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A Maldição da Rosa

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musculoso
love at the first sight
addiction
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intro-logo
Sinopse

Duas fazendas. Duas famílias rivais. Um amor arrancado pela raiz, mas que jamais deixou de florescer em segredo.Na Fazenda das Rosas, Rosa Andrade aprendeu cedo o que era viver em silêncio. Forçada a um casamento c***l com Antenor, perdeu o filho na lua de mel após ser agredida e sepultou, junto daquela dor, sua crença no amor. Durante anos suportou humilhações até que, enfim, sua melhor amiga Ana encontrou coragem para denunciar o abusador, obrigando-o a fugir. Livre das correntes, mas marcada por cicatrizes invisíveis, Rosa acredita que já não sabe mais como recomeçar.Do outro lado da cerca, na Fazenda Roseiras, retorna Felipe Moura, o menino que foi seu primeiro beijo, seu primeiro amor, sua primeira vez. Hoje, um CEO de sucesso, ele volta ao campo para fugir do escândalo de sua separação com Virgínia, uma mulher que fez do casamento uma farsa e da traição, um espetáculo público.Rosa e Felipe cresceram lado a lado, unindo corações apesar do ódio entre seus sobrenomes. Estavam destinados a um futuro juntos, até que a ambição das famílias os separou. Ele acreditou na mentira de que Rosa o havia traído com Antenor. Ela acreditou que Felipe a havia trocado por Virgínia. O amor se transformou em rancor, e o rancor em distância.Mas o destino, c***l e ardiloso, os coloca novamente frente a frente.E, quando seus olhares se cruzam, tudo o que foi enterrado sob a terra da vingança e do orgulho volta a florescer: o desejo, a dor, a saudade, a raiva… e um amor que insiste em sobreviver.O problema?O passado não esquece. Antenor ainda ronda como uma sombra perigosa, e Virgínia está disposta a destruir qualquer chance de reconciliação.Entre memórias que sangram e beijos que queimam, Rosa e Felipe descobrirão que há feridas que só o amor ou o fogo, podem curar.Mas para que as rosas voltem a florescer, será preciso enfrentar o peso das famílias, os fantasmas do passado e a verdade que ambos juraram esquecer.Porque o primeiro amor nunca morre.Ele apenas espera.E, quando retorna, exige ser vivido até a última pétala.

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Capítulo 1 – O Jardim Onde Tudo Começou
O sol nascia lento sobre as colinas, tingindo o horizonte de tons dourados e rosados. O campo parecia respirar, como se cada planta despertasse junto com a manhã. O vento soprava leve, carregando o perfume das rosas recém-abertas da Fazenda Andrade e o cheiro forte das roseiras da propriedade vizinha, a Morais. Era nesse espaço de fronteiras invisíveis, mas cheias de rancor, que duas crianças descobriram o início de algo que nem sabiam nomear. Rosa Andrade corria descalça pelo jardim, os pés pequenos sujando-se de terra, as mãos colhendo flores que jamais seriam aceitas dentro de casa. A mãe dizia que rosas vermelhas eram para decorar o altar da igreja, nunca para brincar. Mas Rosa sempre acreditou que cada pétala escondia um segredo, e que só quem ousava tocá-las poderia escutá-los. Do outro lado da cerca de madeira, um menino a observava em silêncio. Felipe Moura, com cabelos revoltos e olhos castanhos que refletiam o céu, fingia estar ocupado ajudando o pai a verificar os cavalos, mas sua atenção estava completamente voltada para a menina. Havia algo nela que o atraía, não sabia se era o riso fácil ou a forma como se ajoelhava para cheirar as flores, como se guardasse nelas um mundo inteiro. — Você não devia roubar as rosas — disse ele, a voz firme, mas curiosa. Rosa ergueu a cabeça, assustada. O coração bateu mais rápido, não de medo, mas do impacto de encontrar aquele olhar. — Não estou roubando, estou cuidando delas — respondeu, erguendo o queixo como quem desafia. Felipe apoiou os braços na cerca, inclinando-se. O vento bagunçava ainda mais seus cabelos, mas ele parecia não se importar. — Cuidando? Cortando do caule? Isso não é cuidado, é egoísmo. Rosa franziu o cenho. — Egoísmo é deixar as flores morrerem sem nunca tocá-las. Houve silêncio entre eles, quebrado apenas pelo farfalhar das folhas. Felipe sorriu, quase sem querer. Rosa percebeu o sorriso e, por algum motivo, quis guardá-lo para si, como uma das pétalas escondidas no bolso do vestido. A rivalidade entre as famílias já era assunto de adultos, mas as crianças sentiam seu peso mesmo sem compreender totalmente. Os Andrade acusavam os Moura de querer comprar suas terras, os Moura acusavam os Andrade de roubar segredos de cultivo. Brigas em reuniões, olhares atravessados na missa, promessas de vingança nos corredores escuros da cidade. Para Rosa e Felipe, no entanto, tudo isso parecia tão distante quanto as nuvens. O que importava era aquele pedaço de cerca que os separava e, ao mesmo tempo, os unia. Felipe saltou por cima da madeira, o coração acelerado com o risco. Nunca deveria atravessar, sabia disso, mas o desejo de estar mais perto dela foi mais forte. Rosa arregalou os olhos, surpresa. — Você enlouqueceu? Se alguém te vir aqui, vai haver guerra. — Já existe guerra — respondeu ele, aproximando-se. — Só que não é nossa. As palavras, ainda que ditas por um menino, tinham um peso inesperado. Rosa ficou sem resposta. Sentiu uma estranha confiança naquele instante, como se o inimigo que sempre lhe disseram para evitar fosse, na verdade, o único que a entendia. Eles caminharam juntos até o centro do jardim, onde as rosas formavam um labirinto improvisado. O cheiro adocicado do perfume misturava-se ao calor da manhã, criando uma atmosfera quase mágica. Felipe arrancou uma pétala e ofereceu a ela. — Para você. Rosa hesitou, depois pegou. O gesto simples a deixou vermelha, mas também feliz. — Nunca pensei que um Moura me daria uma rosa. — Nunca pensei que uma Andrade aceitaria. Riram juntos, cúmplices. Naquele momento, não havia sobrenomes, nem cercas, nem promessas de ódio herdado. Havia apenas dois corações pequenos batendo em descompasso. Sentaram-se sob a sombra de uma mangueira próxima. Rosa começou a trançar as pétalas em uma coroa improvisada. Felipe observava cada movimento com fascínio. — Quando eu crescer, vou ter a fazenda mais bonita da região — disse ele com convicção. — E quando eu crescer, vou encher o mundo de flores. Felipe a olhou, pensativo. — Talvez você possa plantar flores na minha fazenda também. Rosa sorriu. — Talvez você possa plantar sonhos na minha. As palavras pairaram entre eles, inocentes, mas carregadas de presságios. O tempo parecia ter parado. O vento cessou, e só restava a respiração acelerada das duas crianças, presas em uma bolha invisível. Felipe estendeu a mão, hesitante. Rosa colocou a sua sobre a dele. Foi o primeiro toque, tímido, mas eterno. De repente, um grito ecoou de longe. O pai de Felipe o chamava com voz dura, mandando-o voltar. Rosa recuou, assustada. — Vai, antes que te vejam aqui. Felipe se levantou, mas antes de sair, inclinou-se e tocou levemente o rosto dela. Foi rápido, quase imperceptível, mas deixou Rosa sem fôlego. — Promete que vai me esperar? — perguntou ele, os olhos sérios demais para a idade. Rosa piscou, surpresa com a intensidade da pergunta. Depois assentiu, sem conseguir falar. Felipe correu de volta, saltando a cerca. O pai o esperava, severo, e Rosa ouviu os passos apressados sumirem ao longe. Ela ficou ali, sozinha entre flores, o coração batendo descompassado. Olhou para a coroa que fizera, as pétalas vermelhas trançadas com seus dedos pequenos. Colocou-a sobre a cabeça e fechou os olhos. O jardim, envolto em um silêncio quase sagrado, parecia conter a respiração do mundo. As flores balançavam levemente, como se escutassem o juramento que não foi dito em voz alta, mas queimava no coração de Rosa. Seus olhos, ainda marejados pelo inesperado, miravam o horizonte e, no fundo de si, ela soube: aquele menino seria sempre parte dela. Mesmo que o mundo inteiro tentasse arrancá-lo, mesmo que as famílias construíssem muralhas de ferro e ódio, mesmo que o tempo abrisse fendas de distância. A promessa nasceu sem palavras, mas tinha o peso de uma oração. Era um pacto silencioso entre a inocência e a eternidade. O vento voltou a soprar, primeiro suave, depois mais firme, espalhando pétalas pelo chão como se fossem pedaços de um segredo rasgado. As cores vermelhas e rosadas se misturavam à terra, tingindo o caminho com símbolos que ninguém mais veria, mas que Rosa jamais esqueceria. Algumas pétalas dançaram mais alto, rodopiando no ar antes de se deixar levar pelo curso do rio próximo. Ela caminhou até a beira da água, os pés descalços tocando a grama úmida. Observou as pétalas deslizando na correnteza, afastando-se uma a uma. Algumas afundavam depressa, outras seguiam flutuando por mais tempo, como se resistissem à partida. Rosa fechou os olhos e sentiu a brisa úmida contra a pele. Um arrepio correu-lhe pela espinha. Não sabia, mas estava diante do presságio que marcaria toda a sua vida: as pétalas que o rio levava eram como fragmentos de um destino que ninguém podia deter. Um destino escrito não apenas em flores, mas em sangue, dor e segredos que o tempo revelaria com crueldade. Ela tocou o peito, tentando acalmar o coração que ainda pulsava acelerado. O eco do beijo, o calor do olhar de Felipe, o choque das mãos que se encontraram na cerca — tudo era memória viva gravada nela como tatuagem. E, no entanto, o mundo ao redor parecia hostil demais para permitir que aquela lembrança sobrevivesse. Porque, às vezes, o amor nasce exatamente onde dizem que não pode existir. E quando nasce nesse terreno proibido, ele não floresce como as outras flores. Ele cresce em silêncio, nas sombras, alimentado pela ousadia e pela esperança. Rosa respirou fundo, deixando que o ar impregnado de perfume entrasse nos pulmões. Ao abrir os olhos, viu o rio levando para longe as últimas pétalas. Sentiu medo, mas também uma estranha força, como se entendesse que nada seria capaz de apagar o que já havia começado. Talvez fosse cedo demais para chamar de amor. Talvez fosse apenas o despertar da juventude, a curiosidade do primeiro toque. Mas em seu coração, Rosa sabia: aquilo seria a origem de tudo. De sua felicidade e de sua ruína. E o jardim, testemunha silenciosa, fechou-se ao entardecer, guardando dentro de suas fileiras de rosas o segredo mais perigoso que já abrigara.

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