nós poderíamos ter evitado, mas não fizemos. – Falou, no mesmo tom para não serem percebidos. – O melhor jeito foi ter se unido ao inimigo. O que você queria? Ter morrido? – Lexi fitou os olhos de Tom, esperando-o falar algo, o que não aconteceu. – Já basta de mortes, os seus patrões precisam de você. Lilith vai ficar bem. Aliás, pense por um lado, você conseguiu proteger Brianna. Vamos ficar calmos com tudo e agir da melhor maneira possível.
Ela era tão pequena, tão frágil... Uma princesa em meio a tanta escuridão. Lexi não devia estar em seus braços sujos de tinta. Suas caveiras não combinavam com as mechas rosas do cabelo dela. E, mesmo assim, Tom a queria de todos os jeitos possíveis.
- E qual é a melhor maneira, senhorita Cabrera? – Ele perguntou, com os olhos fixos na boca dela. – Você me fazendo de seu capacho para cima e para baixo no shopping?
Lexi abriu a boca para reclamar, mas em um segundo, ela acabou fazendo outra coisa. Se aproximou e o beijou. Ele estava tão perto e nem o gosto de whisky a impediu de continuar. Seu coração bateu forte e ela sabia muito bem que todas as provocações dele com ela iria terminar naquilo. Ele não a rejeitou. Tom era misterioso e nunca se soube sobre envolvimento com qualquer mulher da cidade. Lexi esperou que fosse a primeira.
Quando se afastou, ele a olhou surpreso. Parecia querer falar algo, mas não fez. Então, sorriu, levantando o queixo.
- Não te faço de capacho, apenas cumpro ordens. Agora, que tal me levar para uma mesa mais reservada para que possamos continuar conversando, tatuado?
Tom sorriu.
- Perfeitamente, patroa. – Implicou ele, já direcionando Lexi para sair do bar.
Eles se misturaram com os frequentadores animados ao som da música. Bebidas e drogas passavam de mãos em mãos pela pista de dança. Com sorte, Tom ganharia o coração de Lexi e os 50 dólares de Luis Martinez
***
Do segundo andar da boate, Luis a viu chegar. Os cabelos loiros balançavam expondo as mechas rosas, que se iluminavam pelas cores das luzes da American Dream. Mesmo na multidão, ele a viu.
Lexi era diferente das mulheres as quais ele estava acostumado. Sabia bem que ele não chegava aos pés dela. Lexi era rica, influente e, por mais que se mantivesse neutra nos negócios dos patrões, ela sempre foi muito próxima a eles.
Então, ela não devia servir também para Tom. Assim como Luis, o segurança não era ninguém na hierarquia da cidade.
Mesmo sabendo de tudo aquilo, Luis não pode deixar de desejar ser ele a sentir os lábios da pequena loira atrevida. Deveria ter sido ele, lá no bar, segurando em sua cintura e a movendo entre a multidão.
Bom, era melhor que ele fosse verificar como a reunião dos patrões estava. Já havia perdido Lexi para Tom, só lhe restava cuidar para não perder a aposta, tampouco que a presença dos O’Brien na American Dream terminasse em um banho de sangue.
***
- Saiam da minha boate!
- Ottman... – James chamou.
- Eles vão sair agora!
- Ottman...
- Martinez! Alkmmar! Cadê esses imprestáveis? – Garret continuou sua ofensiva. – Minha arma, cadê minha arma?
- Ottman! – James gritou o mais alto que pode, sem perder a compostura. – Pare com essa palhaçada. Quantos anos você tem?
Garret abriu e fechou a boca tantas vezes que James cansou de esperar por uma resposta. Foi-se o tempo que a American Dream era um território que os gêmeos O’Brien não colocavam os pés. A audácia deles começava a irritar James. Ele olhou bem para o homem loiro a sua frente.
- Quando você diz reunião amigável, Chuck, você quer dizer que vai segurar sua língua e suas gracinhas ou devemos logo puxar nossas armas e fazer dessa noite um faroeste?
Os gêmeos trocaram olhares, ainda calmos e convencidos de que os dois homens ali não contavam com a aparição dos dois.
Jackson deu de ombros.
- Eu e meu irmão não temos nenhum motivo para qualquer gracinha quando nossos assuntos são os nossos negócios. – Ele andou de um lado, se sentando em uma das cadeiras. Chuck se aproximou, ficando em pé ao lado dele. – Que eu saiba, somos livres para andar em Royal Echo, não é mesmo?
Chuck sorriu ao ver que nenhum dos dois respondeu Jackson. Ele cerrou o cenho.
- Ou eu acho que pode ter alguma coisa incomodando vocês. – Falou, pensativo. – Abram-se conosco, somos sócios e amigos, não é? Peguem um lugar e nos contêm. Parece que vocês não contavam com a nossa presença aqui.
James deu de ombros, voltando a ficar calmo em seu lugar.
- Bom, nossa última reunião não acabou muito bem. – Falou, empurrando seu copo vazio para centro da mesa. – Mas, acho que podemos ser cavalheiros e honrar nossos negócios.
Garret bufava feito uma criança contrariada. Seus olhos iam de James para Jackson e de Jackson para Chuck, de volta para James. Mas, se ele esperava que o sócio fizesse algo, ele estava enganado.
- Minha boate não é território para vocês. – Garret anunciou, voltando a se sentar na cadeira e encheu mais alguns copos de whisky, além do de James. Ele não gostava de ser tratado como um funcionário. – Eu sei muito bem o que querem aqui. Porém, perderam a viagem. Minha mulher... – Ele frisou bem o "minha". – Não está aqui.
Mais uma vez, eles riram.
- Nós não queremos saber de nada sobre... Sua mulher, Garret. – Falou Chuck, arrumando as mãos na frente do corpo. – Está rolando um papo pelas ruas de que um dos nossos sócios está desaparecido. – Sorriu ao ver a expressão dos dois homens.
Jackson olhou de Garret para James, esperando uma resposta.
- Keith desapareceu e vocês não estão preocupados? – Jackson tentou expressar preocupação. – Estamos a dias de atraso com algumas entregas e tem alguns clientes muito preocupados nas ruas. Se Speno não pode trabalhar, então estamos aqui para oferecer um acordo.
Garret suspirou, ignorando James e focado nos gêmeos. Era mentira deles. Lilith era a obsessão dois. Então, se eles estavam ali, era para vê-la.
Verdade fosse dita, Chuck estava mais magro, os olhos azuis brilhantes e cheirava bem. Então, ele teria que agir. Tirou do bolso um saquinho de cocaína e jogou sobre a mesa. Ele sempre tinha um, caso algum cliente VIP pedisse.
Passando a mão pela barba, James analisou bem os homens a sua frente.
- Speno sumiu depois de conferir a mercadoria que veio da Colômbia. Parece que faltaram alguns fuzis. – Explicou James, mantendo a mentira que havia combinado com Garret. Se Speno aparecesse, a história poderia ser confirmada. – Ottman disse que Keith saiu daqui para ir atrás de você, O’Brien. Tem certeza de que não falou com ele?
Chuck estreitou seus olhos nos movimentos de Garret e ao ver a Cocaína na mesa, seu coração disparou. Os olhos azuis brilharam. Fora difícil para ele enquanto estava na reabilitação e o maldito só brincava com ele. Com tantos problemas acontecendo, era na d***a e nas bebidas que ele encontrava conforto.
Jackson só percebeu os movimentos de Garret quando Chuck se mexeu ao seu lado. Ele passou os olhos e viu a d***a na mesa e Garret a arrumando. Tentou voltar ao seu foco.
- Acontece que Keith não apareceu na minha casa. Eu até cheguei a esperá-lo, pois tínhamos alguns assuntos a trabalhar, mas acabou não aparecendo. – E olhou, pensativo para Garret. – Eu gostaria de saber mais sobre a mercadoria que James diz ter faltado, assim quem sabe você mantém seus olhos e ouvidos mais ocupados em nós do que ter que tentar meu irmão, que está limpo a mais de meses do vício dele, com essa atitude sua. Somos adultos querendo achar uma solução óbvia para um problema grave, enquanto você está agindo como uma criança mimada mostrando seus brinquedos mais caros. – Disse Jackson, fitando Garret.
Garret cerrou os dentes. Jackson sempre foi o cabeça dentre os irmãos, o mais centrado, o mais protetor. Ele era irritante. A carreira do ** branco estava sobre a mesa e Garret terminava de enrolar uma nota de 100 dólares para funcionar como canudo.
- Ah pelo amor de Deus, O’Brien. – Ralhou, arrastando o canudo feito com a nota de dinheiro na mesa. – Se seu irmão não sabe se controlar o problema é dele, não meu. Certo, O’Brien?
Sem esperar uma resposta, Garret aspirou a cocaína pelo nariz. Ela era bem pura e forte. Isso o fez se sacudir e rir.
- Alguém mais quer? – Perguntou, rindo.
James balançou a cabeça. Às vezes, ele se perguntava como tinha tanta paciência para lidar com Garret.
- O que falta não importa mais. – James tomou a frente da conversa. As picuinhas de Garret iam ter que esperar. – Com Speno sumido, perdemos nosso contato com a Europa. O que significa que não temos como enviar as mercadorias para lá e isso sim, é um grande problema.
- E é aí que entramos. – Disse Chuck, com uma voz bem potente, não queria deixar dúvidas do seu novo eu. Até Jackson olhou para ele. – Mas antes, preciso esclarecer uma coisa a você, Garret. – Apontou para o homem. – Você acha que fazendo isso, eu posso simplesmente ter uma bela recaída e vocês dois provarem para o meu irmão que eu não mudei. Acontece que eu passei quatro semanas em uma reabilitação por ele, eu reconheci os meus erros e sei o que meu irmão passou comigo. Então, não vai ser um ser repugnante e infantil que vai tirar a confiança que Jackson depositou em mim. – Levantou o queixo, mostrando superioridade. – Sabemos que você não tem nada no mundo e só conseguiu porque bateu o pé ou obrigou as pessoas a fazer o que quer e me pergunto se você não esteja manipulando o próprio McLean aqui para ter o que quer. – Deu de ombros. – Pelo que sei, Speno esteve com você a última vez, então... Talvez o corpo dele esteja no mar.
Jackson sorriu de canto enquanto Chuck falava. Dentro dele, bateu um orgulho muito grande. Chuck continuou falando.
- Quanto ao plano que iamos te falar, eu e Jackson estávamos pensando em assumir a posição de Keith, mas... Isso requer a um aumento em nosso negócio. Assumiremos duas áreas, então queremos a porcentagem que Keith tinha e mais alguns... Atributos. Tudo pelo negócio que você ama tanto, não é, James?
Garret se levantou da cadeira, ao mesmo que James. Se ele pudesse... Se pelo menos, conseguisse acertar uma bala no meio da testa de Chuck... Mas, não. James estava segurando seu braço.
- Você não pode concordar com isso. – Ele olhou para o sócio, irritado. – Eles estão na minha boate, exigindo mais dinheiro, mais poder, me insultam e você não faz nada?!
- Eu estou tentando fazer, Ottman. – James respondeu baixo, ainda segurando forte o braço de Garret. – E, de uma coisa, O’Brien tem razão. Você foi o último a falar com Keith. Você realmente pode ter se livrado dele. Então, se quer que eu acredite que não tem nada a ver com isso... Senta. – Ordenou James, mas Garret ficou parado no lugar. - Eu mandei sentar-se.
Mandei.
Mandei!
James McLean se achava mesmo o Rei de Royal Echo. Mesmo em sua boate e chapado, Garret sabia que estava em desvantagem. Talvez, Lilith tivesse razão. Talvez, James ia lhe apunhalar. Já estava, inclusive.
Ele se sentou, de novo.
- f**a-se. Faça o que quiser.
James respirou fundo e ajeitou o paletó, sentando-se também.
- Quer me explicar como vocês vão assumir essa parte do negócio? Com que contato na Europa? – Perguntou, interessado.
- Ah! Pelo visto cheguei bem na hora. – Uma voz masculina, com forte sotaque irlandês, interrompeu a conversa. Um homem branco, com cabelo bem cortado, calça jeans preta e jaqueta de couro com a gola levantada, entrou na área VIP. Se ele fosse um personagem de Mateoces de banca de jornais, com certeza, seria um vampiro sedutor. – Se precisam de alguém para abrir as portas do velho continente, então, precisam de mim, amigos
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