Tudo o que Brianna queria era paz, mas depois de tantas coisas acontecendo, parecia que estava longe de ter isso. A gravidez de Lilith havia mexido com todo mundo, abalou um pouco as estruturas, principalmente dela, Jackson e Chuck.
Seguindo o plano e depois de saber, através de James, o que aconteceu na reunião na noite anterior, Brianna precisava falar com Jackson. Deixou uma mensagem e seguiu para o ponto de encontro: a igreja da Santa de la Muerte.
Como sempre, Tom a acompanhou e ficou do lado de fora, enquanto a mulher apenas observou a igreja pelo lado de fora por alguns minutos. Esperava já encontrar o homem lá dentro. Então, entrou.
A igreja estava vazia, sem ninguém naquele horário. Seria ela e suas orações, mais ninguém. Fez o sinal da cruz e se sentou no banco de sempre. Olhou para o confessionário, precisava se confessar e aquilo ocorreria hoje.
Sentiu uma presença chegar e se sentar atrás de si, não olhou para trás, suspirou.
- Precisamos avançar com o plano. – Começou olhando para a imagem da Santa no meio da igreja. – Você e seu irmão precisam se acertar com Lili, ela não está bem. Ela está muito triste, mesmo que negue isso, eu sinto.
- Jackson e Chuck também estão péssimos. – Falou Mateo, vestido com seu casaco e capuz sob a cabeça. Ele não queria desrespeitar a Santa, mas não podia arriscar ser reconhecido. – São dois cabeças duras.
Sua voz alarmou Brianna e ele teve de agir rápido. Colocou sua mão sobre o ombro dela, impedindo-a se virar.
- Continue rezando. – Ordenou. – E me encontre na sacristia. O padre Ross vai nos dar algum tempo para conversarmos.
Sem dizer mais nada, Mateo se levantou do banco e andou pelo corredor lateral da igreja. A sacristia era nos fundos, ele conhecia bem o caminho. Havia sido coroinha quando jovem.
Mateo esfregou o peito, bem onde sua tatuagem da Santa Muerte estava gravada na pele. Devia a ela sua vida e pagaria mandando algumas almas para inferno.
Brianna endureceu no banco por alguns minutos. Mateo era louco! E se fosse visto? Ele se arriscava demais. Se acalmando, Brianna respirou fundo, fez o sinal da cruz e se levantou, seguindo os mesmos passos de Mateo até a sacristia.
Chegando lá, Mateo a esperava, olhando para a porta.
Brianna fechou sua expressão.
- Você é louco? O que está fazendo aqui? – Disse, ríspida. Ela se preocupava demais com ele. Não queria perdê-lo de novo. – Você está se arriscando muito. Onde está o Jackson?
Mateo sorriu.
- Reclamando que Fergal vai ver Lilith hoje e ele não. – Ele deu de ombros. Não que não se importasse com os amigos, só não entendia por que tanto ciúmes. – Eu precisava te ver. Queria te ver. Não suporto estar mais longe de você.
Mateo deu um passo na direção de Brianna, que recuou outro. Eles ainda não haviam se conectado como antes, mas Mateo tinha esperanças de que era só questão de tempo.
Então, ele suspirou, pesadamente.
- Está chateada comigo. O que eu fiz agora?
Brianna olhou para Mateo, sua cabeça estava cheia de perguntas, mas só havia uma que precisava perguntar diretamente a ele.
- Onde está Keith? – O homem a sua frente ficou sério e olhou para baixo. – James estava conversando com alguém e disse que Keith estava desaparecido e, possivelmente, morto, que agora, quem vai cuidar das cargas europeias seria o Finn. – Ela cruzou os braços. - Você e os dois idiotas iam falar com ele. Agora me diz que você não quebrou a promessa que me fez, Mateo.
Mateo levou alguns segundos apertando os punhos, tentando não ficar com raiva da esposa. Mas... Maldição! Por que é que ela defendia tanto o traidor?
- Tudo o que você precisa saber, é que eu cuidei de Speno a minha maneira. – Disse Mateo, erguendo o rosto e aprumando os ombros. – Ele não vai mais nos atrapalhar e nem ficar babando em cima de você.
Brianna riu, soltando os braços envolta do corpo.
- A sua maneira... – Ela caminhou até uma cadeira de madeira e se sentou. – Eu conheço à sua maneira e eu espero que não seja verdade. – Era nítido a decepção em sua voz e olhar. – Você deveria entender que só tem um homem na minha vida e por que teme outros? Keith era especial demais para mim e você me prometeu não tocar nele. Eu espero estar enganada, Mateo, eu... – Ela se levantou de novo, indo para a porta. – Eu preciso ir embora.
Mateo segurou o braço de Brianna, impedindo-a de sair.
- E se eu matei Speno? – Perguntou ele, com raiva. – Eu tinha o direito de me vingar. Sangue por sangue. Traição por traição! Keith Speno tramou minha morte com McLean e ele tinha que pagar por isso!
Brianna balançou o braço até que Mateo o soltasse.
- Você está cego seu plano de vingança. Fique com ele, então.
Assim, se virou de costas e saiu, sem se importar de olhas para trás. Brianna tinha lágrimas nos olhos. Por que não contava a Mateo o motivo de proteger tanto Keith Speno? No fundo, ela sabia que ele não entenderia, já que estava tão cedo em seu plano de vingança.
Ao voltar a igreja, olhou para a porta de saída e pensou em ir embora, mas ao virou-se para o confessionário. Seu coração apertou. Talvez se tirasse aquilo do peito, a ajudaria. Então, seguiu para o confessionário. Padre Ross não estava lá, mas logo, chegaria.
***
Lilith estava, de novo, em seu lugar favorito de sua prisão pessoal: o parapeito da janela do apartamento de Garrret. Dessa vez, observava os raios de sol banhando as ruas, deixando Royal Echo com o aspecto arenoso. Ao sul, ela conseguia ver as planícies do deserto do Novo México.
Desde que soubera da gravidez, Lilith não tinha forças para muita coisa. Brianna e até Lexi tentaram animá-la, mas a única coisa que as amigas conseguiram na noite passada foi forçá-la a comer. Lilith esperava que Jackson e Chuck fossem se chatear com o bebê inesperado, mas não a ponto de rejeitar alguém que não tinha culpa de nada.
- Garrret? – Ela ouviu o barulho da porta de entrada e saiu de seu lugar. Forçou um sorriso ao ver o homem com cabelo descolorido entrar. – Você saiu cedo esta manhã. Algum problema?
A desculpa da gastrite estava funcionando e, se Garrret não procurasse o médico para saber mais informações, Lilith manteria assim. Garrret nunca descobriria que ela esperava dentro de si um filho dele.
Depois da conturbada noite Garrret deu um espaço para Lilith. Mesmo carinhosa, ela continuava distante. Por isso, só foi até o quarto de Lilith quando se sentiu confiante.
- Não, está tudo bem, querida. – Falou, da porta. Lilith estava estranha, mas mais uma vez, não queria perturbá-la. – Bom, eu quero saber como você está, se está querendo companhia.
Lilith deu de ombros.
- Estou me sentindo melhor hoje. – Disse ela, sem muita empolgação. – Brianna vai marcar uma nova consulta para mim na próxima semana. Ela disse que seria bom ver um especialista.
Que no caso de Lilith, seria um obstetra, mas essa era outra informação que Garrret nunca teria.
Garrret sorriu.
-Ótimo, porque tem uma pessoa querendo ver você.
Não deu tempo de Lilith esboçar qualquer reação. Fergal em sua camiseta e jaqueta entraram pela porta e mais uma vez, ele abriu um grande sorriso.
- Parece que temos uma moça entediada e doente por aqui, não é? – Ele olhou para Garrret. – Não foi uma crítica a você, meu amigo.
Garrret apenas revirou os olhos.
- Vou deixá-lo a sós. Cuide da minha mulher hein. – E saiu.
- Fergal!
Lilith abraçou forte o irlandês, realmente demonstrando seu afeto por ele. Fergal era um amigo de longa data, de épocas mais felizes. Os dois se deram bem a primeira vista.
- Hale disse que você viria. – Ela falou baixo, segurando nas mãos dele e o puxando para se sentar em sua cama. – Senti tanto sua falta! Odeio que de mais atenção aos seus negócios na Europa no que na América.
Ele a acompanhou e se sentou ao seu lado, pegando sua mão.
- É um pouco complicado tudo, mas prometo que tudo dando certo, voltarei a Royal Echo o mais rápido possível. – Falou Fergal, logo em seguida, a abraçando de novo. – Eu soube da sua gravidez. Ai Lili, eu nem sei o que te dizer nessa hora. – E se afastou só para olhá-la. – Eu sinto muito por tudo, sei que não é de quem você gostaria, mas tenho certeza de que essa criança será amada. Você é maravilhosa.
Lilith piscou, várias vezes, surpresa por Fergal já está sabendo. Provavelmente Mateo tenha contado a ele, preocupado ou Luis. Tanto fazia.
- Obrigada. – Respondeu, tentando não se emocionar. Estava farta de lágrimas. – Meu bebê não terá pai, mas terá uma mãe que vai lutar muito por ele. – Lilith ergueu o queixo, orgulhosa de sua decisão. – Me diga, o plano está funcionando? Não sei por quanto tempo vou conseguir esconder de Garrret então, precisamos ser rápidos.
O irlandês olhou para ela.
- Na reunião de ontem, eu estive em conversa com James. Eu acredito que ele mordeu a isca, percebi que ele já está desconfiado de Garrret a um tempo. – Isso fez Fergal se lembrar de algo. – E digamos que James não seja o único desconfiado da história. – Lilith fez uma expressão confusa, o que fez Fergal pensar sobre como ela reagiria ao que estava prestes a contar. – Jackson e Chuck estavam na reunião, foram um tanto hostis comigo e no final, ainda me ameaçaram. – Ele riu. – Eles acham que eu estou apaixonado por você. – Depois, deu de ombros. – Eu soube que não reagiram bem a sua decisão, mas... É perceptível que eles ainda te amam. Você realmente completa eles.
- Minha história com os O’Brien terminou há três dias. – Decretou Lilith, rapidamente. – Eu entendo que eles não podem amar essa criança, não é uma responsabilidade deles.
Ela se levantou. Boa parte de sua vida, ela se virou sozinha. Sabia como funcionava o sistema de adoção do país e de como orfanatos e lares adotivos não passavam de uma piada de mau gosto para crianças abandonadas. Conhecer Brianna mudou toda a sua trajetória, só que o futuro começou a se desenhar diferente e Lilith não podia jogar sobre os ombros da amiga um problema que não era dela. Ela merecia recomeçar com Mateo.
Quem sabe Royal Echo não fosse mais seu lar?! Sem querer, Jackson e Chuck acabaram lhe dar uma saída.
- Quando isso acabar, quando recuperarmos o controle da cidade, acha que eu poderia passar uma temporada com você na Irlanda? – Perguntou, mordiscando o lábio.
Fergal se levantou, balançando a cabeça.
- Você sabe que é bem-vinda quando quiser a minha casa. Eu e Allen estaremos a recebendo quando você for... Ou melhor, quando Garrret deixa você livre, terá quarto e companhias do jeito que gosta, mas... – Ele a segurou por um ombro e levantou o queixo de Lilith. – Não quero defender Jackson e Chuck, mas precisa dar um tempo aos dois. Não é fácil você saber que a mulher de sua vida está grávida do homem que a tirou deles. Eu estive com eles, estava nítido nos olhos dos dois o quanto estão sofrendo e olha o que estão fazendo para te dar o melhor e tirar desse inferno. Não termine com eles, não dê ultimato, apenas dê tempo. – Ele aproximou seu rosto do de Lilith. – É nítido nesses olhinhos castanhos que você os ama demais, só apenas dê tempo a eles. Promete para mim?
Droga... Lá estava ela começando a chorar de novo.
É claro que ela amava os dois gêmeos idiotas mais do que a si mesma. Afinal, fora por eles que ela sacrificou cinco anos da sua vida. Mas, e eles? Será que com o tempo Jackson e Chuck poderiam amar seu bebê como ela já amava?
- Eu prometo. – Concordou ela, tornando a abraçar Fergal com força.
Seria um milagre. Rezaria para a Santa Muerte todos os dias se aquilo acontecesse.
***
Quando Lilith perguntou sobre a mansão, Chuck achou que o irmão gêmeo suavizou muito o estado em que de fato o imóvel se encontrava. Tudo estava no mesmo lugar e limpo, graças a faxineira que vinha uma vez na semana. Fora isso, é como se Jackson tivesse se recusado a deixar o tempo passar.
Nada foi mexido.
Nada foi trocado.
Nem parecia que Jackson morava naquela casa. Faltava presença, faltava "vida" para o lugar.
Chuck andou pelo quarto que era seu, chutando suas botas de combate no tapete. A reunião da noite passada não saía de sua cabeça. Não dava para entender por que Ottman permitia que Fergal se encontrasse com Lilith. O que é que o irlandês tinha de diferente? Não era possível que Ottman se sentisse tão seguro assim, a ponto de ter Fergal como um amigo.
Mais uma outra coisa, o incomodava.
"Alguém mais quer?"
Foi a pergunta de Garrret depois de cheirar a cocaína. Chuck se saiu bem, melhor até do que ele imaginara. Mas, a cena não saiu de sua memória. Por mais que a clínica de reabilitação o tivesse ajudado e sua força de vontade se mantinha no comando de suas decisões, Chuck desejou sim aspirar o ** branco que tanto foi seu melhor companheiro nos últimos anos.
Porra, Lilith estava grávida! Ia ter um bebê com o mesmo sangue podre de Garrret Ottman. Por que ela queria aquela criança?
Chuck se sentou em sua cama e segurou seu travesseiro. Talvez precisasse de algo que o acalmasse, que clareasse suas ideias. Ele enfiou a mão por dentro do forro do travesseiro e suspirou quando seus dedos tocaram o plástico que há meses ele escondeu ali.
Chuck puxou o saquinho da cocaína e soltou o travesseiro. Ficou olhando a cocaína. Ia ser só uma "cheirada". Ele chegou a abrir o saquinho, chegou a suspirar de desejo... Então, se levantou, caminhou até o banheiro de seu quarto e jogou tudo na privada.
Desde a reunião, uma coisa que Jackson havia percebido era que Chuck não havia dado uma palavra, nem com ele, nem com ninguém. No fundo, conhecia bem o irmão gêmeo, assim como Jackson, Chuck havia se incomodado com muitas coisas que haviam acontecido, principalmente, sobre Fergal.
E aquilo se estendeu pela noite e pelo dia todo. Chuck ficou em seu quarto, não quis comer, muito menos conversar. Aquilo fez Jackson temer. Lembrou-se de algo: Garrret oferecendo cocaína ao irmão. Por muito tempo, esse era o motivo do gêmeo estar trancado no quarto. Era assim que Chuck usava sua d***a sozinho.
Temeu que ele tenha tido uma recaída, mas se surpreendeu ao chegar na porta do quarto do irmão. Chuck não o viu, por isso se levantou e foi ao banheiro, com Jackson o seguindo. Ao vê-lo jogar as drogas no vaso, sorriu, revelando sua presença no cômodo.
- É... Você realmente mudou em muito pouco tempo. – Falou, encostando na porta e cruzando os braços. – E eu não estava dando nenhuma chance de que veria isso um dia. Parabéns, O’Brien. Você realmente me surpreendeu.
Chuck se assustou com a voz de Jackson e se afastou do assento sanitário. Só então percebeu que suas mãos estavam trêmulas e ele suava.
- É. Eu disse que eu era um novo homem. – Chuck se virou para a bancada do banheiro e abriu a torneira, já começando a lavar as mãos. Não queria arriscar e ter nenhum ** da cocaína colado em sua pele. Foi quando encarou o irmão gêmeo pelo reflexo do espelho. – Lilith nos odeia.
Jackson abaixou a cabeça. Sim, aquilo era verdade. A mulher da vida deles, que se sacrificou e fez de tudo para que os dois continuasse vivos os odiava. Jackson caminhou de volta ao quarto e se sentou em uma poltrona velha que Chuck mantinha no quarto.
- Ela tem razão de nos odiar. – Falou, finalmente. – Nós fomos dois completos imbecis ao dizer tudo aquilo a ela. Mais uma vez, deixamos nosso ódio por Garrret e tudo o que aconteceu falar mais alto. – Passou a mão na cabeça. – Garrret só a está usando contra gente, por isso ele deixa outros homens como Fergal ter i********e com ela, para nos provocar.
Era um bom ponto a se pensar. Garrret era esperto. Manipulou e usou Lilith do modo que quis todos aqueles anos. E onde ele e Jackson estavam?
Enquanto Chuck se afundava nas drogas, Jackson se dividiu entre cuidar de Mateo e limpar suas bagunças na cidade. E Lilith? Lilith os protegeu, os manteve vivos aguentando todo o inferno de Ottman sem reclamar.
- Fergal é um i*****l. – Resmungou, se sentando de novo na cama. De repente, ele sorriu. – Já pensou se for uma menina? Uma garotinha com perninhas rechonchudas e cachos ruivos? – Chuck olhou para Jackson. – Lembra quando demos a Joanne uma casa de bonecas? Passamos uma tarde toda tentando montar aquele negócio gigante. Brie nos disse que um dia seríamos bons pais.
Os olhos de Jackson encontraram os azuis de Chuck. Ele se lembrava daquele dia. Mateo ria dos dois tentando ler instruções em outra língua, Joanne era bem pequena e se divertia com toda a palhaçada dos dois. Seus olhos desviaram para algum ponto do quarto.
- Eu entendo o lado da Lilith. – Finalmente falou. – Tivemos pais que nos amaram, nos deram educação e explicaram muita coisa para a gente, então não podemos dizer que sabemos o que é passar sua vida em orfanatos, esperando que alguém te adote. Sabemos que isso não foi uma fase boa para Lilith e Brianna, por isso, me sinto um i****a de deixar a mulher que amamos tanto escapar daquela mansão de novo.
Jackson se levantou, com raiva e foi até janela. Olhou para fora. O quintal estava bem cuidado, mas faltava sempre o toque dela. O jardim que Lilith sempre cuidava.
- Já sofremos muito por cinco anos inteiros, Chuck. Eu não quero mais isso. – E se virou. – Realmente, a criança não tem nada a ver com Garrret e não terá. Então, decidi apoiar Lili na gravidez. Não sei a sua decisão, mas eu acho que não viveria mais sem ter ela do lado.
Chuck fitou o tapete, bem onde suas botas estavam. Será que ele seria capaz de amar uma criança que não era sua? Amava Joanne como sobrinha, mesmo não sendo do seu sangue. Amava Mateo como um irmão, daria sua vida para ele, tanto quanto daria por Jackson, seu gêmeo. Brianna e Lillith não eram parentes, mas desde pequenas cuidavam uma da outra.
Sua família não era de sangue.
Era de escolha.
Chuck suspirou. Como pudera ser tão burro?
- Eu concordo. – Chuck caminhou até Jackson e o olhou nos olhos. – Vamos amar esse bebê como se fosse nosso. Porque ele vai ser nosso. Vai levar nosso nome, nossa p******o e tudo o que pudermos dar a ele. – Então, ele sorriu. As covinhas de suas bochechas aparecendo. – Só que primeiro a gente tem uma missão bem difícil: fazer a ruivinha mãe leoa nos perdoar.
Jackson não esperou por mais nada. Apenas abraçou o seu irmão. A quanto tempo não faziam aquilo? Eram companheiros, parceiros, irmãos e nada, nem ninguém poderia mudar aquilo.
Depois que separaram do abraço, Jackson sorriu, passando o braço nos ombros dele.
- E eu acho que tenho uma ideia. – Disse, pegando o celular. – Mas antes, que tal um banho e comer um pouco? Você está fedendo, Chuck.
Chuck tentou acertar um t**a na nuca do irmão, mas Jackson foi mais rápido se desviando e fugindo dele.
- Mais respeito comigo, moleque! – Ele fingiu estar bravo. – Sou seu irmão mais velho por três minutos de diferença.
Jackson mostrou o dedo do meio para Chuck e ele riu. Era bom que Jackson tivesse mesmo uma ideia muito boa para Lilith os perdoar, ou ele tentaria acertar o t**a de novo e dessa vez, ele não ia errar.
***