Capítulo 89 – O Amor Que Ela Nunca Pediu

1816 Palavras

O dia amanheceu devagar, como se o sol tivesse receio de atravessar as cortinas de linho branco. Na cobertura, o ar cheirava a café fresco, maresia e um toque distante de lavanda, perfume de lençol limpo e promessa de recomeço. Virgínia estava sentada à mesa, o olhar fixo na xícara, girando a colher como quem tenta dissolver os próprios medos junto ao açúcar. Do outro lado, Rubens observava em silêncio, a camisa aberta no peito largo, o cabelo ainda úmido do banho. Ele não disse nada por alguns minutos, só a olhou com a serenidade de quem entende que o amor, às vezes, é feito de esperas silenciosas. — Você não dormiu — disse ele, com a voz baixa e grave. — Tive medo de fechar os olhos — respondeu ela, sem levantar a cabeça. — Medo de sonhar com o que posso perder. Rubens se aproximo

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR